O nervoso miudinho
O Peste tem andado com a sensibilidade à flor da pele, não é que não seja normal nele, mas esta semana até ataques de fúria tem tido.
A razão? Eu, a Mãe má que quis fazer uma experiência e ver se de facto resulta a história do Pai Natal que traz prendas para meninos bem dispostos e que fazem algumas (não muitas) birras. Sim, que por aqui não peço bom-comportamento, peço pouca choradeira e poucas birras.
Então o que decidi fazer? Sempre de pé atrás, na 2ª ou 3ª feira cheguei a casa com um embrulho enorme, para o Cunquinha. Para também ver se este deixava as prendas em paz, decidi deixá-la ao pé da árvore. O Peste chega a casa e fica histérico com o enorme embrulho e pergunta para quem é. Digo que é para o mano, que foi o Pai Natal que me pediu para guardá-la já, porque ocupava muito espaço no seu trenó. Nem sei como é que daqui não advieram inúmeros comentários e perguntas, mas ainda bem LOL. Todos os dias me pergunta o que é e eu não lhe digo. Já agora aproveito para lhe ensinar que se guardamos segredo, é mesmo para guardar e não dizer a ninguém.
Ontem teve mais um ataque de fúria com o Pai e eu comecei a pensar que talvez fosse boa ideia colocar uma prenda para ele na árvore. Coitada da criança o que deve andar a sofrer LOL. Ontem à noite embrulhei uma e pu-la na árvore, rezando a todos os santinhos para que ele não acordasse de mau humor e que a manhã corresse mais ou menos bem. De facto não fez birras e até comentou: "Mãe, hoje nem chorei nem fiz uma birra, se calhar o Pai Natal vai pôr uma prenda para mim hoje.." Ela já lá estava, ele é que não a viu e na altura eu estava tão ocupada com o almoço dele que nem me lembrei disso. De qualquer forma a manhã acabou por nem correr bem à conta dele, mas enfim...O que vale é que hoje o Pai Natal vai à escola e ele vai receber uma prenda. LOL
E tudo isto me fez pensar que quando eu era criança ansiava saber se havia prendas para mim, o que eram e era tudo imensamente importante. Acho que me esqueci um pouco deste pormenor na minha ânsia desesperada por uns dias com poucas birras e poucos choros....










A praia tem estado óptima, o Peste já dá uns bons mergulhos e já não tem medo nenhum das ondas. Já não há problema em estar sujo de areia e é ele que pede para ir para a praia. que mudança! Está a adorar fazer castelos e decora-os com conchas. Pega no seu camaroeiro e balde e vai à procura de peixes, caranguejos e camarões. Joga à bola e faz grandes amuos quando o mano lhe estraga o que acabou de construir. Continua um respondão e testa-nos o limite e a paciência ao máximo, abusa mesmo. Agora chama "mor" ou "amor" ao irmão.
O Cunca é um destemido como sempre foi. Não pára um segundo na praia. Percorre quilómetros e mete-se com tudo o que é criança. Não se importa de ter areia no corpo, nem na boca. Mete tudo à boca tenha areia ou água salgada. Passo o tempo a limpar a areia da boca. Quer tudo o que não é dele e já faz umas fitas bem jeitosas. Agora deu-lhe para, além de bater com os pés no chão, atira a cabeça para trás e faz um chorinho do mais fiteiro que há, até fecha os olhos! Chega estoirado a casa, almoça e dorme uma bela sesta.




Gamla Stan foi onde nasceu Estocolmo. É a parte antiga da cidade e é muito bonita, cheia de turistas nesta altura do ano. Dá gosto passear por aqui, há espaço para todos e há muitos espaços verdes. As ruas são sujas, os passeios estão imundos de sujidade, não lixo, mas sujidade preta de não lavarem as ruas. Mesmo assim é uma cidade muito bonita.



