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sábado, 1 de outubro de 2011

35+1

Hoje é a minha vez:

Parabéns a mim !

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dilema III

Da Escola Nova

De manhã lá fomos os dois conhecer a escola, a sala dele e a educadora. Ele estava todo entusiasmado ao ver o espaço, ao ver a parte da Primária, por ele era para ali que ia.
Entrou na sala, estavam os meninos a saír para o recreio. Todos os dias saem a meio da manhã, após o almoço e o lanche para o recreio. O que eu acho fantástico e ele adorou a ideia. Há quatro recreios distintos, para os 3 anos, para os 4 anos, para os 5 anos e para a Primária.

Gostou da sala, foi logo brincar enquanto eu falava com a educadora. Explicou-me as rotinas deles, o tema do ano (Portugal no mundo) como passam o dia. Diz que este ano entraram 3 meninos novos que se integraram perfeitamente na sala e daí achar que o Peste se irá integrar bem.
Depois fomos para o recreio para ver os meninos, mas ele não quis brincar. Agarrou-se a mim e ficou a observar. O facto de eu ali estar não ajudou, ele retrai-se um pouco.

Saímos de lá contentes e ele ainda mais convicto de querer ir para lá. Quer ir já amanhã, não quer voltar para a escola dele. Parece-me que ele já decidiu tudo e está muito convicto do que diz. Até a minha ideia de ele vir almoçar a casa com a minha mãe não lhe agrada, quer almoçar lá para estar o dia todo na escola e talvez até se integre mais rapidamente assim.

Está contente por ter ginástica, inglês e música.
Mas a frieza com que diz que não vai ter saudades dos amigos e da escola continua a fazer-me confusão.

Da reunião

Estive uma hora e pouco a falar com a actual educadora e Directora Pedagógica. Disse-lhes o que se passava, como ele se sente e que a divisão que fazem não tem pés nem cabeça e não visa sequer o melhor interesse das crianças por mais que elas digam que sim. Não há possibilidade dele mudar de sala porque a outra tem as vagas todas preenchidas e mudar alguém de lá para a dele também não é viável. E neste momento já nem sei se isto tudo se deve à falta dos amigos ou se também é o facto dele precisar de algo novo, de algo que o motive, de mais estímulos ou pelo menos de estímulos novos. O facto de já não dormir e ficar a fazer trabalhos já não o motiva em nada, eu acho que os trabalhos que faz o aborrecem, ele já os sabe fazer.
Do que me deram a entender foi mesmo aquilo que me arrependo de não ter feito, que era ele ir para a pré para a outra escola, nem devia ter ingressado este ano lectivo nesta. Mas eu tinha a esperança de que ia correr melhor.
Sugeriram também que ele podia ir brincar para a outra sala todos os dias um bocadinho. Eu disse logo que isso não iria ser cumprido depois, que no início talvez, mas depois iria deixar de ser. Sugeri isso ao D. quando cheguei a casa, mas ele é firme, quer mudar de escola, até já diz que vai "arranjar" uma namorada nova. Até da M. ele já se "despediu". Acho que ele está muito à frente...
É como elas dizem, há crianças mais maduras que outras, mais desenvolvidas e neste momento o D. se calhar precisa de estar só com meninos da idade dele com mais estímulos.
Uma coisa é certa, já não vai ter ninguém a ralhar com ele por não estar calado enquanto os mais novos estão a adormecer. Já vai estar num ambiente onde todos têm as mesmas rotinas.

Eu acho que cada vez me convenço mais, ao falar com as pessoas, ao escrever aqui e receber as vossas opiniões, que o melhor é mesmo mudá-lo. Até porque é ele que o pede, não foi algo que partiu de nós, mas dele. E se neste momento ele precisa disso, precisa de algo mais, precisa de algo novo, eu tenho o dever de lho dar. Se ele precisa disto para estar bem, então que seja.

Já o fiz compreender que não é só porque ele o pede, mas porque é o melhor para ele e já lhe expliquei bem que não pode daqui a uns tempos dizer que afinal não gosta desta escola, que quer outra, porque não há mais nenhuma e aquela vai ser a escola primária dele. Eu acho que ele percebe.
A decisão parece-me que já está tomada...só espero que tudo corra bem e que ele seja feliz na nova escola...o que eu não daria por uma bola de cristal..

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dilema II

Ele diz que não vai ter saudades de ninguém da sala dele. Só da eterna paixão M.

Hoje disse-lhe que tinha pensado e que era melhor ele continuar na escola dele e para o ano ia para a Primária, para ver a reacção dele. "Oh...porquê?" Num tom triste foi a resposta...

Não se importa de não ficar na mesma escola que o irmão, não se importa de deixar de ver as pessoas.

Mas tu, na nova escola não conheces ninguém, disse eu. Não faz mal, diz ele, eu digo o meu nome e os meninos dizem os deles e assim conhecemo-nos.

É com tanta leveza de espírito que fala disto que até me faz pensar que ele está mesmo a precisar de uma mudança. Parece que saturou, se aborreceu e ainda por cima sem amigos, o levaram a esta situação. Acho que também lhe andam a faltar estímulos. Ele é ávido de conhecimento e de aprender.

Mas temos receio, muito receio, que na escola nova os grupos estejam todos formados, as crianças podem ser bem mázinhas e podem lhe dizer que não querem brincar com ele. Sei lá.
Amanhã é dia de reunião, quem sabe talvez consiga que ele passe para a sala ao lado...duvido, mas enfim...

Amanhã já decidi que não venho trabalhar, vou levá-lo a conhecer a escola nova, falar com a educadora de lá. Depois vamos ao shopping comprar sapatos novos para ele que ainda está com os de Verão e vamos almoçar por lá. Assim, em diferentes contextos e só os dois, consigo falar com ele sobre este assunto sem distracções. A decisão tem de ser tomada!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dilema (opiniões precisam-se)

O Peste hoje voltou a pedir para mudar de escola. Quer ir para a escola primária. Quer conhecer novos amigos. Para a escola primária não pode ir, mas há a possibilidade de ir para outra escola, para uma sala com meninos dos 5 anos (a dele é heterogénea).

Eu desde que o ano lectivo começou que não o sinto integrado na sala. Não o sinto bem. Ele diz que gosta da escola, da nova educadora e auxiliar e ainda não fez uma única birra para não ir para a escola. Vai sempre bem. Mas não é a 1ª, nem a 2ª, nem a 3ª vez que me pede para mudar de escola.

Os amigos todos dele estão na sala ao lado. Ele e mais alguns ficaram na mesma sala e eu até consegui que o amiguinho dele ficasse com ele, mas este amigo desde o início do ano que se dá mais com outro menino e o Peste anda perdido. Ele pede-me para mudar de sala e não dá, estão preenchidas as 25 vagas...

Esta nova escola é privada, vou pagar mais, mas é a escola onde fiz a pré-inscrição para o 1º ciclo caso ele não entrasse para o ensino oficial. Gosto da escola. Não há escolas perfeitas, mas gosto muito. Teria inglês, ginástica e música incluído. Têm também um livro e à 6ª feira vem para casa e fazem trabalho de casa. A nível pedagógico é melhor e puxam mais por eles.

Agora................o ano lectivo começou há quase 2 meses, será boa esta mudança? Será melhor? E se ele decide que afinal quer voltar para a escola dele? Não sei o que faça.

Nesta escola temos uma amiga que é lá educadora e ela há pouco propôs que ele fosse lá passar um dia, para ver como reagia e ver se gostava. Mas um dia....será de fiar? É que depois não há retorno porque onde está a vaga será imediatamente preenchida porque a lista de espera é grande. E um dia não é nada...porque se corre bem óptimo, mas pode correr mal e ninguém brincar com ele por exemplo...aiiiiiiiiiii!!!

Esta escola tem tudo a favor, menos a mensalidade.

O que fariam? Eu falo com ele e ele diz que sim, que quer ir para uma nova escola, mas até que ponto ele percebe que se vai, não pode voltar para a outra? E como vai ser depois?

Socorro!


Adenda - Pensei melhor sobre o assunto e ir lá passar um dia deixou de ser uma hipótese. Tanto pode correr bem, como mal. O que vou fazer na 6ª feira é ir lá com ele e mostrar-lhe a escola e a sala que seria a dele. Hoje de manhã disse-me que a educadora e a auxiliar gritam muito com eles e ele não gosta. Diz que gritam mais que as do ano passado. Pareceu-me receptivo a conhecer a nova escola, mas o que ele quer mesmo é ficar na dele e mudar de sala. Isto não é nada fácil! Ah, 6ª feira tenho também reunião com a educadora actual dele, marquei hoje.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Já está!

E ainda estou para descobrir se doeu mais a mim, se a ele ou se ao Pai!

Foi muito bem preparado e ensaiado nestes últimos dias. Não lhe mentimos. Descrevemos todos os pormenores do que se iria passar e disse-lhe que iria doer um pouquinho e que depois ia ficar com uma pintinha, um piquinho no sítio onde entra a seringa. Sei bem o que isto o preocupa e a verdade é que a maior parte das perguntas dele era sobre o tamanho do piquinho, se se ia notar muito, se ia ficar ferida.....

Falámos sobre os pensos rápidos, que ele nunca deixou colocar numa ferida, mas no outro dia viu-me pôr um numa bolha causada por um sapato e eu aproveitei e mostrei-lhe uns de animais que temos cá e disse para ele experimentar pois no dia de tirar sangue teria de colocar um. Tive de explicar muito bem o porquê de ter de pôr um penso. Valha-me Deus que esta criança é tão picuinhas!

Lá brincou com o penso, colou e descolou (na própria pele!!!) e eu toda contente.

Ontem escolheu dois pensos para levar. Um para ele e outro para a Rosa (analista) ter para outro menino que for tirar sangue. Ele estava tão bem, a aceitar tudo tão bem que eu cada vez estava mais nervosa com isto tudo. Estava a achar bom demais, a aceitação demasiado serena e fácil.....Mas, como ele sabia tudo o que se iria passar, explicámos tudo, fizemos a demonstração em casa e claro que o incentivámos que ele era um homem forte e ainda por cima quase a fazer 4 anos....acho que o segredo reside nos 4 anos lolol...ia acreditando que pelo menos a entrada para o laboratório iria correr bem.

Não adormeceu a dizer que não queria tirar sangue, não acordou a dizer que não queria e eu ainda não acreditava nisto, aliás acho que ainda não acredito.

Entrámos no laboratório e ele na boa e eu já numa angústia horrível, umas dores de barriga, pior do que quando sou eu a tirar sangue. O Pai deu-lhe um Gormiti e ficaram a "analisar" o Chefe do Povo do Ar (que sorte, saíu um chefe não repetido!).
A Rosa chamou-o logo e sentou-o ao colo do Pai na sala especial e na cadeira especial. Ficou sentado de lado, após escolher o braço direito para a pica, com as pernas entre as do Pai e o Pai com as dele cruzadas. O Pai a segurar no outro braço e eu na mão direita. Ela põe o garrote (ai o que eu odeio esta palavra e estar a visualizar isto) e vai-lhe dizendo que tem dedos mágicos que têm anestesia que não deixam doer nada. Foi impecável ela.

Eu ia tentando mostrar o Gormiti novo, brincando com ele, mas ele estava vidrado no que ela fazia. Olhou enquanto ela preparava tudo e quando ela espeta a seringa e por consequência eu tive de olhar também (e o que me custou, nunca consegui olhar quando sou eu). Berrou claro quando sentiu a pica e eu ia dizendo para ficar quietinho e a Rosa a dizer que estava quase quase, que ele era muito forte. O Pai olhava para o lado e ele chorava, chorava e eu a controlar as minhas lágrimas para não cairem. Tadinho do meu menino....

Foi tão forte, tão forte, tão forte, mas tão forte! A Rosa disse-lhe que ele se portou melhor que a Mãe e muito, mas muito melhor que a Tia (a minha irmã é do pior que há) e também melhor que o Pai!

Lá o animámos e mostrámos-lhe o sangue, para ele ver a cor do seu sangue, muito escuro, castanho disse ele! A Rosa elogiou dizendo que era um sangue muito vitaminado! Claro, disse eu, ele come muita fruta e verdura, é muito forte!
A Rosa brincou com o penso que ele escolheu ser o Pinguim e disse que o Pinguim teria de ficar deitado, que ia dormir. Eu aproveitei e brinquei com ele dizendo que ele podia fazer uma soneca mas que depois teria de acordar que isto não são horas de dormir. Riu-se, mas passado 2 minutos estava a pedir para tirar o penso.
Demos-lhe outro Gormiti e ficou todo contente!

Correu muito bem, bem acima de todas as minhas expectativas e do Pai também. Foi um corajoso, nem eu com esta idade vou assim de ânimo leve tirar sangue. Espero não ter de haver uma próxima tão cedo porque já não seria tão fácil, afinal doeu-lhe como é óbvio.

Acho que ajudou muito o facto de lhe termos contado tudo e demonstrado o processo, sem mentir nada. Demonstrámos-lhe que ele era muito forte e nós sempre serenos, sem fazer grande caso do assunto, o que para nós é dificil porque tanto eu como o Pai temos pavor a tirar sangue! E claro, o facto de estar quase a fazer 4 anos é um incentivo maior que eu alguma vez pudesse imaginar!

Pior foi quando chegou à escola, a 3 passos de entrar, numa correria parva com o Pai, caiu e esfolou o braço (vá lá que foi o esquerdo) e chorou, berrou, gritou e foi difícil acalmá-lo. Acho que a escola toda o ouviu! Eu fiquei danada, bolas ele vinha tão bem, tirou sangue bem, acalmou-se rápido e põem-se os dois a correr e pimba! Estragou-se tudo! Lá foi a choramingar para a sala e a educadora pegou-lhe ao colo e deu-lhe a escolher um doce porque ele se portou tão bem a tirar sangue. Ele mostrou-lhe o Pinguim a dormir e ela disse que depois o tiraria. Lá ficou bem e despedimo-nos.

Eu estava desejosa de chegar a casa e agarrar no meu Picatchusa. Nunca me separei dele e já ia quase em 1 hora! Claro que já tinha ligado à minha irmã para saber como ele estava (lol)! Ainda não me passou a dor de barriga, isto era uma dupla dor de barriga. Bolas, Mãe sofre! Ter de deixar um para o outro tirar sangue.....que dor horrorosa, ainda estou traumatizada e ainda não consegui acalmar.....o Picatchusa quando me viu esboçou tantos sorrisos e começou logo a espernear! Conversou, conversou, sorriu e esperneou até adormecer o meu rico menino. Tantas saudades que tive e que angústia deixá-lo.....isto não melhora nada com o segundo!