A hora aproxima-se e eu estou envolta num misto de emoções. Se por um lado estou desejosa de conhecer o meu filho mais novo, por outro lado quero mantê-lo cá dentro por tempo indefinido.
Penso como tudo correrá quando ele vier para casa, já para não falar como tudo será comigo longe de casa.
Tenho um feitio que não pede muitas ajudas. Do Peste não queria que ninguém lhe pegasse, não suportava que lhe dessem beijinhos, abominava mesmo. Não serei diferente desta vez, mas talvez o colo não me sufocará tanto, mas na questão dos beijos sei que sentirei o mesmo. Sou incapaz de beijar o bébé de alguém, muito menos um recém-nascido!
Só peço beijinhos quando o bébé também já os dá e mesmo assim depende da confiança que tenho com os Pais e depende do bébé, claro está! À Rita, por exemplo, nunca lhe pedi um beijinho, mas já lhe arranco sorrisos :)
O Peste chorava muito, já o disse aqui. Nos primeiros dias não lhe punha a chucha, não sou apologista dos bébés andarem sempre de chucha enfiada. A minha sogra por exemplo, uma vez apanhou-o sem chucha e enfiou-a logo. Mas foi só uma vez que o fez pois levou logo com o reparo. Para quê pôr-lhe a chucha se ele está bem? O Peste só começou a gostar da chucha já tinha uns 2, 3 meses. Coincidiu com a altura em que tive de deixar de amamentar por completo e só bebia pelo biberon. Mas mesmo assim, se ele chorasse eu não ia a correr pôr a chucha, primeiro tentava consolá-lo eu. Era o meu orgulho. Sim orgulho, admito, não tenho problemas em admiti-lo, eu queria ser eu a tirar-lhe o choro e não uma chucha!
Desta vez provavelmente será diferente. A chucha acalma-os (aos bébés que gostam da chucha, claro) e talvez não me fará tanta confusão oferecer-lhe a chucha se estiver a resmungar. Talvez. Mas procederei da mesma forma que fiz com o Peste a partir de uma certa idade, na rua não há chucha. Para ir brincar no parque e passear não há chucha. Estão distraídos com a brincadeira, não precisam da chucha. Digo eu.
O Aero-om é outra história. A Pediatra, na consulta de 1 mês disse que poderia ajudar a acalmá-lo se nós quisessemos. Alivia as cólicas, mas o Grape Water, o Colomil e afins são muito melhores. Como eu achava que o choro era mesmo pelo mau feitio dele e não cólicas (não era aquele choro característico que descrevem) e por alguma insistência do marido, comprámos 1 embalagem de Aero-om. Deitei-a fora passado largos meses, tinha mais de metade ainda. Odiava aquela embalagem. Porque é que devia dar aquela nhenha açucarada ao meu bébé? O marido sempre apologista de pôr algumas gotas na chucha para ver se ele parava de chorar, lá me convencia a dar. A mim doía-me as entranhas cada vez que o fazia. O que vale é que foram raras as vezes.
Desta vez, ainda não comprei o dito líquido. Nem sei se o compro, depende de como for o T. Mas provavelmente desta vez ficarei menos agoniada ao dar, porque prefiro que ele se acalme do que continue a chorar, que também não é bom. Faz-me confusão certos pais que vejo na rua. No outro dia enquanto esperava pela consulta, vi um bébé (1 mês mais coisa menos coisa) ser enfrascado com Aero-om num espaço de 30 minutos. Deram-lhe aquilo umas 6 vezes. Acreditem que não ouvi o bébé chorar. Ouvi-o somente emitir um som em tom de resmungo, mas não era choro. Nunca o bébé saíu do ovo, nunca a Mãe ou o Pai falaram para ele. Somente tiravam a chucha, punham Aero-om e viravam a cara. Aquele cenário enervou-me mais do que possam imaginar. Nem quero pensar como fazem quando o bébé chora. Fez-me confusão. A mim.
Estou tranquila para o receber, já do Peste também estava. Não fico ansiosa por achar que tudo mudará e como farei isto ou aquilo. O meu desejo de ser Mãe transpõe isso tudo e sinto-o como algo instintivo. Nasci para amar, para dar mimo, para dar colo, para brincar e ensinar. Gosto.
Não vejo grande diferença nos preparos que fiz da 1ª vez e de como está a ser feito agora. Talvez a mala (que hoje voltei a tirar tudo e mudar tudo, mas isso é por indecisões minhas, nada mais) que na altura do Peste estava feita por volta das 34, 35 semanas e agora foi feita há dias e desfeita ontem!
De resto, tudo na mesma, a diferença é que para o Peste preparámos o quarto e eu passava tempos lá dentro a mexer nas roupinhas e a deixar a imaginação fluir. Agora não há quarto para preparar e a roupa, embora a tenha namorado umas quantas vezes, nada comparado com o Peste. O entusiasmo é o mesmo, mas algo é diferente. Talvez por ter passado tanto tempo de muletas e agora achar que se mexo demasiado nas coisas é sinal que ele está prestes a nascer. Sinto eu.
Os comentários à minha gravidez em todo o lado (escola, natação, supermercado..) continuam, mas mudaram. Na escola dizem que a barriga já descaíu mais desde a semana passada. Dizem que pela minha cara está quase, não faltarão muitos dias. A minha cara mudou? Hello? Qual é o indício e já agora a cara mostra quando será a véspera do nascimento? Até dava jeito saber! lolol
A barriga não sei se descaíu mais ou não, está descaída desde sempre, mas noto que por exemplo a conduzir, o acelerar e desacelerar, faz a coxa dar toquinhos na barriga dos quais o T. consequentemente se vinga. Da minha cara, bom provavelmente está com ar cansado, pois não durmo e quem me vê na rua, vê-me em tarefas que nesta altura me cansam muito, seja pôr/buscar o Peste à escola, seja ir à natação, seja nas compras.
Até 4ª, dia de ctg, vai a minha irmã buscá-lo. Não quero que o T. nasça antes das 38 semanas e tenho medo que por este andar se não páro quieta ele é bem capaz de querer nascer antes. A minha irmã vai também comigo à natação só para a parte de auxiliá-lo a vestir o fato que ele não consegue sózinho e porque o calor lá dentro provoca-me tonturas e não há necessidade de eu me estar a sentir mal, com sensações de desmaio só porque tenho um feitio lixado que não gosta de ajuda! Sendo assim, orgulho à parte, fico cá fora para assistir à aula na mesma, mas o antes é com a Tia, ou a Amma, quem estiver disponível!
Com o rol de visitas de Islandeses cá em casa, o T. tem ordem de nascença a partir de 3 de Julho! Digo eu!