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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro

Gosto do mês de Setembro. Sempre gostei.
Setembro para mim é significado de um recomeço, um reinício, novas etapas, o Outono a chegar e do qual eu tanto gosto.
Este ano, no mês de Setembro comemoraremos os 7 anos do mais velho e o 1º aniversário da mais nova (já?)....

As escolas estão quase a começar, eu estou tão cansada que este ano até estou contente por eles se irem distrair com os amigos. Têm sido 3 semanas....só espero que para o ano seja mais fácil...
Espera-me a tarefa de forrar livros e identificar todo o material do David nos próximos serões.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Descobertas

A Princesa cá de casa descobriu que tem pés. Mudar a fralda é digamos que uma verdadeira acrobacia.

Descobriu a graça que os irmãos têm e ri-se à gargalhada com eles. Descobriu o "cu-cu" e ri-se quando se escondem e aparecem com um "cu-cu".

Descobriu também que gosta de os ver tomar banho, se vê temos de ficar com ela até ao fim porque se saímos da casa-de-banho é choro certo. Choro esse que desaparece no segundo em que entramos novamente na casa-de-banho.

Eu descubro todos os dias a maravilhosa plenitude que me dão estas três crias.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Desabafo

O Picoé está a crescer depressa demais. Já nem falo no Peste. Mas é diferente. Ainda ontem o Picoé era pequenino, totalmente dependente de mim. E com o crescimento voraz dele nem deu para saborear o ter um bébé pequenino e levezinho ao colo.

Sinto-me nem sei como. Hoje reparei que a cabeça dele já ultrapassa os limites do ovo. O que significa ter de mudar de cadeirinha. Mais um passo no crescimento. Onde foi o meu bébé?
Não estou nada contente. Gosto de tê-lo ali ao meu lado. De vê-lo. De ver o ovo no meu carro, é sinónimo de bébé. Não que ele deixe de ser bébé, mas entendem?
O Peste mudou de cadeirinha quase com 11 meses. Aos 9 meses finalmente atingiu os 9kg, mas eu adiei mais um pouco a transição. O Peste berrava no ovo. Era preciso uma grande estratégia para fazer caminhos sem semáforos e stop. Chorava, chorava, chorava. Mudou de cadeira, passou a gostar de andar de carro. Comprámos uma cadeira que anda no sentido contrário ao da marcha e coloquei-o no banco da frente uns tempos. Depois foi para o banco de trás.

A cadeira está ali guardada. Mas lembro-me que ela à frente tira muita visibilidade. O que é contraprudecente. Acho que vou comprar um daqueles espelhos retrovisores, assim consigo vê-lo e ele a mim.
Não fosse a cabeça dele já saír do ovo não o mudava de cadeira. Ele gosta de lá estar e eu gosto de tê-lo lá.

Fui ao site da APSI e realmente indicam que se o bébé ficar grande para o ovo tem de mudar de cadeira para uma voltada para trás até aos 4 anos dizem. Eu pensava que era até aos 18 meses, agora dizem 4 anos. Se o Peste andasse voltado para trás...bom para já, teria a cabeça bem acima do encosto da cadeira e teria que ter as pernas bem, mas bem dobradas. Como querem crianças de 4 anos, com mais de 1 metro a andar nessas cadeiras?

Bom, já desabafei o meu descontentamento em mudá-lo de cadeira, já me sinto um pouco melhor...crescem tão depressa! E o Picoé é à velocidade da luz, não sei onde vai parar em tamanho! Daqui a nada apanha o Peste :p

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

3 disto e daquilo

Vamos lá a partilhar truques que isto de ser Mãe, Mulher e outras coisas mais tem muito que se lhe diga!

Começo eu:

3 truques para economizar tempo:

- não entramos em casa com os sapatos de rua, poupa imensas aspiradelas por semana;
- não passo a ferro nada que não seja necessário (lol) tal como: lençois, pijamas, camisolas interiores, gangas....muita roupa deles vai um pouco para o secador e é dobrada logo sem passar a ferro;
- sou adepta de toalhitas para o wc, é só passar e já está.


3 ideias para entreter a criançada:

- brincar com água, por ex. no jardim, dou-lhe um balde e um pincel para as mãos e ele pinta tudo com água;
- plasticina e pinturas;
- cortar e colar.


3 truques para relaxar/repor energia:

- um bom duche...
- um serão calmo com um bom copo de vinho (claro que há muito tempo que não bebo um copito...)
- um passeio à beira-mar...

Agora é a vossa vez :D

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Não percebo

Com um filho tinha "material" para postar todos os dias.
Com dois filhos seria de esperar pelo menos dois posts por dia.
Então porque é que se passam dias sem escrever?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O que virá?

Passou 2008 a uma velocidade estonteante e 2009 já tem 2 dias contados.
O último dia do ano foi passado em casa, eu com eles os dois e depois do almoço estava de rastos. O Peste esteve particularmente eléctrico, acordou às 8h da manhã e só se calou eram 23h quando adormeceu. Isto é verídico, o miúdo não se cala um segundo e não me larga as pernas. Esteve colado a mim o dia todo, ou seja, tenho 2 lapas agora. Sabe bem, mas que cansa, cansa! Se ao menos estivesse calado um pouco, sem fazer perguntas ou observações, ou se se entretivesse no quarto um bocadinho, mas não, acabou o ano no seu auge de Pestice!

Claro que entrámos no novo ano meio a dormir, era meia-noite e pouco e tudo dormia cá em casa. O Maridão ainda passou a meia-noite com a TV e eu no wc! Fui lavar os dentes e eis que soa a meia-noite. Só mesmo eu.

Não desejei nada de especial, não fiz planos e não tracei metas nenhumas para 2009. Não tenho por hábito sonhar alto, sou pessimista por natureza, ou realista para não soar tão mal.
De 2008 fica o nascimento do nosso lindo Picoé que trouxe um novo brilho nas nossas vidas e terá com certeza um futuro sedutor. Fica também o crescimento "furacão" do nosso Peste que todos os dias tem novas perguntas para fazer. Este cérebro não pára nem um segundo, dispara perguntas a torto e a direito.

Hoje tive direito a: "Como é que aparece o nevoeiro? E porque é que há umidade no ar?E porque é que...e porquê? and so on, and on, and on.............Ufa! Se ao menos me deixasse beber o café primeiro!

Vamos lá a ver o que nos reserva 2009....desde que tenha a minha família comigo em saúde e alegria será com certeza um bom ano.
Será um ano de novas conquistas para eles, o Peste a aprender cada vez mais, o Picoé a conhecer a alimentação complementar (será este mês) a aprender a sentar, gatinhar, andar e por aí fora...será um ano cheio de emoções, isso será!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Natal

Até há 5 anos eu era daquelas pessoas que vibra com o Natal. O meu rosto iluminava-se com as decorações de Natal, cantarolava músicas de Natal quando as ouvia, decorava a minha casa com gosto e adorava ir comprar presentes!

Cada vez que penso no Natal, consigo sentir o cheirinho que emana da cozinha, visualizo os meus pais de avental e atarefados na cozinha. Oiço os cânticos de Natal que ecoam pela casa. Consigo ouvir as mesmas histórias contadas pelos meus pais todos os anos, os nossos disparates em pequenos, enfim, sorrio e o meu coração transborda de alegria. Após o jantar vamos para a sala e por ali ficamos a ver algo na TV e depois abrimos as prendas. Nunca houve grande tradição em esperar pela meia-noite. A azáfama é grande e a felicidade também. Não só pelos presentes, mas pela união familiar, pelo Amor que se sente no ar.

No dia 25 a seguir ao almoço refastelamo-nos no sofá da sala, aninhados uns nos outros e comemos doces. Somos uma família choco-dependentes. É um dia de moleza, mas que todos adoramos assim.

Há 5 anos o meu Natal transformou-se. Comecei a ter de ir almoçar no dia 25 a casa dos Pais do Maridão. Ressalvo já dizer que nunca fui directamente convidada para lá ir, mas por ele lá vou almoçar dia 25. Fui o 1º Natal pensando, bom vai ser diferente, não há-de ser nada demais, a seguir ao almoço vou para casa e passo o resto do dia com a minha família. E assim foi. O problema é que o Natal para mim dissipou a partir daí. Não vibro, não sinto, não canto, não sorrio. Não me dá grande prazer ir comprar os presentes, compro porque gosto de oferecer, mas já nada me trás aquela magia do Natal de volta. Nem os meus filhos.

Eu tento, pelo Peste faço grande alarido, decoramos a árvore (este ano nem me dei a grande trabalho e foi ele que praticamente a decorou sózinho) ponho umas decorações, embrulhamos os presentes dos amigos juntos, é ele que escolhe os laços e as etiquetas a colar. Mas é com esforço. Será que perdi o espírito de Natal só pelo facto de ter de ir dia 25 almoçar com os Pais dele? Ou ando completamente deprimida há 5 anos e nem esta época festiva me arrebita?

Fico com um nó no estômago só de pensar que lá vou e a minha família aqui fica, este ano os meus Pais sózinhos. Por outro lado não sou egoísta ao ponto de não ir mesmo, sei que ele tem direito de passar o Natal com os Pais e os meus meninos com os avós, mas onde me encaixo aqui? Em lado nenhum, sei perfeitamente que sou dispensável e se não fosse para eles era igual e é isto que me corroí o sistema nervoso, porque Natal para mim é sinónimo de família e embora vá com o Marido e filhos, não me sinto à vontade. Não me tratam mal, nada disso, mas como ando virada do avesso, este ano se ouvir bocas, bocas receberão de volta! Já fervo por dentro e só falta mesmo explodir e quando acontecer, não falo por mim!

Maridão, isto é um desabafo, ando a remoer nisto há que tempos e enquanto não sai, não melhora. Aproxima-se o Natal e eu não faço outra coisa se não pensar nisto e em ter de lá estar, pode ser que ao escrever me lave a alma! Pode ser que receba aqui algum conselho milagreiro que me faça ver as coisas noutra perspectiva porque eu estou tão centrada na minha raiva que não vejo outro prisma...mas tu sabes como me sinto, sabes como a diferença entre a relação que tens com a minha família e a não-relação que tenho com a tua é notória.

Não me vou alongar mais (muito haveria para dizer) até porque já me sinto um pouco melhor. Tinha isto aqui entalado e agora que saíu parece que aliviou!

Vou lá sim, seria injusto de outra forma, mas vou como sempre, contrariada.

Pai Natal - quero o meu espírito natalício de volta, pode ser? Já nem peço que o Peste não faça birras, só quero mesmo voltar a vibrar com o Natal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sensações

É certo que cada pessoa sente de maneira diferente as mais diversas situações por que passa. Duas pessoas que passem pela mesma experiência, vão ter sensações diferentes sobre a mesma.
Eu sou uma pessoa muito sensível. Sou. Sinto tudo muito à flor da pele. No que diz respeito aos meus filhos sinto tudo com uma dimensão gigantesca e a mais ténue preocupação é por mim vivida de uma forma muito intensa. Ao mais pequeno nervo, fico com lágrimas nos olhos e sem eles por perto, choro. Sou assim, sempre fui, assim serei. Não há nada a fazer.
No entanto posso parecer muito forte a quem me rodeia.

Nó na barriga

É o que sinto cada vez que penso e visualizo o David a desaparecer com a enfermeira para a sala de operações. Doí-me a barriga pensar nele a soprar no balão e adormecer ao pé de estranhos, sem mim naquele momento tão, mas tão difícil e no qual ele se portou com uma coragem invejável. Lágrimas surgem quando penso nas enfermeiras a picá-lo para pôr o soro, no cirurgião a "mexer" no corpo onde ninguém deveria ter de "mexer" de tão perfeito que é para mim.

Aperto no coração

É o que sinto quando oiço cá dentro ele a chamar por mim, adormecido e desorientado, mas era Mãe que ele dizia. Impotente me senti por não ter lá estado antes quando ele ainda dormia. Aqui falharam as enfermeiras, ou então foi ele que acordou antes do previsto. Não sei.


De culpa

Foi o que senti na 3ª feira ao jantar, quando por mero hábito nos sentámos todos à mesa para jantar. Ele com um prato de papa fria e nós com massa e molho de tomate que ele adora. Culpa que me corroí de cada vez que ecoa esta pergunta no meu pensamento: "Mãe, quando essa comida estiver fria, eu posso comer, não é?". Como fui tão insensível? Logo eu, que tenho tanto cuidado com os sentimentos dos outros e acima de tudo dos meus filhos? Como não pensei nisto? A partir daí não comemos mais juntos. Tem comido ele e quando já está na fruta, gelatina ou gelado, comemos nós. É horrível recusar comida a um filho, a seja quem for, mas a um filho custa muito. Mas ele compreende. Mas está farto, muito farto de não poder comer "comida".
Hoje comemos juntos. Ele já pode comer "comida". Almoçou frango desfiado com esparguete e jantou peixe desfiado com arroz. Ambos servidos para o frio e ambos muito cozidos. Ele conta os dias para poder comer comida quentinha...Está farto o meu menino...

Impotência

É o que sinto por não lhe poder tirar as dores. Hoje queixa-se do ouvido. Muito. A cera escorre e gastam-se por aqui dezenas de cotonetes por dia. Diz que a garganta já não doí, ao menos isso.
É o que sinto também por não conseguir que estes pensamentos se alheiem a mim. Gostava de os arrumar a um canto. Há pessoas que conseguem fazer isso. Eu não, pelo menos no que toca a quem me é querido. Não consigo pura e simplesmente esquecer o dia de 3ª feira e estes que lhe seguem, está a ser penoso para ele...


Tristeza

É o que sinto quando olho para ele e o vejo farto de estar em casa. Nós bem que brincamos com ele, até porque ele não brinca sózinho, nunca brincou, tem de ter alguém com ele. Sempre. Mas chega a um momento em que temos de fazer coisas de adultos em casa, temos de tratar do irmão, jantar e afins e a mágoa reflecte-se no seu olhar...hoje disse-me que tem saudades dos amigos, da escola e eu não o censuro. Mas ainda tem mais uma semana pela frente em casa, ele, eu, o irmão e o Pai tem meia semana. Acho que vamos dar todos em loucos.

Orgulho

É o que sinto por ele. Enche-me o coração e rebenta-me as medidas. Por tudo o que passou, por tudo o que está a passar está a demonstrar uma força de carácter e uma compreensão fenomenal para um menino de 4 anos apenas. Parece um Homem.
Podia era compreender também a parte de que não pode saltar e correr....mas para quem tem bicho carpinteiro é complicado...

Arrependimento ou não...

É o que sinto quando ele fala em tom rebelde e em alta voz anuindo o "eu quero, posso e mando" graças às benesses que aqui a excelência sua Mãe lhe tem dado estes dias. Mimo, muito mimo. Ele merece e terá todo o mimo...arrepender-me-ei?

Amo-te tanto Peste!
Obrigada por nos surpreenderes pela positiva!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Apanhado

As compras de Natal estão quase todas feitas!

Adorava ter um cabelo normal, tipo daqueles das actrizes, que acordam e ele está "pronto"! O meu cabelo é horrível e à conta deste tempo frio está cheio de electricidade estática! Ando com ele apanhado por causa do Picoé que agarra tudo o que vê. Mas e os cabelos que não ficam apanhados? A parte da franja, que ponho para o lado, quando acordo está assim com um volume exorbitante e cheio de ondulação esquisita! Não sei porque acontece........Ando mesmo com um pó ao cabelo!

O Peste está bem, desde aquele fatídico sábado em que lhe tirei o prato ao pequeno-almoço que come em 10, 15 minutos! Aleluia!
Continua com as perguntas dele, as últimas foram: "Como nascem os cabelos?" e "Porque é que os olhos não têm ossos?". O Tico e o Teco dele não páram!

O Picoé está um cusco de primeira! Descobri que agora só mama se eu tiver a TV desligada. Andei 1 dia e meio em stress porque ele não queria mamar, mas afinal o problema estava na TV, ou por cusquice ou ciumeira de querer a Mãe só a olhar para ele! Ih ih
Já gosta de andar no sling, vai a cuscar tudo e adora a sua Bumbo!

Só tenho é grávidas à minha volta, que neura..........só de pensar que o mais provável é não voltar a ter barriguinha :( o Maridão não está para aí virado, mesmo que o Peste vá pedinchando a mana, que ele diz que falta a mana!

O Peste já escreveu a carta ao Pai Natal, colou as imagens e "obrigou-me" a escrever que ele se porta bem. Nem imaginam o que ele me pedinchou isto, tinha de lá escrever que ele se porta bem, o mentiroso! Ih ih Temos de ir aos Correios para a enviar.

Tenho de fazer a árvore este fim-de-semana, o Peste já diz que a nossa casa é o único sítio que não tem luzinhas, nem árvore, nem enfeites! Somos uns desgraçados ih ih ih!

E que mais.......a vontade de blogar está intermitente, ora tenho, ora não tenho!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ando como o tempo....

...cinzenta, apagada, sem alento, só me ocorre uma palavra em inglês, bitter.
Ando com uma falta de paciência daquelas, parece que tenho um peso nos ombros que me abate e enquanto não me livrar dele, não haverá upgrade no meu estado de espírito...
O Outono por norma tráz disto embora seja a minha estação preferida.
Há uns posts atrás, quando fiz a pausa, listei coisas que queria fazer e fica aqui registado que ainda não fiz nem uma! Nem uma! É uma vergonha a minha atitude e a minha falta de motivação.

A Oprah bem que podia enviar o Nate para me ajudar a livrar da tralha que tenho acumulada e já agora dar um novo ar à minha casa.

Ando deprimida, ando em baixo, tem a ver com tudo e com tudo. Os noticiários são tristes, só se fala em crise. A Islândia, meu rico país, já viu melhores dias. Como é possível um país tão rico.....felizmente a minha família e amigos estão bem e com empregos sólidos, mas há muita gente a ser despedida...

É por isso que não vos tenho comentado, nada de motivador tenho para dizer, nada alegre nem nada que se pareça.
Este blog já viu melhores dias, nunca estive tão ausente dele e ele não merece, os meus filhos não merecem, porque o blog é deles e para eles e espero daqui a uns anos que o leiam e sintam todo o Amor que lhes tenho.

Se não fossem eles, os seus risos e gargalhadas.....o Peste diz que gosta de mim até às estrelas e planetas e muito, muito mais, com os braços bem abertos...o Picoé segue-me com o olhar por todo o lado, só tem olhos para a Mãe e sorri quando olho para ele...

Tenham paciência comigo, sei que hei-de voltar ao activo por aqui, provavelmente quando o tal peso desaparecer (leia-se tralha-acumulada-que-não-tenho-paciência-para-arrumar-nem-coragem-para-deitar-fora-mas-que-me-deprime-o-estado-em-que-está-o-andar-de-cima).

Fica aqui uma foto tirada hoje do Picoesa.....do Peste só tenho fotos visíveis por isso não coloco...mas está lindo e grande como sempre foi!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Há coisas que não entendo II

Estou a ver as notícias, uma reportagem sobre pais queixosos em Coimbra porque a educadora de infância bate nas crianças. Houve mesmo uma que foi para o Hospital por ter ficado a sangrar do nariz.
Uma Mãe disse que o filho tem uma imaginação tão fértil que nunca levou a sério as queixas que o menino lhe fazia sobre a educadora. Outra diz que o filho lhe contou que a educadora baixou-lhe as calças e as cuecas e lhe deu duas palmadas no rabo com força.

Era o Peste ou o Picoé me dizerem uma coisa destas 1 vez. Bastava 1 vez para eu ir averiguar e pôr tudo em pratos limpos e provavelmente distribuía uma boa chapada a quem o fizesse, só para ver se se metem com alguém do seu tamanho também!

Tenho dito!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Há coisas que não entendo

Todos os dias deparo-me com situações que não consigo entender e por mais que pense sobre elas e procure uma razão que as justifique, não consigo mesmo.

Não entendo como é que uma mãe (vai de letra pequena porque não merece um M) deixa o filho de 4 meses no carro para levar o de 4 anos para a escola. Eu tenho um filho com 3 meses que todos os dias vai comigo levar o irmão à escola. Demoro 1 segundo a desapertar o cinto do carro, outro segundo a abrir o porta-bagagens, 1 minuto a abrir o carrinho e a encaixar o ovo. Ao todo é 1 minuto e poucos segundos. Mais um segundo e abro a porta ao Peste que já está pronto para saír. E vamos os 3 a caminho da sala dele. Ela não. Ela sai do carro, tira o mais velho, deixa o bébé no carro. Vai a andar em passos rápidos, o miúdo quase sempre a chorar. É deixado à brusca na sala e ela vem a correr para o carro, com certeza na esperança de que o bébé ainda lá esteja. Pode ser que um dia apanhe um susto e se arrependa de não ter perdido 1 minuto e poucos segundos. Até podia perder só 2 segundos se optasse por levá-lo ao colo ou só no ovo. Já quando é o Pai das crianças a levá-los, leva sempre o bébé com ele. Não consigo entender a atitude dela e gostava de saber se me posso queixar a alguém. A educadora diz que não pode fazer nada porque não presencia a cena.

Não entendo porque é que há pessoas que têm cadeiras no carro para os filhos se não as usam. Estão lá para decoração? Ou é só para as vistas? Tanta, mas tanta criança que viaja solta no carro...até ao dia em que levam com outro carro e a pobre criança que não tem culpa dos péssimos pais que tem sai disparada carro fora. Outro dia assisti a uma cena e mandei tantos olhares reprovadores, mas a enormidade da ignorância falou mais alto os meus olhares não surtiram efeito. Sai a avó (que todos os dias leva a neta à escola) a mãe e a bébé (deve ter uns 6 meses, não sei ao certo). Entram no carro. Avó a conduzir, no lugar do pendura está a cadeira da bébé e atrás entra a mãe com a bébé ao colo. É aqui que começo a olhar. Penso, foi só para entrar, agora há-de passar a bébé lá para a frente. Não. Para quê? Vai melhor atrás ao colo. A mãe nem cinto de segurança colocou. Não entendo.

Não entendo também aqueles que sentam os filhos nas cadeiras mas não prendem o cinto. Então para quê sentá-los lá? Para quê ter as cadeiras? Não entendo, nem nunca entenderei.

Será que posso telefonar para a polícia, para fazerem uma vigília?
Todas as situações são para mim, negligência e deviam ser punidas!

Eu devo ser mesmo paranoíca porque os meus filhos vão sempre nas suas cadeiras e presos com os cintos de segurança. É para te manter em segurança, digo ao Peste. E valham-me todos os Santinhos se alguma vez me passaria pela cabeça deixar um dos meus filhos no carro, seja para o que fosse!

Há coisas que nunca entenderei mesmo, mesmo que me explicassem como se eu fosse muito burrinha.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Olho para ti...

Olho para ti deitado ao meu lado no sofá. Estás a observar as tuas mãos. Olhas, pões na boca, esticas, fechas o punho, abres a mão, pões na boca. É esta a tua conquista, o teu mundo agora. Dentro em breve serão outras, e mais outras e mais outras. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e fascinado pelas mãos.

Olho para ti quando refilas porque desviei o olhar para o monitor. Palras, palras, tanto tens para dizer, mas se olho para o monitor, palras em tom de refilice. Penso que tens muito para dizer e acho tanta graça às entoações que fazes, conforme o que tens para dizer. Talvez vás pelo caminho das artes, talvez não, só tu o saberás. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno a palrar para mim.

Olho para ti enquanto estás a mamar e o meu coração palpita de tamanha felicidade. Quase 3 meses de amamentação exclusiva e tu cresces a olhos vistos. Há duas semanas pesavas 6.030kg e ontem por curiosidade pesei-te na farmácia e marcou 7.010kg! Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e estás grande, grande, grande!

Olho para ti e vejo o quanto estás a mudar. Se estás a mamar e há vozes à volta páras e procuras a voz ou barulho que te despertou a curiosidade. Está complicado dar-te de mamar com pessoas à volta, principalmente o teu irmão. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e a refilar com sono.



Olho para ti e desejo que a cama chegue rapidamente. O berço está nas últimas, já não dormes como deve ser de pequeno que está em comprimento e tu como te vais mexendo, dou por ti com as pernas todas dobradas. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e a crescer.

Olho para ti e contemplo-te, o teu ser e a tua perfeição. Olho para ti e esqueço o "sacrifício" que faço ao acordar a meio da noite para te dar de mamar. Por ti dormias a noite toda, mas as mamas da Mommy não aguentam e tens de mamar senão rebentam! Desculpa tirar-te da cama, tento não te acordar, mas tem mesmo de ser, não quero outro caroço. Espero que me perdoes porque sei que queres dormir a noite toda. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e sei que sabes que faço o melhor por ti.

Olho para ti e amo-te com todo o meu ser, toda a minha alma, todo o meu coração. Olho para ti aqui ao meu lado, sereno e agradeço-te por me teres escolhido para tua Mãe.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Pequena pausa, ou talvez não...

Hoje estou só eu e o Picatchusa....o Marido foi trabalhar e o Peste para a escola.
A partir de hoje a rotina instala-se cá em casa. A partir de hoje somos só eu e o Picatchusa até às 16h. Depois a casa volta a encher-se de som e movimento outra vez.

Tenho estado muito ausente dos vossos cantinhos, os privados como não aparecem no bloglines vão escapando talvez mais que os outros. A verdade é que cheguei a um ponto em que estou cansada da net, dos blogs, sei lá, acho que do computador em si. Provavelmente porque este ano o blog não teve férias. Eu também não tive, não me queixo, mas começo a ressentir este "vício" diário...

Olho para a minha casa e há tanta coisa para fazer, tanta coisa para arrumar. Até tenho vergonha do sotão cuja tralha já se estende ao quarto.....
O facto de saír pouco de casa ultimamente também não favorece em nada este meu desânimo e já decidi que vou começar a caminhar no pontão ou nos jardins com o Picatchusa. Preciso apanhar ar, eu e ele, ares diferentes que não os do jardim. Preciso de ir ao cabeleireiro, já não posso com o meu cabelo...vai ser giro ir com o bébé, vai lololo

Não sei por quanto tempo estarei ausente do nosso cantinho, até porque a todo o dia os meus filhos me surpreendem, mas prometo ser breve. Preciso só de "arejar".

Os meus filhotes estão bem e recomendam-se!

O Peste no seu auge de felicidade:


Continua ansioso pelos 4 anos e com a festa e as prendas que vai receber!

O Picatchusa...o meu anjinho que de Pestinha não tem nada (pelo menos por agora) continua um bem disposto e palra, palra, palra! Agora faz bolinhas de baba com a boca e o babete começou a fazer parte da vestimenta diária. Hoje descobriu um novo som e foi tão engraçado porque fê-lo, conseguiu repetir, sorriu para mim e depois quis fazer outra vez e andou em tentativas, foi tão engraçado! Fez "grrrrrrr"....


Continua um mamão comilão e já tem pregas, coisa que o Peste nunca teve!

Eu estou bem, as minhas calças já me servem quase todas o que é bom, nem que seja para a minha carteira!

Bjnhos, bjnhos, bjnhos grandes e até já!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Estou condenada!

Na 2ª feira na sala de espera de Cardiologia, o meu olhar fugia constantemente para a placa da sala de espera em frente: Obstetrícia !
Nem era para ver se via alguma grávida, era mesmo só o nome: Obstetrícia. Soa tão bem.....

Não posso ver uma barriga que fico cheia de saudades e desejosa de ter uma barriga outra vez!
Ainda por cima, parece que é de propósito, só vejo é barriguditas!

Baaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh





P.S - desculpem a ausência nos vossos cantinhos, mas o tempo tem sido pouco. O Peste começa amanhã a escolinha e isso não me sai do pensamento......vou ficar desmembrada....

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Eu

Eu cá estou, completamente apaixonada e embevecida pelos meus Homens todos!
Na segunda-feira à tarde, ao fim de 1 semana, algo milagroso aconteceu (deve ter caído o marrafado do ponto que me chateava) e eu fiquei bem de um momento para o outro!
Que bom sentar-me direita, andar como deve ser. Foi mais rápida esta recuperação do que da 1ª vez. Aí foram sensivelmente 10 dias.

Ontem, como o Peste acordou bem disposto e sem febre, fui levá-lo à escola sózinha. Correu mais ou menos bem, não chorou porque a educadora pediu-lhe ajuda e ele disse que sim e eu aproveitei e pisguei-me!

Tenho ido a pé ao café com o Pestinha na alcofita e tem-me sabido tão bem.......................são minutos revigorantes!
Já o fomos registar, já é cidadão e por pouco não ficava com o mesmo nome do irmão, já que o Pai prontamente diz o nome do irmão quando pediram o nome! lol

Quase, quase que não tenho barriga, está assim uma coisita mini, que há-de desaparecer com o tempo e alguns abdominais. Já agora, quando posso começar a fazer abdominais?

Os meus corsários não me servem, só as saias. Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! Quem manda vestir o 34? Agora enquanto a estrutura óssea não for ao lugar, não entram! E também quem manda engordar 15kg na gravidez? Agora, aguente-se! Daaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh

Ah, e o peito? Não tenho quase tops que me sirvam! Ainda por cima, toda contente, lembrei-me de umas blusas de alças que tenho, que seriam perfeitas estando a amamentar e claro que os botões não fecham! Baaaaaahhhhhh O meu peito ficou bem mais pequeno depois de ter amamentado o Peste e agora, claro que está maior........

Estou a descobrir que a minha mama direita é tipo relógio, passado 2h30/3h da última mamada, começa a pingar leite :p E sinto que tenho muito mais leite nesta mama que na esquerda!

Anteontem tive a primeira prova de gestão de cuidar de dois nesta nova fase da minha Maternidade. O Peste adoentado só me queria a mim e eu dei-lhe o meu tempo todo e todos os mimos que precisava. O Pestinha mamou e dormiu o resto do tempo, o que foi estupendo porque pude dedicar-me exclusivamente ao mais velho.
Durante a noite houve uma altura em que estavam os dois acordados, eu com o Peste e o Pai com o Pestinha e noutra altura foi ao contrário. Correu bem mas se assim não fosse, não sei como iria gerir os pedidos de ambos.....É que o Pestinha, o Pai não pode consolar...

Ainda me deito praticamente com o Pestinha. O Peste adormece e depois vou para a cama com o Pestinha dar a última mamada e ver um pouco de tv e acabo por adormecer.

Posso dizer que ao fim de 8 dias fiquei nova e cheia de vontade de andar a passear, sim que eu não sou de ficar enfiada em casa, já me bastou o tempo da gravidez! Vou começar a ir para os parques com o Peste como é habitual, quero ver se vou andar para o paredão, enfim, aproveitar o bom tempo que não sabemos quanto tempo vai durar....



P.S - Ficou mesmo Pestinha, não me ocorre nada melhor, quer dizer, trato-o por imensos nomes, mas para aqui fica Pestinha....a Pediatra diz que ele parece um frango! lol

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Amor Pequenininho......

Já te amamos tanto, nem imaginas o Amor que te espera quando nasceres....
O teu Pai está desejoso de te ter nos braços, o teu irmão está desejoso de te conhecer, de falar contigo à bébé e eu, meu Amor, eu estou desejosa de te ver, cheirar, sentir, amar....

Sei que gostas e estás bem entregue na minha barriguinha, estás bem protegido, bem alimentado (ai tanto doce....) e estás sempre comigo, andas comigo para todo o lado e sentes-te bem....Mas, meu Amor, não te preocupes, porque quando nasceres vais-me ter sempre por perto. Ainda não percebeste como sou galinha? Não vês pelo mano, ele está sempre ao pé de mim, por isso se isso te preocupa, asseguro-te desde já que tens uma Mãe muito cola. E como colado à Mãe está o mano, ganhas 2 colas!

Não esperes pelo dia que foi apontado no calendário como a tua data provável de nasceres. O dia 16 é giro, mas o dia 14 ou 15 também. Se bem que se escolheres o 15 vamos ter de nos deslocar um pouco mais longe, mas não faz mal.....não esperes pelo 16, tem dó da Mommy meu Amor.....eu gosto muito da médica, mas daí a tê-la cá bem dentro de mim........



O rolhão continua a saír, é sinal de cedência do colo do útero o que é bom. Não fiz grandes caminhadas porque não é um programa atractivo para o mano, mas andei pelos parques, em casa mantive-me de pé, subi e desci escadas, joguei à bola com o mano e dei pulinhos.

Não quero de todo que o nosso parto tenha de ser induzido, tenho esperança que não. Tenho esperança que mesmo que chegue a 4ª feira, o toque nesse dia fará acelerar a coisa, já que com o toque de 5ª comecei a perder o rolhão, pode ser que este seja o definitivo. Mas pode não ser necessário, pode ser que te decidas antes, não é?

Vá, anda daí meu Amor, estamos aqui à tua espera! Vais ver que vais ser muito amado e feliz cá fora !
Anda vá.....................


P.S - e já viste a quantidade de meninas que por aqui andam a espreitar, desejosas de te conhecer?

sábado, 5 de julho de 2008

Confissão de Mãe

Tenho de confessar uma coisa. Preciso de desabafar este sentimento tão ambíguo e esquisito e pode ser que ao colocá-lo por palavras eu consiga me entender (sim, sim, vai sonhando)!

Na 5ª feira quando a médica me mandou ir à maternidade, desatei a chorar. Só pensava no Peste, que aquela era uma hora que não dava jeito nenhum. Pensei em não ir, mas já tinha ligado ao Maridão e tudo e também porque não estava tranquila, precisava saber se estava tudo bem com o Pilonquê.
Mas o meu pensamento foi imediatamente para ele, para o brilho dos meus olhos, para a minha razão de viver. Pensei logo que não o iria buscar à escola, não iria ao parque com ele como tinha prometido, não iria talvez jantar com ele e chorei, chorei, chorei de tanta saudade que já sentia e de não estar presente para ele.

Depois acalmei, parei de chorar, falei com a minha Mãe e irmã para o irem buscar e entretanto chega o Maridão para irmos.

Confesso que se é verdade que a nossa ansiedade ou pensamento ou vontades influenciam em algo o nascimento deles, então confesso que fiz muita força para ele não nascer.
Depois de saber que estava tudo bem só perguntava se já podia ir embora. Queria vir para casa.

Como é que me vou preparar para estes dias? Tive a prova na 5ª feira de que não estou preparada, sinto que não vou ter um parto tranquilo porque o meu pensamento estará com o Peste.
Por mais que esteja desejosa de conhecer o Piloncusa, estou menos desejosa de passar 2 noites sem o Peste. Tenho a certeza que vou chorar o tempo todo, tenho medo de não desfrutar do mais novo por estar triste por não estar com o mais velho................ainda vou a tempo de um parto em casa?

Como é que fazem as Mamãs que têm filhos e vão para a maternidade? Sou só eu que sou assim? Sou só eu que não sei estar sem o Peste, nem quero estar? Sou só eu que sinto que ele me vai fazer mais falta do que ele jamais alguma vez poderá imaginar? Sim, porque sei que eu sentirei mais a falta dele do que ele minha. Ele estará entretido com o Pai, com a Amma, o Afi e a Tia. Atenção não lhe faltará com certeza. Mas eu......

E se acontece ter de ir para a Maternidade a meio da noite? Como ficará ele quando acordar? Sou sempre eu que lá estou....quem tratará do pequeno-almoço? Farão as coisas como ele gosta, a quantidade suficiente para ele ir para a escola? Não me sinto bem em explicar à minha Mãe como fazer, acho que lhe estaria a passar um atestado de estupidez, mas também sei que ela não levaria a mal, ela sabe como me preocupo, mas também sei que se me ponho a falar disto as lágrimas vão rolar...

O ideal era eu ir para a Maternidade de manhã depois de o deixar na escola, pois seria, mas será que é isso que o Pilonquê tem planeado? Pois não sei.....já me perguntaram porque é que não marco o parto, seria mais fácil. Pois, até podia ser, mas o T. nascerá quando se sentir preparado para o mundo exterior, não me cabe a mim essa decisão. Que acabaria com o meu tormento acabaria, podia preparar o Peste, tentar mentalizar-me a mim, escolhia o dia que desse jeito e tal, mas estaria a ser justa para o T. obrigando-o a saír do meu ventre quando ainda não está preparado? Não.

Não sei lidar com este sentimento de impotência, de não poder evitar esta separação que é inevitável. Sei que estarei sempre a pensar nele, digam o que disserem, sei que o meu pensamento estará em casa ou na escola a imaginar o que ele estará a fazer e jorrarão lágrimas de saudade, porque eu sou assim.
Sei que já escrevi sobre esta amargura e ela até estava um pouco "adormecida", mas na 5ª feira voltou e não consigo parar de me sentir nervosa, triste, impotente e saudosa.
Pelo menos sei que continuo a não estar preparada, tenho de tentar mentalizar-me, só não sei como.

E a festa? Vai-se-me partir o coração se não vir a actuação do meu Ecoponto Amarelo...........seria a 1ª vez que faltaria e ele? Que sentirá ele ao não me ver na plateia? Até pensei, no caso de estar na maternidade, dele não participar na festa, mas está tão entusiasmado em ser o Plasticão. Como lhe explicar que não posso ir porque tenho de estar com o mano?
Por favor, Tomás, não decidas nascer dia 9 ou 10......dia 11 pode ser, mas depois das 17h30.........

Sei que penso demasiado, sou assim, mas todas as hipóteses me passam pela mente.
Bem me dizem que vou estar tão ocupada com o mais novo que o tempo vai passar muito depressa. A mim isto não me convence nada, são palmadinhas nas costas, porque eu não acredito que algo alguma vez me poderá manter tão ocupada que não pense no meu filho. Não quero com isto dizer que estarei a pensar mais no Peste e menos no Piloncusa, mas é diferente, porque um está comigo e o outro não e é inevitavelmente do que não está que eu terei saudades.
Também já me disseram que nesses dias o T. terá mais da minha atenção do que quando voltar para casa. Também não me convence. Porquê? Na maternidade ele terá o mesmo tempo de atenção que em casa. Ou seja, de manhã e tarde tem-me só para ele. A partir das 16h reparte-me com o mano portanto não vejo diferença. Só se for pela hora de jantar porque aí o Peste irá para casa com o Pai.

Não sei mesmo como lidar com isto e assusta-me, estou petrificada porque a qualquer momento o T. pode decidir nascer.......

Peste, Pestinca, meu Amor, eu amo-te tanto tanto tanto e vou ter tantas, mas tantas saudades tuas e dos teus mimos, das nossas conversas no trajecto escola-casa, antes de dormir, da flor que quase todos os dias colhes do jardim por tua iniciativa e me vens dar com o teu sorriso mimoso e tenro.....Meu Amor, diz à Mommy como vou passar este tempo sem estar perto ti?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Já passou...

A neura de ontem!

Ao escrever o post e ler os vossos comentários, pus-me a pensar como foi quando estava grávida do Peste.
O 1º CTG fiz com 38 semanas, não acusou uma única contracção e de acordo com o toque o colo ainda estava fechado, mas o bébé descido.
Andei muito, à noite depois do jantar dávamos sempre uma voltinha pelo bairro ou vínhamos até casa dos meus pais. Ele nasceu uma semana e pouco depois.

Desta vez tenho um CTG às 37 semanas que acusa muitas contracções e tenho o colo fechado. Bom, acho que está mais adiantado do que da 1ª já que já tenho contracções, mesmo estando o colo fechado, com o Peste foi uma semana depois.

Com os sintomas que tenho achava que não passava de Junho, mas não queria, porque eu gostava mesmo era que ele nascesse entre as 38 e as 39, pelas mais variadas razões. Não é que eu tenha algo a ver com isso, ele é que decide, mas as limitações já me irritam!

Ontem até a correr a jogar à bola me pus, a sério, se vissem as gargalhadas do Peste e o ar de feliz dele enquanto nos fintávamos......que saudades! Como sei que o Tomás está preparado para nascer já não vou estar com cuidados e repousos.

Eu continuo na minha, dentro de uma semana ele nasce. Eu não acredito que vou fazer o CTG dia 9, não sei, posso ter falhado o feeling do mês de Junho (e ainda bem porque as 38 só faço dia 2/7) mas acho que este feeling não falha. Estou convencida que para a semana vou conhecer o meu filho, não me vou mentalizar para isso porque pode não acontecer, mas é uma coisa que eu acho.

Ontem quando falava em dar uma ajudinha, era eu que dava a ajudinha com caminhadas, não falava em parto induzido. Se quisesse isso ontem já o podia ter marcado, mas eu acho que as coisas têm que se desenrolar o mais natural possível (quando pode ser é claro) mas se eu, a Mãe, poder dar uma ajudinha ao bébé fazendo algumas coisitas, farei. É como se tivesse no dia do parto, quanto mais andar para ajudar à dilatação melhor (no caso de não rebentar as águas é claro) por isso não vejo mal em começar a preparar-me a mim e a ele para nascer.

A médica...........pois com a sorte que tenho, de certeza que há-de calhar naquela altura, se bem que acho que não....não sei...a ver vamos, nem vou indagar mais!

Vou ali à praia e depois ao shopping comprar um miminho para uma menina islandesa de 4 anos (que vive em Barcelona) e que nos vem visitar este fim-de-semana. O objectivo é encontrar a coisa mais cor-de-rosa que exista e de preferência da Hello Kitty! O Peste vai estar bem entretido vai :)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Serei diferente desta vez?

A hora aproxima-se e eu estou envolta num misto de emoções. Se por um lado estou desejosa de conhecer o meu filho mais novo, por outro lado quero mantê-lo cá dentro por tempo indefinido.
Penso como tudo correrá quando ele vier para casa, já para não falar como tudo será comigo longe de casa.
Tenho um feitio que não pede muitas ajudas. Do Peste não queria que ninguém lhe pegasse, não suportava que lhe dessem beijinhos, abominava mesmo. Não serei diferente desta vez, mas talvez o colo não me sufocará tanto, mas na questão dos beijos sei que sentirei o mesmo. Sou incapaz de beijar o bébé de alguém, muito menos um recém-nascido!
Só peço beijinhos quando o bébé também já os dá e mesmo assim depende da confiança que tenho com os Pais e depende do bébé, claro está! À Rita, por exemplo, nunca lhe pedi um beijinho, mas já lhe arranco sorrisos :)

O Peste chorava muito, já o disse aqui. Nos primeiros dias não lhe punha a chucha, não sou apologista dos bébés andarem sempre de chucha enfiada. A minha sogra por exemplo, uma vez apanhou-o sem chucha e enfiou-a logo. Mas foi só uma vez que o fez pois levou logo com o reparo. Para quê pôr-lhe a chucha se ele está bem? O Peste só começou a gostar da chucha já tinha uns 2, 3 meses. Coincidiu com a altura em que tive de deixar de amamentar por completo e só bebia pelo biberon. Mas mesmo assim, se ele chorasse eu não ia a correr pôr a chucha, primeiro tentava consolá-lo eu. Era o meu orgulho. Sim orgulho, admito, não tenho problemas em admiti-lo, eu queria ser eu a tirar-lhe o choro e não uma chucha!

Desta vez provavelmente será diferente. A chucha acalma-os (aos bébés que gostam da chucha, claro) e talvez não me fará tanta confusão oferecer-lhe a chucha se estiver a resmungar. Talvez. Mas procederei da mesma forma que fiz com o Peste a partir de uma certa idade, na rua não há chucha. Para ir brincar no parque e passear não há chucha. Estão distraídos com a brincadeira, não precisam da chucha. Digo eu.

O Aero-om é outra história. A Pediatra, na consulta de 1 mês disse que poderia ajudar a acalmá-lo se nós quisessemos. Alivia as cólicas, mas o Grape Water, o Colomil e afins são muito melhores. Como eu achava que o choro era mesmo pelo mau feitio dele e não cólicas (não era aquele choro característico que descrevem) e por alguma insistência do marido, comprámos 1 embalagem de Aero-om. Deitei-a fora passado largos meses, tinha mais de metade ainda. Odiava aquela embalagem. Porque é que devia dar aquela nhenha açucarada ao meu bébé? O marido sempre apologista de pôr algumas gotas na chucha para ver se ele parava de chorar, lá me convencia a dar. A mim doía-me as entranhas cada vez que o fazia. O que vale é que foram raras as vezes.

Desta vez, ainda não comprei o dito líquido. Nem sei se o compro, depende de como for o T. Mas provavelmente desta vez ficarei menos agoniada ao dar, porque prefiro que ele se acalme do que continue a chorar, que também não é bom. Faz-me confusão certos pais que vejo na rua. No outro dia enquanto esperava pela consulta, vi um bébé (1 mês mais coisa menos coisa) ser enfrascado com Aero-om num espaço de 30 minutos. Deram-lhe aquilo umas 6 vezes. Acreditem que não ouvi o bébé chorar. Ouvi-o somente emitir um som em tom de resmungo, mas não era choro. Nunca o bébé saíu do ovo, nunca a Mãe ou o Pai falaram para ele. Somente tiravam a chucha, punham Aero-om e viravam a cara. Aquele cenário enervou-me mais do que possam imaginar. Nem quero pensar como fazem quando o bébé chora. Fez-me confusão. A mim.

Estou tranquila para o receber, já do Peste também estava. Não fico ansiosa por achar que tudo mudará e como farei isto ou aquilo. O meu desejo de ser Mãe transpõe isso tudo e sinto-o como algo instintivo. Nasci para amar, para dar mimo, para dar colo, para brincar e ensinar. Gosto.
Não vejo grande diferença nos preparos que fiz da 1ª vez e de como está a ser feito agora. Talvez a mala (que hoje voltei a tirar tudo e mudar tudo, mas isso é por indecisões minhas, nada mais) que na altura do Peste estava feita por volta das 34, 35 semanas e agora foi feita há dias e desfeita ontem!

De resto, tudo na mesma, a diferença é que para o Peste preparámos o quarto e eu passava tempos lá dentro a mexer nas roupinhas e a deixar a imaginação fluir. Agora não há quarto para preparar e a roupa, embora a tenha namorado umas quantas vezes, nada comparado com o Peste. O entusiasmo é o mesmo, mas algo é diferente. Talvez por ter passado tanto tempo de muletas e agora achar que se mexo demasiado nas coisas é sinal que ele está prestes a nascer. Sinto eu.

Os comentários à minha gravidez em todo o lado (escola, natação, supermercado..) continuam, mas mudaram. Na escola dizem que a barriga já descaíu mais desde a semana passada. Dizem que pela minha cara está quase, não faltarão muitos dias. A minha cara mudou? Hello? Qual é o indício e já agora a cara mostra quando será a véspera do nascimento? Até dava jeito saber! lolol
A barriga não sei se descaíu mais ou não, está descaída desde sempre, mas noto que por exemplo a conduzir, o acelerar e desacelerar, faz a coxa dar toquinhos na barriga dos quais o T. consequentemente se vinga. Da minha cara, bom provavelmente está com ar cansado, pois não durmo e quem me vê na rua, vê-me em tarefas que nesta altura me cansam muito, seja pôr/buscar o Peste à escola, seja ir à natação, seja nas compras.

Até 4ª, dia de ctg, vai a minha irmã buscá-lo. Não quero que o T. nasça antes das 38 semanas e tenho medo que por este andar se não páro quieta ele é bem capaz de querer nascer antes. A minha irmã vai também comigo à natação só para a parte de auxiliá-lo a vestir o fato que ele não consegue sózinho e porque o calor lá dentro provoca-me tonturas e não há necessidade de eu me estar a sentir mal, com sensações de desmaio só porque tenho um feitio lixado que não gosta de ajuda! Sendo assim, orgulho à parte, fico cá fora para assistir à aula na mesma, mas o antes é com a Tia, ou a Amma, quem estiver disponível!

Com o rol de visitas de Islandeses cá em casa, o T. tem ordem de nascença a partir de 3 de Julho! Digo eu!