Resumo das Férias II
Chegámos à outra ponta que conheço tão bem...Quando viemos viver para Portugal foi a nossa primeira paragem e lá passámos o Verão de '84.
Fiz amigos, amigos de Verão com os quais me correspondia durante o resto do ano, por carta, não havia e-mails! Todos os Verões lá nos encontrávamos, decorávamos os toldos uns dos outros, íamos ao pontão dar mergulhos, jogávamos volei, passavamos os fins de tarde deitados na areia a jogar às cartas, à sueca, às copas.....que saudades...todos os anos lá vou e todos os anos espreito para ver se reconheço alguém...já lá vão 15 anos desde que os vejo...Começámos todos a ir de férias com amigos em vez dos pais e em alturas diferentes...
Também comecei a ficar noutro lado da praia porque com o Pestinha é mais prático e comecei a frequentar outra praia, pequena e com pouca gente, porque o Peste não gosta de muita gente à volta dele. E sinceramente, também eu gosto mais da outra praia. Agora. Outrora não.
Este ano, logo no primeiro dia estamos a chegar à praia e oiço: María? E uma rapariga se aproxima. Olho, reconheço a cara mas não consigo distinguir de onde. Detesto quando isto me acontece. Mas é tão frequente....não conseguia discernir o nome dela nem contextualizá-la, mas a cara dela era tão, mas tão familiar, como se a conhecesse há muito muito tempo. E realmente conhecia! Era a Íris, uma das minhas amigas de Verão, dali, daquela vila maravilhosa. Tinha consigo os seus 2 filhotes, lindos, e o marido. Continuava na mesma casa, tal como eu. Foi tão bom. Só não a vi todos os dias porque nós íamos para a Praínha e ela continuava na outra, mas ia para o mesmo sítio que eu ia agora. É mais prático por causa dos míudos, disse-me ela e eu sorri porque achava o mesmo. Foi tão bom.
Gostava tanto que o meu filho fizesse amigos assim, amigos de Verão, cujos pais se conhecem, ou acabam por se conhecer. Ficar ansioso pelas férias de Verão, pelo reencontro com os amigos, trocar e-mails ou falar no messenger, sim, já não digo por carta, porque acho que hoje em dia os míudos não querem saber disso.
Foi nesta Praínha que o meu filho se aventurou pela primeira vez para o mar sem ser ao colo, aqui onde a água é fria, onde a água gela os ossos, mas foi aqui que o Pestinha perdeu o medo do mar. Fiquei feliz por ele ter perdido o medo, porque ele nem ao pé da água brincava quando havia ondas e fiquei feliz por ter sido ali, na minha vila do coração. Deu grandes saltos nas ondas e constatou que: as ondas são amigas!
Brincámos muito, corremos muito, jogou raquetes com fartura, o pai bem queria jogar com o amigo, mas quem jogava era o Pestinha.
Adoro esta vila!









