Já estamos oficialmente a meio desta tão desejada gravidez.
A registar uma melhoria nas moinhas, um aumento de energia e de tamanho de peito (lol) e 56 kg pesados ontem à noite.
Ela continua sossegadita, dá 2,3 toquinhos (sim, não lhes posso chamar as biqueiradas que o Peste me dava!) e pronto é esta a conversa que ela tem comigo!
Já repararam provavelmente que dedico as 4as feiras para falar na gravidez. É tão somente porque é neste dia que mais uma semana passa e porque este blog sinto-o ainda do Peste. Não estou preparada para de repente passar a repartir a escrita, afinal há muito mais a dizer dele, pelo menos por enquanto. Depois não sei como farei, não sei se falarei sempre de ambos, se dedico dia sim dia não a cada um, não sei. O meu problema é pensar demasiado nas coisas e não quero ser injusta para com nenhum deles. Não quero que nenhum se sinta mais ou menos "falado". Pode parecer tontice, mas eu sou assim, às vezes complico o que não tem complexidade nenhuma.
Sei, sem a mínima sombra de dúvida, que os amarei com a mesma intensidade se bem que com certeza será de forma diferente pela simples razão de terem personalidades diferentes. Não sei, as Mães de segunda viagem provavelmente poderão aqui relatar as suas experiências.

Com o Peste tenho uma cumplicidade fora do comum, quase que consigo ler o pensamento dele só pelo seu olhar, sei ver quando se vai aborrecer com algo, quando algo lhe fere a sensibilidade, quando está prestes a ter um derrame de lágrimas, conheço-o de uma ponta a outra, é e será sempre o meu primeiro filho e só por isso será sempre especial (e cobaia lol) !
O que eu, no fundo desejo, é que com a minha filha sinta o mesmo tipo de cumplicidade, a mesma troca de olhar, a mesma troca de sorriso ou de beiço. Quero com ela ter também esta relação, embora saiba que isso poderá não acontecer e não será por isso que a amarei mais ou menos. O Amor será igualmente incondicional. Poderá ser até que ela crie esta relação com o Pai, poderão até as personalidades deles fundir melhor.
Sei que o Peste tem um feitio muito parecido com o meu, o tempo passa e cada vez menos posso fugir a esta verdade, porque o é, e não é um feitio fácil de todo. Não mesmo. Revejo-me em criança nas atitudes que ele tem, nas boas e nas más, nos sorrisos, por vezes bem difíceis e no choro sempre fácil. Herdou do Pai a excessiva demonstração física de afecto e ainda bem! É teimoso, orgulhoso, inteligente, sensível, justo, amigo, respeitador, malandro e gozão q.b.!
O Peste com 20 semanas era assim:

Como é que corto este cordão umbilical tão vincado ainda? Será quando nascer a minha menina? Provavelmente. Por agora sinto-me ainda Mãe de 1ª viagem, sinto-me Mãe Dele, diferentemente da maneira que me sinto Mãe Dela. Entendem? Se bem que, conhecendo-me como conheço (e não é fácil!) sei que a partir do momento que os nossos olhares se fundirem, tudo vai ser tão, mas tão simples :)
Tenho de mudar o nome do Blog, confesso que ainda não pensei muito nisso, mas é algo que terei de fazer, afinal, o Blog também é da Borboleta embora ainda esteja embutida. Embora ainda o sinta na sua grande maioria, somente do Peste. Ainda. É nesta ambiguidade que me perco, sinto-me perdida, só preciso mesmo de encontrar o caminho justo para todos. Complico? Pois, eu sou assim, a Mestre da Complicação! Mas sim, vou mudar o nome deste Blog e será até ela nascer!

Graças ao Peste sinto urgência em escolher um nome para ela, tão somente porque ele ainda embica com Daniela e eu e o Pai já decidimos, por causa da questão do 'D', que Daniela não será. A escolha, para nós, recai sobre Camila e Catarina. O Pai que preferia Camila, agora diz que lhe faz lembrar a Camila Parker-Bowles (acham normal?) e gosta mais de Catarina. Eu devia ficar feliz, afinal era o meu preferido. Mas isto seria se eu não fosse complicada. Agora penso mais em Camila. O Peste, que mais uma vez demonstra saír à Mãe, quando lhe pedi para escolher um destes dois ele diz: "Ou Érica? Pode ser Érica!" . Falei-lhe neste nome 1 vez. 1 !
Enfim.....haverá por aí alguém tão ou mais complicado que eu?