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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O nervoso miudinho

O Peste tem andado com a sensibilidade à flor da pele, não é que não seja normal nele, mas esta semana até ataques de fúria tem tido.

A razão? Eu, a Mãe má que quis fazer uma experiência e ver se de facto resulta a história do Pai Natal que traz prendas para meninos bem dispostos e que fazem algumas (não muitas) birras. Sim, que por aqui não peço bom-comportamento, peço pouca choradeira e poucas birras.

Então o que decidi fazer? Sempre de pé atrás, na 2ª ou 3ª feira cheguei a casa com um embrulho enorme, para o Cunquinha. Para também ver se este deixava as prendas em paz, decidi deixá-la ao pé da árvore. O Peste chega a casa e fica histérico com o enorme embrulho e pergunta para quem é. Digo que é para o mano, que foi o Pai Natal que me pediu para guardá-la já, porque ocupava muito espaço no seu trenó. Nem sei como é que daqui não advieram inúmeros comentários e perguntas, mas ainda bem LOL. Todos os dias me pergunta o que é e eu não lhe digo. Já agora aproveito para lhe ensinar que se guardamos segredo, é mesmo para guardar e não dizer a ninguém.

Ontem teve mais um ataque de fúria com o Pai e eu comecei a pensar que talvez fosse boa ideia colocar uma prenda para ele na árvore. Coitada da criança o que deve andar a sofrer LOL. Ontem à noite embrulhei uma e pu-la na árvore, rezando a todos os santinhos para que ele não acordasse de mau humor e que a manhã corresse mais ou menos bem. De facto não fez birras e até comentou: "Mãe, hoje nem chorei nem fiz uma birra, se calhar o Pai Natal vai pôr uma prenda para mim hoje.." Ela já lá estava, ele é que não a viu e na altura eu estava tão ocupada com o almoço dele que nem me lembrei disso. De qualquer forma a manhã acabou por nem correr bem à conta dele, mas enfim...O que vale é que hoje o Pai Natal vai à escola e ele vai receber uma prenda. LOL

E tudo isto me fez pensar que quando eu era criança ansiava saber se havia prendas para mim, o que eram e era tudo imensamente importante. Acho que me esqueci um pouco deste pormenor na minha ânsia desesperada por uns dias com poucas birras e poucos choros....

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O meu jeito de ser Mãe

É assim que me descrevem os astros:

Leão

MÃE PROTETORA, SENSÍVEL E ESTILOSA

A mãe com o signo lunar em Leão é verdadeiramente uma leoa! E, como os leões, lambe a cria. Para ela, sua cria não é apenas um filho, mas uma obra de arte que deve ser cuidada com todo esmero possível. Ai de quem se meter com seus filhos! Possui uma sensibilidade única e intuitiva. Tem uma empatia natural com os processos emocionais alheios e exterioriza o que sente com facilidade. É como se trouxesse um pouco de nobreza dentro de si, que se manifesta principalmente nas suas atitudes. É um exemplo de mãe que sabe curtir a vida!


Tenho de concordar, tenho duas obras de arte sim senhora (LOL) e ai de quem se meta com eles, ai ai ! E sim, sensibilidade e intuição são o meu ponto forte...ou fraco? E sim, tenho a mania de sofrer por todos os que me rodeiam, que mania a minha. Quanto ao exteriorizar o que sinto, não é bem fácil, mas pronto...e curtir a vida...quem me dera curti-la mais!!! Devia curtir, devia sim!

E o vosso, qual é? Fiz aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ser Mãe não é fácil

Estou cansada. Física e mentalmente. Estou farta de estar em casa. Estou cansada. Talvez por isso hoje tenha acordado do avesso e com pouca paciência.

Já disse aqui umas quantas vezes que o Peste não brinca sózinho. Desde sempre precisou de companhia para brincar. De crianças ou de um adulto. Outrora era só eu, hoje em dia tanto faz, desde que tenha companhia. Aos 4 anos e meio ser assim não sei se é mesmo feitio ou se me deva preocupar.
Hoje matutei nisto o dia todo. Talvez porque estamos em casa há 5 dias e não fiz outra coisa se não brincar com ele ou andar de volta do Picoé, que diga-se de passagem, entretém-se mais com os brinquedos que o irmão. Hoje brinquei pouco com ele. Brincámos no tapete dos carros e fizemos umas actividades num livro que ele gosta. Hoje disse-lhe que ele tem de brincar com os brinquedos dele. Estou cansada de o ver na sala todo o dia de volta dos brinquedos do irmão, de volta do irmão ou em cima de mim. Ele não brinca e eu não acho normal.

Lembro-me que em miúda passava horas a brincar no quarto. Ninguém dava por mim. Lembro-me da minha irmã (10 anos mais nova) brincar no quarto dela com as coisas dela com esta idade. Lembro-me que ela não ficava tanto tempo sózinha porque precisa de falar com alguém e ainda hoje em dia é assim. Mas brincava com os brinquedos dela, no quarto dela. Não me lembro de ver os meus pais a brincar com ela constantemente. Eu não faço outra coisa que não brincar com ele. E estou cansada.

Uma coisa é reservar tempo para eles, que o faço e sempre fiz e sempre seria meu intuito fazer, outra coisa é passar todo o santo dia no chão com eles. Talvez seja por estar há muitos dias em casa que me sinto assim. A verdade é que lhe fiz um ultimato. Disse-lhe que se amanhã não brincasse com os brinquedos dele, que passaria os brinquedos do irmão para o quarto e assim brincavam lá os dois. E disse que iria tirar brinquedos dele e dar aos meninos pobres que não têm brinquedos. Talvez o problema seja a demasia. Mas não acho. Tanto acho que é feitio, como acho que é dependência. E acho que não sabe brincar sózinho. Nunca brincou. Eu sempre estive lá. Ou o Pai. Será que fizemos mal?

Será preocupante o facto dele não brincar sózinho? Nem que seja por 20 minutos, meia hora? Já não pedia mais nada...



Estou cansada. Ia escrever sobre o martírio da duração das refeições, mas fica para outro post. Estou cansada.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Serei demasiado...?

Galinha? Protectora? Possessiva?


Pois bem que hoje de manhã recebo uma chamada da mãe do melhor amiguinho da escola do Peste. Pois bem que fiquei surpreendida e como estava distraida com amigas e muitos bébés nem tive tempo de reagir e pensar. Pois bem que ela convida o Peste para a festa de anos do M. no sábado. Tinha-me ocorrido no segundo antes que ele tinha feita anos dia 2. Pois bem que dou por mim a imaginar o brilho nos olhos do Peste se souber que vai a casa do M. à sua festa de anos. Pois bem que dou por mim a dizer que sim e até sábado.

Pois bem que dou por mim a engolir em seco e a bater com a mão na cabeça ao relembrar a conversa. Eu? Eu disse que sim? Pirei de vez, só pode! Eu a deixá-lo em casa de alguém numa festa e ir embora? Passar uma tarde de sábado sem ele? O que vou fazer? Fiquei danada comigo!


Pois bem que dou por mim a ligar para o Pai cá de casa naquela de ver se oiço o habitual "já sabes que por mim ele pode ir" e só naquela de ver se não me sinto tão mal comigo própria.
Pois bem que o Pai-decide-ser-totalmente-do-contra-e-dizer-que-por-ele-o-Peste-não-vai! Olha que esta! Diz que o Peste toda a asneira que aprende é com ele e bla bla bla! Diz para ligar e dizer que ele não pode ir porque vai ver o Sporting com o Pai. Para já não vai que eu ainda não estou preparada para ele ir para um estádio cheio de gente fanática e o jogo é só às 19h.
Pois bem que cada vez me sinto pior. E agora? Não tenho desculpa nenhuma consistente para ele não ir e já disse que ele ia, sem querer, mas disse.

Eu sei que ele tem 4 anos e quase meio, mas ainda não estou preparada para o "deixar" ir assim sem nós....o que eu fui fazer...o que faço?
Por um lado quero que ele vá, vai adorar estar com os amiguinhos e conhecer a casa do M. Isto de conhecer as casas uns dos outros é muito importante no seio dos amiguinhos. Por outro, vou andar com dores de barriga até sábado e nem quero imaginar o estado de nervos que vou estar durante a tarde....e se alguém lhe faz mal? e se ele precisa de mim? e se acontece algo? e se? e se?


Pois bem....alguém com sugestões de uma boa desculpa para ele não ir? Alguém que me dê um puxão de orelhas e me diga para eu pensar nele e na felicidade nele? Alguém que me dê uma bofetada para não me centrar nos meus sentimentos? Alguém com uma solução para me desenvencilhar disto? Alguém que diga ao Pai para responder como habitualmente faz? Heeelllppppp................



P.S - eu não quero que ele vá....sim sou egoísta, possessiva, protectora....admito, mas sou tudo isso tranquila por o ter perto de mim....

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ser Mãe de 2 !

A dupla maternidade em nada me trouxe a tal flexibilidade ou tolerância quando querem pegar no mais novo ao colo ou acalmá-lo quando está rabugento. Também em nada trouxe tolerância quanto ao quererem ficar com o mais velho!

Ser Mãe de 2 fez-me simplesmente ser Galinha a duplicar! Não devo ser normal, já que toda a gente me disse que me ia deixar desta Galinhice mal nascesse o Picatchú! Wrong!

Dou por mim a querer-me desdobrar em duas para poder acudir aos dois. Mas não dá....



Sabem como se é com o 1º, em que quase não arredamos de ao pé deles, não largamos a alcofa e mesmo que nos afastemos, temos sempre um olho nela? Pois eu era assim com o Peste e estou IGUAL com o Pestinha!

Não tenho cura, portanto!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A minha maneira de ser Mãe

Sou Mãe, com todos os sentimentos que este privilégio concede.

Sou Galinha, sim e admito que sou. O Peste é o que de mais importante tenho na vida, tenho pavor que algo lhe aconteça, tal como qualquer Mãe.

Sou Possessiva, sim. Mas também o sou com o Maridão. Já o sou com o Pilonquê. São meus. Ponto final.

Sou Super-Protectora. Não, não sou. Sou protectora q.b. Protejo nas alturas que acho que devo proteger. Se puder poupá-lo a algum sofrimento, poupo-o, qual a Mãe que não o faz? Mas não sou daquelas que ampara todas as quedas, não sou daquelas que anda atrás dele e passa o tempo a proibi-lo de trepar, brincar, correr só porque pode caír e magoar-se. Não, não sou assim. Aliás, pelo contrário, gosto que ele seja aventureiro e não tenha medo, eu era assim. Só me chateia a berraria que é quando se magoa e depois é tão vítima que coxeia ou não usa o braço onde se aleijou.

Sou Babada. Sim, muito! Tenho muito orgulho no meu filho. Tenho orgulho na sua inteligência, na sua sensibilidade, no seu sentido de justiça, na sua prontidão em ajudar o próximo. Tenho orgulho na sua aptidão para o desporto, na sua fragilidade, na sua perspicácia. Tenho muito orgulho no meu filho, muito mesmo!

Sou altruísta. Sim. Já fui mais egoísta ou possessiva ou lá o que lhe queiram chamar com ele. Lembro-me dele em bébé e a minha Mãe estar sempre a dizer que ficava a tomar conta dele se eu quisesse ir às compras, jantar fora ou ao cinema. Rara foi a vez que tomou conta dele até ele fazer 1 ano, 1 ano e meio. Sei lá porquê. Bom, sei, eu queria-o sempre ao pé de mim, queria senti-lo junto de mim e a Mãe era eu logo eu é que tinha de tomar conta dele. Escrevo era, mas sou assim ainda e penso assim, mas muito mais moderada. Aprendi a soltar-me e desde que ele fala e opina que lhe dou a escolher o que o faz mais feliz. Não o obrigo a vir jantar fora comigo e o Pai se ele prefere ficar com a Amma e o Afi. Que prefere quase sempre, sabe que brinca mais e tem um serão diferente. No Restaurante tem de portar bem e já não tem tanta piada. Compreende-se.
Aprendi a ser muito mais altruísta e não foi difícil, porque aprendi que ao deixá-lo escolher, ele está a fazer o que o faz ficar feliz. Ele fica feliz, vejo-o no brilho dos seus olhos e no sorriso traçado nos seus lábios. Sem contar na auto-estima que lhe incuto e construo ao deixá-lo escolher o que Ele quer fazer. Que mais quero? Qual a maior recompensa que posso ter como Mãe? Saber o meu filho Feliz!

Lógico que todo o tempo livre que temos passamo-lo com ele, claro. Temos os fins de tarde e os fins-de-semana sempre juntos. Os 3. Brevemente seremos 4. Mas eu não vou obrigar o Peste a ficar em casa em pleno Verão só porque eu ainda não recuperei do parto ou porque está demasiado calor para ir para a praia com o bébé. Não sou Mãe de achar que recém-nascido tem de ficar em casa. Nada disso, o Peste mal eu recuperei começou a passear. Mas convenhamos que se estiver demasiado calor e claro, depende do sítio escolhido para ir, eu provavelmente não irei com o bébé. Mas isso não impede o Peste de ir passear com o Pai. Não, nem pensar que sou egoísta/possessiva ao ponto dele ter de ficar em casa ao pé de nós, só porque nós não podemos saír. Não, não acho que a família TEM de estar junta. Acho até que irá ser um período em que ele vai criar um belo vínculo com o Pai e não tenho receio nenhum de perder algum vínculo com ele. Porque sei que não. Cada um de nós tem um lugar na sua vida e no seu enorme coração.

Aliás, vejo o quanto fortaleceu a relação dele com a minha Mãe, enquanto estive de muletas e não podia conduzir. A minha Mãe é que o ia pôr e buscar à escola e ele adorou esta quebra na rotina, até o caminho para a escola era diferente. Quando o tempo permitia a minha Mãe jogava à bola com ele no jardim, regavam as flores, davam de comer aos peixes e biscoitos aos cães. Eu estava por ali perto, tentava jogar à bola (louca!) mas ele não queria, dizia que só quando tirasse as muletas é que podia. Observava-os e ficava de coração cheio. Ele está feliz, está bem entregue. Não vou dizer que não sentia uma pontinha de cíume ou inveja, porque claro que queria ser eu a fazer aquelas coisas, mas depois pensava: porque é que ele não há-de ter estes momentos/rituais com a Amma? Porque é que hei-de vedar por puro egoísmo uma relação tão bonita entre Avó e neto, relação que os faz tão, mas tão Felizes?

Cresci, sim cresci muito e não tenho vergonha de o admitir. Vivemos aprendendo, eu estou em constante aprendizagem e esta lição aprendi. Não o posso ter numa redoma, não o posso proibir, nem quero!, de estabelecer estes vínculos tão fortes que ficarão com ele para a posteridade.
Agora estou bem, jogamos à bola todos os dias, mas se a minha Mãe aparece, ele convida-a logo para o jogo. E depois vão regar as flores e dar comida aos animais. É uma rotina deles e eu observo-os feliz!

Não digo que esteja preparada para o deixar ir para uma festa de anos sózinho por exemplo. Não estou, por enquanto e ainda bem que nem sequer surgiram ainda convites. Talvez aos 4 anos e depende de eu conhecer bem os pais ou não. Ah, pois, que isto hoje em dia não se confia em ninguém.

Não estou descansada com ele na praia, não por não confiar em quem toma conta dele, mas por não confiar em todas as restantes pessoas que por ali passeiam. E sim, todos os dias lá irei espreitar, porque só assim me sinto bem.

Não digo que não entro em parafuso cada vez que penso que vou estar 2 noites/dias quase sem ele quando for para a Maternidade, porque estaria a mentir. Fico com a mente ofuscada, forma-se uma névoa cada vez que penso nesses dias, mas sei que estará bem entregue, sei que terá quem lhe dê os mimos que não vou dar, sei que terá quem lhe dê os beijos de boa noite e lhe sussurre no ouvido que a Mãe o Ama Tanto, Tanto, Tanto.

E quando regressar a casa compensaremos os momentos perdidos, mimar-nos-emos como só nós sabemos e tudo ficará bem. Estou mais tranquila.

Sou Feliz. Sim, sou uma Mãe Feliz, ele faz-me feliz, ele dá sentido à minha vida.


Hoje, meu Pestinca lindo, Amor da minha vida, Paixão do meu Ser, Sol da minha Vida, completas 8 meses aos teus 3 anos que tanta felicidade me trazem. Amo-te Tanto, Tanto, Tanto!