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segunda-feira, 30 de junho de 2008

E às 37 semanas e 5 dias


A barriga descaíu! Não parecia ser possível descaír mais, mas descaiu e está tal e qual a barriga do Peste tal como tem sido desde o início.
Hoje tenho tido dores cá em baixo, uma pressão terrível e o Piloncusa não pára de se esticar, parece que vai rebentar a pele...............Depois reparei na barriga e vi a diferença, até posso fazer o teste do copo, mas não preciso. LOL. O teste do copo é o seguinte: eu consigo (conseguia) manter um copo em pé em cima da barriga sem o fazer tombar!



Peste às 37 semanas e 2 dias.

Dizem que os bébés ficam mais calmos dias antes do parto, dizem que estão a guardar energia para o trabalho de parto tão esgotante para eles também. Se for por esse ponto de vista, o T. não sai daqui tão cedo, estou sempre a senti-lo e de que maneira!

Não tenho tido muita vontade de escrever e hoje o Peste ficou em casa por isso nem tive tempo sequer. Amanhã já vai para a escola, acho que os pais da menina querem ir para o shopping e os avós também e eu nem pensar que fico aqui o dia todo com os dois, não tenho energia, já hoje por largos bocados fiquei com os dois e o Peste andou amuado o dia todo, choramingão e birrento! Cansaço de certeza!
Isto para dizer para não se preocuparem, eu prometo, se me for possível claro, postar a minha ida para a maternidade!

domingo, 29 de junho de 2008

3 anos e 9 meses

E eu gosto é disto:




Tenho-me divertido imenso com a Tinna! Brincamos muito e falamos entre nós 3 línguas, português, islandês e espanhol! Entendemo-nos muito bem! Estou estoirado, tem sido brincadeira atrás de brincadeira e com este calor, muita piscina......................................
O mano não quis nascer no mesmo dia que eu, pode ser que nasça no dia 1 para ser como a Mãe e o Afi :)
Entretanto a Mãe soube que a minha festa de final de ano é dia 11 e anda a stressar um bocadinho só por talvez não poder comparecer................

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A dupla "R"

Regras e rotinas!

Hoje não ia escrever, não tenho nada para dizer, mas como não há post já se pergunta se o Pilonquê já nasceu e como acabei de ter um telefonema que me irritou, vou escrever irritada sobre o assunto que me irritou e quem me irritou foi o Pai aqui de casa (não tem direito a ser Maridão neste momento!).

Eu gosto de rotinas e acho que as regras fazem parte de uma boa educação. Mas não sou de extremos. Há rotinas que acho essenciais, como a sesta, deitar cedo à noite, outras que não acho tão essenciais. Ao fim-de-semana e de férias então, gosto que os dias sejam diferentes, não é preciso ser sempre, mas com o Verão e os dias mais compridos não me importo e até gosto de fugir a certos horários que tentamos cumprir durante a semana.

Durante a semana os horários são sempre mais ou menos iguais, para acordar, comer, banho e dormir. Ao fim-de-semana gostava (sim porque é raro acontecer) de acordar mais tarde, gosto de levar as coisas na calma, ter tempo para acordar em casa, deucement........o Peste também gosta.......mas o Pai chega a uma hora stressa toda a gente porque quer saír de casa para ir ao café! Pronto, tudo bem, em dias de bom tempo também gosto de saír cedo para aproveitar a manhã, mas a chover, qual a necessidade?
Não me importo se almoçamos mais tarde ou jantamos mais tarde. Importo-me que o Peste durma a sua sesta, isso sim, porque sei que ainda lhe faz muita falta porque se não ao jantar está quase a dormir sobre a mesa.

Amanhã chega um casal de amigos dos meus Pais, amigos de há mais de 40 anos. Vem também o filho deles com a mulher a e filha de 4 anos (quase 5). O avião aterra às 12h05. Vão os meus pais e irmã buscá-los porque têm de ir 2 carros e nós ficamos aqui para ir adiantando o almoço, que vão ser sardinhas que eu ADORO e o Peste também! Saír do aeroporto e não saír já será 13h e chegar a casa não chegar é 13h30, se não houver atrasos. Tudo bem, qual é o problema? Mas para o Pai daqui de casa, do outro lado da linha telefónica começou logo com bocas tipo e vou almoçar lá para as 14h, não? Que coisa, qual é o problema, toma 2 pequenos-almoços ou então sê bicho do mato e come antes de toda a gente! (esta não lhe disse ao telefone, mas digo agora!).

Já no outro dia tinha-lhe dito para este fim-de-semana não começar a stressar com horários e afins porque vamos estar aqui descontraídos e se o Peste estiver entretido com a menina e não fizer sesta não é o fim do mundo (se bem que isto eu privilegio, mas se almoçarmos mais tarde e ele estiver a brincar, não o vou deitar, logo se vê) mas ele começou logo com aquela cara que eu bem conheço!

E depois admira-se que o miúdo seja tão picuínhas, regrado e rotineiro! Tem a quem saír, bolas, e nesta não é a mim! Humpf!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Já passou...

A neura de ontem!

Ao escrever o post e ler os vossos comentários, pus-me a pensar como foi quando estava grávida do Peste.
O 1º CTG fiz com 38 semanas, não acusou uma única contracção e de acordo com o toque o colo ainda estava fechado, mas o bébé descido.
Andei muito, à noite depois do jantar dávamos sempre uma voltinha pelo bairro ou vínhamos até casa dos meus pais. Ele nasceu uma semana e pouco depois.

Desta vez tenho um CTG às 37 semanas que acusa muitas contracções e tenho o colo fechado. Bom, acho que está mais adiantado do que da 1ª já que já tenho contracções, mesmo estando o colo fechado, com o Peste foi uma semana depois.

Com os sintomas que tenho achava que não passava de Junho, mas não queria, porque eu gostava mesmo era que ele nascesse entre as 38 e as 39, pelas mais variadas razões. Não é que eu tenha algo a ver com isso, ele é que decide, mas as limitações já me irritam!

Ontem até a correr a jogar à bola me pus, a sério, se vissem as gargalhadas do Peste e o ar de feliz dele enquanto nos fintávamos......que saudades! Como sei que o Tomás está preparado para nascer já não vou estar com cuidados e repousos.

Eu continuo na minha, dentro de uma semana ele nasce. Eu não acredito que vou fazer o CTG dia 9, não sei, posso ter falhado o feeling do mês de Junho (e ainda bem porque as 38 só faço dia 2/7) mas acho que este feeling não falha. Estou convencida que para a semana vou conhecer o meu filho, não me vou mentalizar para isso porque pode não acontecer, mas é uma coisa que eu acho.

Ontem quando falava em dar uma ajudinha, era eu que dava a ajudinha com caminhadas, não falava em parto induzido. Se quisesse isso ontem já o podia ter marcado, mas eu acho que as coisas têm que se desenrolar o mais natural possível (quando pode ser é claro) mas se eu, a Mãe, poder dar uma ajudinha ao bébé fazendo algumas coisitas, farei. É como se tivesse no dia do parto, quanto mais andar para ajudar à dilatação melhor (no caso de não rebentar as águas é claro) por isso não vejo mal em começar a preparar-me a mim e a ele para nascer.

A médica...........pois com a sorte que tenho, de certeza que há-de calhar naquela altura, se bem que acho que não....não sei...a ver vamos, nem vou indagar mais!

Vou ali à praia e depois ao shopping comprar um miminho para uma menina islandesa de 4 anos (que vive em Barcelona) e que nos vem visitar este fim-de-semana. O objectivo é encontrar a coisa mais cor-de-rosa que exista e de preferência da Hello Kitty! O Peste vai estar bem entretido vai :)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

37 Semanas

E estamos assim:


Contrariamente às minhas previsões, o Pilonquê está atrasado.....
O CTG durou 30 minutos, nesses 30 minutos tive 6 contracções, 2 a cada 10 minutos. Muito bom prognóstico dizia a médica. E eu toda contente, da semana que vem não passa...

Quando me fez o toque, que eu avisei logo que não queria malandrices, diz ela que o colo do útero está fechado e que ele ainda não desceu tudo o que tem para descer...
Como vai ser quando ele descer tudo, pensei eu? Se a pressão já é tanta?

Marcou novo CTG para 9 de Julho, dia em que faço as 39 semanas.
Saí de lá meio atarantada......não estava nada à espera deste prognóstico, pensei que fosse ter notícias mais favoráveis pelos sintomas que tenho tido.

Vim para casa danada, limpei o pó, aspirei e lavei o chão! Estou de rastos como é óbvio...
Agora das duas uma: ou faço a minha parte e caminho, namoro, subo e desço escadas ou deixo-me estar quieta e espero pelas 39 semanas.......e só penso nisto porque para meu azar (e não poderia ser de outra forma, não é?) a médica vai para um congresso entre 6 a 9 de Julho.......são 4 dias fora...de qualquer forma ela deu-me o contacto de uma colega para se algo acontecer nesse período....mas eu não quero a colega, quero a minha médica!

Humpf!

O problema no meio disto tudo é que eu ainda não decidi se o quero cá fora ou se o quero cá dentro! Não é que eu tenha algo a ver com isso, ele é que decide, mas se eu já tivesse decidido, dava-lhe uma ajudinha. Bom, hoje já ajudei bastante!

Quem é que lhe ensina estas coisas?

Ontem fui buscá-lo à escolinha (sim, era suposto ser a Tia, mas eu estava a sentir-me bem por isso fui eu) e ele faz-me logo queixa de um coleguinha que lhe estragou o golfinho que ele tem nas Crocs. Não dei importância, não fosse haver ali um drama e como saímos ao mesmo tempo que outra menina, ele foi entretido com ela até ao portão.
Já no carro, ele puxa a conversa de novo:

Peste - O D. estragou o meu golfinho e não devia. Puxou e arrancou...eu fui a chorar contar à B. o que ele fez.....e ele quase teve carinha vermelha...

Eu - Pois, ele não devia ter estragado o golfinho de propósito, a B. ralhou com ele não foi?


Peste - Não....acho que ela se esqueceu-se....ele foi muito feio..

Eu - Deve ter dito que não se faz de certeza, se calhar não ouviste. Deixa lá filho...


Peste - Qualquer dia vou a casa dele e vou partir uma coisa dele!

(What??? Lá fiz o meu discurso...)

Eu - Amor, não é assim que se resolvem as coisas. Lá porque ele te estragou uma coisa, não quer dizer que tu deves estragar uma coisa dele...


Peste - É só para ver se ele gosta!

(What????Não é esta a educação que lhe dou.....mas o que me contive para não soltar uma gargalhada!)

Eu - Mas não é assim que se resolvem as coisas (estava-me a conter tanto que nem conseguia raciocinar e a cara dele, aquele ar vingativo que eu via no espelho, ai senhores.......tão pequenino)


Peste - Mas ele foi muito feio e eu vou partir uma coisa dele e depois vou-lhe dizer que é bem feito! É bem-feito!


Eu - Não vais não. Aconteceu, ele estragou-te o golfinho e agora vamos esquecer este assunto porque não fazemos aos outros aquilo que não gostamos que façam a nós. Se não gostaste que ele te estragasse o golfinho, ele também não vai gostar que tu lhe estragues algo dele.


Peste - Mas é bem-feito e eu não desculpo-lo! Não desculpo!

Ok, leva lá a taça lolololol




Nota: 37 semanas hoje e vou ali ouvir a minha música preferida (leia-se ctg) e já volto!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Serei diferente desta vez?

A hora aproxima-se e eu estou envolta num misto de emoções. Se por um lado estou desejosa de conhecer o meu filho mais novo, por outro lado quero mantê-lo cá dentro por tempo indefinido.
Penso como tudo correrá quando ele vier para casa, já para não falar como tudo será comigo longe de casa.
Tenho um feitio que não pede muitas ajudas. Do Peste não queria que ninguém lhe pegasse, não suportava que lhe dessem beijinhos, abominava mesmo. Não serei diferente desta vez, mas talvez o colo não me sufocará tanto, mas na questão dos beijos sei que sentirei o mesmo. Sou incapaz de beijar o bébé de alguém, muito menos um recém-nascido!
Só peço beijinhos quando o bébé também já os dá e mesmo assim depende da confiança que tenho com os Pais e depende do bébé, claro está! À Rita, por exemplo, nunca lhe pedi um beijinho, mas já lhe arranco sorrisos :)

O Peste chorava muito, já o disse aqui. Nos primeiros dias não lhe punha a chucha, não sou apologista dos bébés andarem sempre de chucha enfiada. A minha sogra por exemplo, uma vez apanhou-o sem chucha e enfiou-a logo. Mas foi só uma vez que o fez pois levou logo com o reparo. Para quê pôr-lhe a chucha se ele está bem? O Peste só começou a gostar da chucha já tinha uns 2, 3 meses. Coincidiu com a altura em que tive de deixar de amamentar por completo e só bebia pelo biberon. Mas mesmo assim, se ele chorasse eu não ia a correr pôr a chucha, primeiro tentava consolá-lo eu. Era o meu orgulho. Sim orgulho, admito, não tenho problemas em admiti-lo, eu queria ser eu a tirar-lhe o choro e não uma chucha!

Desta vez provavelmente será diferente. A chucha acalma-os (aos bébés que gostam da chucha, claro) e talvez não me fará tanta confusão oferecer-lhe a chucha se estiver a resmungar. Talvez. Mas procederei da mesma forma que fiz com o Peste a partir de uma certa idade, na rua não há chucha. Para ir brincar no parque e passear não há chucha. Estão distraídos com a brincadeira, não precisam da chucha. Digo eu.

O Aero-om é outra história. A Pediatra, na consulta de 1 mês disse que poderia ajudar a acalmá-lo se nós quisessemos. Alivia as cólicas, mas o Grape Water, o Colomil e afins são muito melhores. Como eu achava que o choro era mesmo pelo mau feitio dele e não cólicas (não era aquele choro característico que descrevem) e por alguma insistência do marido, comprámos 1 embalagem de Aero-om. Deitei-a fora passado largos meses, tinha mais de metade ainda. Odiava aquela embalagem. Porque é que devia dar aquela nhenha açucarada ao meu bébé? O marido sempre apologista de pôr algumas gotas na chucha para ver se ele parava de chorar, lá me convencia a dar. A mim doía-me as entranhas cada vez que o fazia. O que vale é que foram raras as vezes.

Desta vez, ainda não comprei o dito líquido. Nem sei se o compro, depende de como for o T. Mas provavelmente desta vez ficarei menos agoniada ao dar, porque prefiro que ele se acalme do que continue a chorar, que também não é bom. Faz-me confusão certos pais que vejo na rua. No outro dia enquanto esperava pela consulta, vi um bébé (1 mês mais coisa menos coisa) ser enfrascado com Aero-om num espaço de 30 minutos. Deram-lhe aquilo umas 6 vezes. Acreditem que não ouvi o bébé chorar. Ouvi-o somente emitir um som em tom de resmungo, mas não era choro. Nunca o bébé saíu do ovo, nunca a Mãe ou o Pai falaram para ele. Somente tiravam a chucha, punham Aero-om e viravam a cara. Aquele cenário enervou-me mais do que possam imaginar. Nem quero pensar como fazem quando o bébé chora. Fez-me confusão. A mim.

Estou tranquila para o receber, já do Peste também estava. Não fico ansiosa por achar que tudo mudará e como farei isto ou aquilo. O meu desejo de ser Mãe transpõe isso tudo e sinto-o como algo instintivo. Nasci para amar, para dar mimo, para dar colo, para brincar e ensinar. Gosto.
Não vejo grande diferença nos preparos que fiz da 1ª vez e de como está a ser feito agora. Talvez a mala (que hoje voltei a tirar tudo e mudar tudo, mas isso é por indecisões minhas, nada mais) que na altura do Peste estava feita por volta das 34, 35 semanas e agora foi feita há dias e desfeita ontem!

De resto, tudo na mesma, a diferença é que para o Peste preparámos o quarto e eu passava tempos lá dentro a mexer nas roupinhas e a deixar a imaginação fluir. Agora não há quarto para preparar e a roupa, embora a tenha namorado umas quantas vezes, nada comparado com o Peste. O entusiasmo é o mesmo, mas algo é diferente. Talvez por ter passado tanto tempo de muletas e agora achar que se mexo demasiado nas coisas é sinal que ele está prestes a nascer. Sinto eu.

Os comentários à minha gravidez em todo o lado (escola, natação, supermercado..) continuam, mas mudaram. Na escola dizem que a barriga já descaíu mais desde a semana passada. Dizem que pela minha cara está quase, não faltarão muitos dias. A minha cara mudou? Hello? Qual é o indício e já agora a cara mostra quando será a véspera do nascimento? Até dava jeito saber! lolol
A barriga não sei se descaíu mais ou não, está descaída desde sempre, mas noto que por exemplo a conduzir, o acelerar e desacelerar, faz a coxa dar toquinhos na barriga dos quais o T. consequentemente se vinga. Da minha cara, bom provavelmente está com ar cansado, pois não durmo e quem me vê na rua, vê-me em tarefas que nesta altura me cansam muito, seja pôr/buscar o Peste à escola, seja ir à natação, seja nas compras.

Até 4ª, dia de ctg, vai a minha irmã buscá-lo. Não quero que o T. nasça antes das 38 semanas e tenho medo que por este andar se não páro quieta ele é bem capaz de querer nascer antes. A minha irmã vai também comigo à natação só para a parte de auxiliá-lo a vestir o fato que ele não consegue sózinho e porque o calor lá dentro provoca-me tonturas e não há necessidade de eu me estar a sentir mal, com sensações de desmaio só porque tenho um feitio lixado que não gosta de ajuda! Sendo assim, orgulho à parte, fico cá fora para assistir à aula na mesma, mas o antes é com a Tia, ou a Amma, quem estiver disponível!

Com o rol de visitas de Islandeses cá em casa, o T. tem ordem de nascença a partir de 3 de Julho! Digo eu!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Este cenário

Transporta-me para outra realidade....




Obrigado Rita, Marco, Afonso e João!

No sábado a Inês, o I., o Bichinho e a Princesa, trouxeram a alcofa do carrinho que nos vão emprestar para o Pilonquê fazer belas sestas e passeios! Obrigado!

A presença iminente de um novo membro na família está cada vez mais real e próxima. O Peste por enquanto não fez perguntas acerca do berço no quarto, nem me pareceu que se tivesse importado nem ligado muito, a ver vamos até quando. Conhecendo-o como conheço o rol de perguntas há-de surgir.

Ontem, enquanto lhe dava as boas noites, mais uma vez perguntou se o mano estava quase a nascer. Respondi que sim, faltavam só alguns dias. Ele solta um "Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii" de alegria e gesticula os braços no ar :)

A Lua muda dia 26/06 e dia 03/07..............o Peste nasceu no dia a seguir à mudança da Lua...a ver vamos o que acontece nos próximos dias.

domingo, 22 de junho de 2008

Splash, splash



E mais splash, splash


Aqui a grávida é que não molhou os pés, da parte da tarde estou mesmo imprópria para consumo :p

sábado, 21 de junho de 2008

À conta de certos blogs

como este, apanho o Peste nestes preparos:


Ficou danado porque não conseguiu elevar mais as pernas!
Se ele se lembra de algum dia treinar a proeza calçado, já sei quem chamo para lavar a parede, não é Nucha?

Nós fomos!


E foi tão giro :)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sugestões please !

Ando aqui às voltas com as coisas que eram do Peste. Olho para a espreguiçadeira e já não gosto dela.
Além de ter nódoas que não saem, ele nunca gostou dela. O que não quer dizer que o T. não venha a gostar, mas é pouco apelativa.........
É da Chicco e foi oferecida, mas não faz nada e não tem brinquedos, nem música, não abana....ou seja, é somente um sofázito! E as nódoas irritam-me profundamente e o tecido também está já gasto, com algum borboto...

Alguém sabe se existem espreguiçadeiras assim engraçadas? Com bonecos pendurados, que baloicem...sei lá algo atractivo?

Ou algo do género?

Tenho tapete de actividades, mas como também tenho jardim, a espreguiçadeira dava jeito para ter lá fora.....

Ambiguidade

Se por um lado está mais pieguinhas, mais sensível com tudo o que lhe é dito (pensava eu que não era possível, mas é) por outro lado por iniciativa própria começou a dar beijinhos nele próprio quando se magoa, já não precisa sempre do beijo da Mãe, só às vezes.

Sinal de maturidade por um lado e sinal de ansiedade pelo nascimento do irmão por outro?

Esta pieguice, que em casa é normalíssima, está a revelar-se na escola e na natação. Há dias que não se passa nada, mas há outros.............se calhar está é solidário aqui com a Mãe que anda com a sensibilidade à flor da pele também!

Esta pressão com dor cá bem em baixo que sinto há 2 dias quando ando ou estou em pé, senti também na gravidez do Peste. Fui confirmar na minha agenda de grávida quando começaram, porque lembro-me de relatar isso e foi às 38 semanas. Ele nascia na semana seguinte. É que doí mesmo, não é só pressão, parece que a bexiga vai rebentar e ele vai saír......
Outra coisa que relatei na altura eram sensações de vómito. Não sinto isso agora, mas sinto muito desconforto no estômago, aliás já quase não consigo comer quantidades decentes de comida de cada vez, vou comendo ao longo do dia................mas de gelado e m&m's não me farto!

Pilonquê, meu Amor, vamos aguentar até às 38 semanas, está bem? Se tu aguentares, eu aguento mesmo cheia de dores.....

quinta-feira, 19 de junho de 2008

36 semanas + 1 dia

Foi dia de consulta. Foi dia de ver o meu Pilonquês. Ele está grande.
Perguntei se ela achava que ele estaria já com 3kilos. A médica respondeu que tinha a certeza que tinha 3 kg, aliás que teria mais. O Peste nasceu com 3.390 às quase 40 semanas. Este às 36 já tem 3kg. Sei que as estimativas são relativas, mas eu acredito que ele é mesmo grande porque o sinto grande.

Ela "apalpou-me" a barriga e o comentário que fez foi:

"Ele quando nascer vai logo ao lugar, vai ser num instante! É uma sortuda!"

Isto porque ele ocupa todo o santo espacinho da minha barriga que de acordo com a médica é muito bonita mesmo! Ela enquanto o sentia foi engraçado porque eu também lhe senti os contornos do corpo...
Está muito descido, aliás ela fez-me baixar as cuecas para ver e diz que realmente está muito descaída, muito mesmo. E eu não sei? Só as vezes que vou fazer xixi por dia................e quando ando? Até sinto a cabeça dele a bater aqui em baixo e já estou na fase de andar com a mão por baixo a segurar, não vá ele saír de repente! Com o Peste aconteceu o mesmo, mas foi mais perto das 38 semanas.

Eu estou bem, aliás nem estou a acreditar que estou a chegar ao fim, vou ter imensas saudades da minha barriga. No entanto, estes últimos dias estão a ser penosos e sei que não vai melhorar daqui para a frente. Tenho imensas dores aqui em baixo ao andar, se acelero o passo então, até parece que a cabeça vai saír!
Tenho imensas contracções, ainda indolores, mas muito incómodas, a barriga fica rija, rija, rija....
Vou buscar o Peste à escola e quando chego a casa estou de rastos. Em dias que vou à natação a seguir nem se fala.........Jogo à bola com ele, mas já evito o golfe e as raquetes, não dá jeito nenhum com esta barriga e magoa-me e o T. reclama logo a falta de espaço quando me dobro....

Dormir, durmo mal já não é novidade, mas ando com uns sonhos outra vez....que coisa! E para mudar de posição (de lado) porque as ancas não aguentam muito tempo do mesmo lado, além de me magoar e de sentir picadas na barriga, o Sr. Tomás também reclama.

Pôr o protector solar ao Peste de manhã, de joelhos no chão é uma canseira, fico logo de rastos e a correria para o pôr antes das 9h é de loucos....Chego a casa cansada e estou farta de estar cansada e não ter energia!

Afinal a revolução que se deu aqui no T0 há uns dias que me fez desconfiar que ele se tivesse sentado, não foi de todo infundada. Ele não se sentou, mas mudou de lado, isto é, ele tinha a coluna do lado direito e agora tem-la do lado esquerdo.

Para a semana, no dia que fizer as 37 semanas vou fazer o 1º CTG e ela vai-me avaliar o colo do útero. A ver vamos o prognóstico.
Perante este cenário de 3kg e ctg para a semana, hoje fiz a mala! Yupi! Está feita, só faltam pequenos pormenores, a minha escova do cabelo e o batom do cieiro. Se bem que ainda vou mudar a roupita dele de certeza, ainda há bocado pensei numa diferente. Enfim........enfiei meias e bodies de manga curta a mais e depois logo se vê. Comprei um panamá, andava às voltas com os gorros de algodão e a fazer-me uma confusão enorme pôr aquilo na cabeça com o calor que está e depois fez-se luz na 5ª feira passada! Comprar um panamá! Já está lavadinho na mala para o dia da saída ter a cabeça protegida contra o Sol.

O Hospital está 95% decidido qual vai ser, a mala está feita de acordo com o mesmo, se bem que as coisas são mais ou menos as mesmas. Não vou revelar aqui qual é por razões óbvias.

O Peste todos os dias pergunta se o mano está quase a nascer e acrescenta que gostava muito que ele nascesse para lhe poder dar miminhos e beijinhos.

Também nós andamos ansiosos, até já noto no Pai alguma ansiedade, mas ele diz que antes do dia 30 não pode ser, ainda há muitos jogos! LOL
Eu acho que não chego a Julho, mas queria chegar às 38 semanas, que farei dia 2 e há mudança da Lua dia 3. O Peste nasceu no dia a seguir à mudança da Lua, a maternidade estava lotada.

Pilonquê, quando decidires meu Amor, estamos prontos para te receber!
Se bem que faltam umas coisitas, tipo a banheira, mas nem que tomes banho no lavatório LOL (emprestei a banheira do Peste a uma amiga há 3 anos e nem vê-la ainda, já estive com ela várias vezes desde que estou grávida, já lhe perguntei por ela e já lha pedi e agora embirrei e não hei-de ir ter com ela a lado nenhum para a buscar! Porra, vai-ma trazer cá a casa e mais nada! Estas coisas deixam-me doente, já não usa, não é dela, DEVOLVA!)

Sinto-me na recta final, sinto-me feliz, podia era parar de chorar por tudo e por nada :p

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O parto do Peste II

Da entrada na Maternidade até ao momento mais feliz da minha vida


Subimos até à Maternidade. Toda eu me contraía. As contracções não me largavam, acabava uma e começava logo outra. Mal tinha tempo para recuperar.
Entrei para o gabinete, uma médica fez-me o toque. 1 dedo. Eu sabia que tinha que chegar aos 10, bolas, tanto tempo e só tinha 1? Vim para o corredor. Mantive-me em pé, andava de um lado para o outro. As pessoas olhavam para mim com ar solidário. O Marido pouco podia fazer, aliás quanto menos falasse comigo melhor, porque eu já mal respirava quanto mais falar.
Mais ou menos 30 minutos depois entrei outra vez para novo toque. 3 dedos. A médica diz que vou fazer dilatação rápida e manda depilarem-me. Dão-me o clíster e a bata e wc comigo. Que bom foi saír do wc com pessoas no corredor e eu de rabo à mostra!

Deviam ser perto das 19h, fui para a sala de dilatação. Estavam lá duas. Uma gritava, berrava. As enfermeiras berravam com ela. Assustei-me.
Puseram-me o ctg e mandaram o marido saír. Que simpáticas. Disse-lhe para ligar para os meus Pais.
A outra não parava de gritar e eu e a que estava ao meu lado olhávamos uma para a outra e contorciamo-nos silenciosamente aquando de cada contracção. Passado pouco tempo a que gritava saíu para a sala de partos e teve a sua menina. Silêncio.

Os Maridos lá foram autorizados a entrar. Eu sabia que o meu estava farto de chatear um enfermeiro para entrar. LOL. Deviam ser uma 19h30 quando vêm fazer o toque novamente. Primeiro à outra, depois a mim. 3 dedos e meio. Se quer levar epidural tem de ser agora porque vou jantar. Ainda não sei. Não queria levar, acha que ainda demora muito? Você só tem o bébé lá para a madrugada. Tem a noite toda pela frente. Disseram o mesmo à outra que decidiu levar e foi-lhe administrada. Depois foi a minha vez, acedi perante o cenário de uma noite inteira assim, tive medo de perder forças. As dores eram insuportáveis e deitada na cama não me podia pôr como queria.

A anestesista demorou uns 30 minutos ou mais comigo. Comecei deitada. Toda eu tremia. Mandou-me sentar e a enfermeira segurou-me as pernas. Refilou que eu era muito magra, tinha os ossos da coluna muito salientes. Francamente. Acabou já passava das 20h. O maridão entrou. O cheiro a frango era insuportável. As enfermeiras deviam estar a jantar. Eu já estava bem, já não sentia dores, as contracções lá continuavam mas eu só sabia porque acusava no ctg.
Por volta das 20h30 sinto algo estranho. Uma vontade tremenda de evacuar, de fazer força. Afinal o que diziam da vontade de fazer força ser igual é mesmo verdade. Digo ao Marido para chamar a enfermeira, que algo se estava a passar.
Ela entra a rabujar, coitada, interrompemos o jantar. Viu a outra primeiro embora tenha sido eu a chamá-la e segue para a sala de parto. Vê-me a mim e sala de parto comigo.

É agora. Eu estava radiante. Não sabia o que me esperava, mas só pensava no meu Pestinca que finalmente ia conhecê-lo, cheirá-lo, senti-lo. O Marido pede para assistir. Recebeu um Não. A simpatia abundava.
Entrei já a outra estava numa cadeira e a gritar, estava vermelha e transpirada. Sentei-me na "minha" e agarrei-me aos ferros de suporte que tinha de lado. O suporte do lado direito estava partido, pelo que não fez efeito nenhum e o meu corpo escorregava para baixo pois não conseguia segurar-me em lado nenhum.

A enfermeira gritava comigo para eu não caír e me segurar. Eu gritava de volta que o suporte estava partido e não conseguia. Toda a minha tranquilidade desvaneceu, toda a serenidade que eu ansiava no momento que iria conhecer o meu filho foi-se....o que eu tinha idealizado não estava a acontecer com aquela bruta insensível...

Entretanto a outra à minha frente tinha uma médica a fazer-lhe o parto. Vi os fórceps e vi a bébé nascer. Tudo isto não facilitou em nada a minha concentração. Podiam ter tido a decência de ter fechado a cortina. Mas a simpatia continuava a reinar. O relógio marcava 21h15.

Eu já não sabia o que fazer mais, sem suporte para o braço direito, sem onde agarrar, não era fácil. E a epidural tirou-me a sensibilidade de onde fazer força. E as minhas pernas tremiam e de que maneira. A enfermeira chamou a médica e trocaram de lugar. Entrou uma auxiliar estagiária que ao ouvir-me berrar pela milésima vez que não tinha culpa de escorregar porque a cadeira estava partida, me ofereceu os braços dela para agarrar. Foi a única pessoa simpática que conheci durante a minha estadia naquele hospital. Era difícil ter de fazer força para o meu corpo não escorregar e fazer força para expulsar o Peste. Ainda por cima eram duas forças contraditórias, uma anti-gravítica e a outra não.

Às 21h25 nasceu. Foi puxado com ventosa, até hoje não sei a razão porquê. Na altura não me disseram nada. Só soube no dia seguinte quando vi escrito no berço dele e ninguém sabia responder porquê, a médica não estava de serviço...a simpatia abundava...

21h25, 4º feira, 29/09/04 aconteceu o milagre por que eu ansiava. Tinha tido o meu filho. Que alívio aquando da expulsão, que alívio sentir todo o seu corpo saír de dentro de mim. A primeira coisa que perguntei foi porque ele não chorava, tinha a ideia de que mal nascessem os bébés choravam. Assustei-me, mas foi por nem dois segundos pois ele acusou logo ter bons pulmões!
Que magia tê-lo em cima de mim, olhá-lo nos olhos, acariciar a sua pele e dizer-lhe as primeiras palavras "Halló, littla krútti pútt, ég er Mamma thín, littli ormurinn minn".....traduzido à letra "Olá, fofinho pequenino, sou a tua Mãe, meu minhoquinho"...
Senti o corte e costura mas nada interessava.............nada me tiraria, nem tira aquele momento, aqueles instantes. Eram momentos nossos e eu desejei tanto que o Pai ali estivesse para partilhá-lo....o que ele perdeu, aqueles instantes, os primeiros momentos fora do meu ventre...
3.390kg, um lindo e belo rapaz. Limpinho, pouco cabelo, claro, olho azul. Perfeito. Foi um recém-nascido bonito. Mesmo muito bonito. É um menino bonito.

Levaram-no para aquecer e eu fiquei em pânico. Trataram de mim e só queria que se despachassem para ir ter com ele. Passei no corredor. Vi toda a gente. O Maridão a primeira coisa que me diz é que o D. é lindo e parecido comigo. A minha Mãe diz que é igual a mim quando nasci. Toda eu rebentava de orgulho e sorria para todo mundo. Não podia estar mais feliz. Já nem me lembrava da brutidão com que fui tratada momentos antes. Nada interessava já. Tinha o meu bem mais precioso e queria-o ao pé de mim.

Fui para o quarto e trouxeram-no para mamar. Ele não pegou. Uma enfermeira veio ver se tinha leite, sem perguntar nada apertou-me a mama. Tinha leite sim. A teoria dela era que os rapazes eram muito preguiçosos para mamar. Estúpida. Foi buscar um mamilo de silicone e pô-lo no meu peito. Ele mamou. Eu triste e ela toda contente porque a sua teoria estava certa. Estúpida. Eu na minha santa ignorância e inexperiência de primeira vez, com as hormonas e o cansaço ao rubro de ter acabado de passar por um parto, deixei-a fazer aquilo. Bem que insisti para ele aprender a pegar no mamilo depois disso, mas ele simplesmente não mamava. E adormecia logo, com ou sem mamilo. A amamentação em exclusivo foi sol de pouca dura infelizmente. Tenho de atribuir alguma culpa às enfermeiras daquele hospital. Podiam ter-me auxiliado mais, podiam ter sido mais simpáticas, as coisas podiam ter corrido melhor. Da minha parte, lamento a inexperiência, a vulnerabilidade e o cansaço.

Levaram-no outra vez para o berçário para aquecer, limpar e vestir. Já era meia-noite. Eu pedia a toda a alminha que me tirassem o soro. Não podia ser. Mas porquê? Já nem deita nada, o saco está vazio, tirem-me isto por favor. Foi a parte que mais me custou durante todo o trabalho de parto, foi colocarem o soro e ter de ficar com aquilo. O tempo passava. Por volta das 2 da manhã levanto-me para ir buscar o meu filho já que nunca mais mo traziam. Quase que desmaiei e caí em cima da cama. Uma auxiliar que estava a passar diz-me que não me posso levantar assim sózinha. Mas eu quero o meu filho, porque não mo trazem? Só o trazem depois de ter tomado banho e ter andado pelo seu pé. Ahhhh, porque não me disseram isso logo?
Mais um pouco e fui tomar banho. Não quero sequer relatar aqui a nojeira que são aquelas casas-de-banho.

Trouxeram-no para ao pé de mim e fiquei acordada o resto da noite a olhar para ele. Deitei-o ao pé de mim, queria senti-lo, queria protegê-lo, queria que ele se sentisse amado, protegido, acarinhado, queria que ele me sentisse, afinal passámos 39 semanas e 5 dias juntinhos e tínhamos sido separados. No dia seguinte de manhã ouvi uns belos comentários do mal que estava a fazer com ele na minha cama, que ia habituá-lo mal, etc, etc, etc.
Mas o que é que têm a ver com isso? Habituá-lo mal? Nunca tinha ouvido disparate maior. Farei o que achar melhor para ele e para mim. Sempre foi assim. Sempre será assim. Nem respondi a tais absurdos comentários como é óbvio. Eu estava noutra dimensão. Estava apaixonada!

Na 6ª feira, dia 1/10 suplicava para ir para casa, Era o dia do meu aniversário e o último local onde o queria passar era ali. Só fui para casa no sábado antes de almoço. Chorei grande parte da minha estadia no hospital. O D. também. Berrava dia e noite e isso não se alterou nos primeiros meses de vida dele.
Mais tarde descobri que era um bébé irritável. Foram meses muito complicados, mas o que preservou a minha sanidade mental foi ele sempre dormir bem e longos períodos de noite. De dia se dormisse 20 minutos de cada vez era muito. O resto do tempo ou estava a comer (e comia tanto....aliás ainda come) ou estava a berrar!

O tempo que passei naquela maternidade foi horrível. Jamais terei lá outro filho. Esta decisão foi tomada ainda durante a estadia. O que vale foi eu ter aguentado até às últimas em casa até ir para lá e que entre o dar entrada na maternidade e ele nascer, passaram somente 3 horas. Ao menos isso!

É incrível que quando o vi pela primeira vez, quando o olhei nos olhinhos, quando o senti, não estranhei. Ele era exactamente como eu tinha imaginado e embora fosse a primeira vez que o visse, parecia que o conhecia desde sempre.

E foi assim que terminou a minha primeira gravidez e começou uma nova etapa na minha vida. A mais feliz e preenchida até agora.

Amo-te tanto, tanto, tanto Pestinca!

terça-feira, 17 de junho de 2008

O parto do Peste I

Com a iminência de um novo parto e da indecisão do local do dito tenho recordado o dia em que o Peste nasceu.


Dos primeiros sinais até dar entrada na Maternidade

Os primeiros sinais foram dia 28/09/2004, após o jantar de aniversário da minha Mãe no chinês. Fiquei mal disposta com nauseas. Um novo sintoma, estranho...instintivamente achei que qualquer coisa estava iminente...
Deitei-me e pouco passava da 1 da manhã quando acordo ao som de Jardins Proibidos (Paulo Gonzo). Nunca me esquecerei deste pormenor. Vivíamos num 1º andar e na base do prédio há uma farmácia que naquela noite estava de serviço. Estava deitada há o que parecia uma eternidade e o raio da música não parava nem diminuia em volume. O marido dorme e reparo que sinto umas moínhas, umas dorzitas....nada demais.
Fula, levanto-me e vou para a sala para calar os mal-educados que não me deixam dormir. Podia ter aberto os estores do quarto, mas fui tão boazinha que não quis acordar o marido. A nossa sala tinha 6 metros de janelas corridas e tinha uma janela lateral. Abri a dita e conforme o faço, o varão do cortinado desprendeu-se e caiu para o chão.....Pedi para desligarem o rádio que havia pessoas que dormiam a estas horas da noite. Após um pedido de desculpa que não me serviu de nada pois acordada já estava e ainda por cima com o cortinado no chão, lá fechei a janela e pus-me em cima de uma cadeira para prender o varão. Não consegui, continuava a sentir as dorzitas, nada demais.

Voltei para a cama, mas pouco dormi. Sentia que ia finalmente conhecer o meu filho, a espera terminara. Eu estava diferente. O marido acorda às 6h30 para ir trabalhar. Era 4ª feira, dia 29/09/2004.
Contei-lhe o episódio da noite e disse-lhe o que sentia. Não queria ir trabalhar, mas eu "obriguei-o". Consegui convencê-lo a ir porque tinha consulta/ctg no hospital às 9h e a minha Mãe ia comigo.
Disse-lhe que se o que sentia eram contracções, não era nada demais e que não custava nada! Estava eu longe de imaginar........................

Com 39 semanas e 5 dias o ctg pela 1ª vez acusa contracções. Estavam de 10 em 10 minutos, por vezes menos. E já eram algo dolorosas, mas suportáveis. O médico disse que não faria o toque porque com o ctg previa o nascimento para hoje ou no dia seguinte. Disse-me para não me afastar muito do hospital e para não estar sózinha. Quando saí do hospital ele estava cá fora a fumar e deve ter achado que eu era uma míuda irresponsável porque fez os mesmos avisos à frente da minha Mãe! LOL

Fui para casa. A minha Mãe foi para a dela. Queria andar e subir e descer escadas. Fui almoçar à minha Mãe, mas comi pouco. As dores estavam cada vez mais intensas e as contracções de 5 em 5 minutos. Vieram sempre com pouco intervalo. Cada vez que vinha uma contraía-me toda e fazia força contra uma parede que estivesse ao pé.

Por volta das 14h30 pedi à minha irmã para ir comigo até à praia. Queria andar e acima de tudo queria desligar do ar de pânico da minha Mãe perante o nascimento do neto em casa dela porque eu nunca mais ia para o hospital. Queria desligar dos telefonemas constantes do marido, do meu Pai e do meu irmão que dizia que viria a voar da Suiça para me levar para o hospital.

Eu estava tranquila. Era a serenidade em pessoa e queria controlar o meu corpo. Eu saberia quando seria a hora de ir, não havia pressa. Quanto mais tarde fosse melhor. Fomos para a praia mas pouco aguentei, as dores já eram mesmo DORES! Começavam nas costas e vinham cá para a frente. Não sei explicar.

Coincidência ou não, naquele dia 29/09 recebi telefonemas de quase todos os meus amigos a perguntar se estaria para breve. Todos sabia que ele estava previsto para o meu aniversário, daí a dois dias. Ficaram todos a saber que nasceria naquele dia ou no dia a seguir.

Por volta das 16h ligo ao marido e digo para ele vir para casa. Digo-lhe que vou para casa tomar uma banhoca e comer um iogurte. Ás 16h30 chega ele, nervoso como nunca o tinha visto (nem num jogo importante do SCP) a dizer que os colegas todos o andaram a chatear durante o dia para ir para casa! LOL, mas quem é que manda no meu parto? Eu ou eles? Já basta a equipa médica :p

Eram 17h e qualquer coisa quando saímos de casa com a mala para ficar. Eu contorcia-me por tudo o que era sítio, que coisa mais insuportável! Apanhámos trânsito, fila mesmo, tudo parado. Nunca me esquecerei do:

"Mor, queres que ligue os 4 piscas? Vou em contra-mão? Não vem ninguém...Ou então vou pelo meio?" Nervoso, nervoso, nervoso!

Disse que não, eu aguento. Chegámos ao hospital eram umas 17h45 e eu nem abri a boca, nem tive oportunidade, ele diz:

"Ela está com contracções de 2 em 2 minutos, vai ter o bebé!"

Respirou fundo como se tivesse acabado uma maratona e sentiu-se aliviado. Eu estava entregue e ele podia sossegar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Das peles do meu Peste

O Peste tem uma grande pancada com as peles. Ocorrem dramas à conta das peles. Por vezes não anda à conta das peles. À conta das peles deixa de brincar. Por causa das peles, pára tudo o que está a fazer.
Se tem uma pele, não descansa e não deixa ninguém em paz enquanto a mesma não é removida. E se encontra uma pele, após a mesma ser retirada, começa à procura de mais.

Estou farta deste drama das peles!

A panca são mesmo as peles que todo o comum humano, que não vai todas as semanas à manicure e pedicure, tem em redor das unhas das mãos e dos pés.
O Peste stressa com as peles, até a minha lima usa! Seja nas mãos ou nos pés, o Peste não suporta ter peles.
Eu mostro-lhe as minhas milhentas peles para ele ver que é normal, mas não, o meu filho não pode ter peles.
Será alguma tara?

O que fazer? Começar a levá-lo à manicure e pedicure?
Santa paciência!



P.S - Já agora, este mês não está a modos que a passar muito rápido? É que meio mês já foi.....

domingo, 15 de junho de 2008

As diferenças ;)

13/06/2004


Eu e Peste com 24 semanas!

10/06/2008


Eu e Pilonquê com 35 semanas!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

35 Semanas

E 35 dias até à DPP!

Muito tenho pensado sobre o local do parto, mas ainda não decidi nada. Há dias em que o que mais me importa são as condições higiénicas, a privacidade e a minha médica. Há dias em que o que mais me importa é não gastar dinheiro no parto e tento me mentalizar que nem todos os públicos são como Cascais. Tento idealizar que não vai haver muitos partos no dia em que ele decidir nascer e vou apanhar uma excelente equipa médica, as enfermeiras vão todas ser simpáticas e vou estar sózinha num quarto. Depois saio da ilusão e entro na realidade e não é ser pessimista, mas eu não tenho sorte nenhuma nestas situações e de certeza que vou apanhar com bestas como em 2004.
Perante isto, o Maridão só diz: vai para o privado! E enumera todas as vantagens que há, ele foi comigo ver as instalações, logo tem argumentos convincentes.
Mas eu ainda não sei......tenho consulta para a semana, terei 36 semanas, talvez será melhor tomar uma decisão!

A mala já ali está, bem à vista de todos os nós, mas não está feita. Tem lá dentro fraldas, compressas, pensos higiénicos, toalhas para mim e uma camisa de dormir. Uma fartura! Não me mentalizo em fazê-la, arranjo sempre uma desculpa para adiar, a de hoje foi por não saber com que roupa venho para casa! Mas está ali para eu a ver, para o Peste a ver também, ele também tem de começar a ver coisas que indiquem que o mano está a chegar e que vai ter uma presença cá em casa. Mas é dificil porque o mano não tem quarto, a roupa está enfiada em gavetas e o ovo que deixei na sala após estar lavado, foi recambiado para o quarto de cima ao fim de uns dias porque o Peste não o largava. Sentava-se lá dentro, empurrava-o, arrastava-o, baloiçava-se lá dentro....e eu com medo que o estragasse e me desse cabo do chão, tirei-o da vista dele (ainda por cima está lavadinho e cheirosinho)!


De resto cá ando, com o meu menino mais canininho que mais parece um polvo cá dentro! Diz-se que nesta altura é normal começar a senti-lo menos pela falta de espaço, mas por aqui nada disso acontece. Sinto-o durante praticamente todo o dia, só de manhã é mais sossegado e sinto-o cada vez com mais intensidade. Fora o mau dormir até estamos bem.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Os 4 na praia



Soube bem...aproveitámos o bom tempo e o facto do Peste ter acordado às 7 e tal a berrar por causa dos Gormiti no pesadelo...fomos cedinho mas a praia já estava cheia de gente e passado pouco tempo já estava tudo colado uns aos outros....soube bem aproveitar...soube bem o Peste não ter pedido uma única vez para ir embora...não entrou na água, mas aproximava-se dela e dizia que estava muito fria e fugia...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Balanço da 1ª semana de praia

Começou 2ª feira a praia e foram todos os dias. Houve dias que nem despiram a roupa e ficaram só a brincar na areia. Começam com umas corridas para aquecer.

Fico deliciada a observá-lo. Chamem-me o que quiserem, mas eu continuo a ir todos os dias à praia. Sinto-me tranquila assim. Fico descansada ao ver que está tudo sereno, tudo a correr bem. Fico em paz ao ver a praia deserta, só para eles, mais 2 escolas e 1 grupo de velhotes. Maravilha! Não fico o tempo todo como o ano passado. Chego às 10 e pouco e fico até aguentar. Vou tranquila para casa.

Coincidência ou não, desde 2ª feira, o 1º dia de praia, que lhe sai cera do ouvido direito e desde 5ª que deixou de saír do direito e começou a saír do esquerdo. Nunca pensei que a recomendação de fazer praia tivesse efeitos assim tão imediatos e que realmente faz mesmo bem! Ele diz que lhe doí o ouvido, tenho dado Brufen, se hoje à tarde ainda se queixar vou com ele ao médico.

No outro dia quando cheguei vejo que ele é o único em pé e pareceu-me que estava a haver drama. Já o conheço tão bem que até de bem longe consigo distinguir a expressão corporal LOL! Vejo de imediato a educadora dirigir-se a ele e falar com ele. Depois ela baixa um pouco os calções dela e mostra-lhe a parte lateral do biquini dela. Fala com ele e depois vejo-o a mexer nos cordões dos calções, ela ajuda qualquer coisa e pronto, já está.
Pensei: deve estar a chorar por ter reparado que tem a pele marcada pelo elástico dos calções (coisa normalíssima, não é verdade?) e ela mostrou-lhe que o biquini também deixa marca.
À tarde quando o fui buscar ela relatou o que aconteceu: Do nada ele desata a chorar (nada fora do normal) ela foi logo ver se alguém lhe tinha batido ou se se tinha magoado. Constatou que não e disse-lhe que quando se acalmasse para falar com ela. Faço o mesmo, quando ele começa assim não raciocina e não dá para falar com ele. Quando eu cheguei o que vi foi ele que se acalmou e disse-lhe que queria explicar o que aconteceu. E o drama, o berreiro, foi por nada mais, nada menos que isto:

O laço do cordão dos calções desapertou-se!

É ou não motivo para desatar a berrar? Com 3 anos e 8 meses? Sinceramente! A mim não me surpreende porque já o conheço e isto acontece quase todos os dias com qualquer coisa assim, insignificante. Aliás, eu pensei que tinha sido por a pele estar marcada, lol, falhei por pouco.
Lá ela falou com ele, que não era motivo para chorar e que se precisava de ajuda era só pedir. Ela disse para ele tentar fazer o nó e se fosse preciso ela ajudava. Ele lá conseguiu mas começou a chorar outra vez porque não conseguia fazer o laço como a Mãe fez. Os cordões são curtos, eu só fiz um laço, não consegui (nem tentei) fazer dois, mas pronto, lá ele se acalmou e resolveu-se o drama! Agora dou 2 nós, acabaram-se os laços :p

Na 6ª feira houve outro drama na praia! Ele bebeu água e não fechou bem a tampa da garrafa e ao pô-la na mochila entornou tudo e molhou a t-shirt que estava lá guardada. Drama..........enfim.......
A educadora diz que ele é muito picuínhas e que fica todo sentido, e eu não sei? A ela já não surpreende pois está com ele há 3 anos, mas esta semana tem sido dose!

Fiquei estupefacta logo no 1º dia. Quando cheguei eles estavam a dirigir-se até à beira-mar. Fiquei expectante para saber se ele iria ser dos que ia molhar os pés ou se seria como o ano passado em que nem se aproximava da água. Surpreendeu-me e molhou pés, mãos, correu a fugir das mini-ondas que rebentavam....liguei logo para o Pai para lhe dizer que este ano terá um companheiro de banhos logo desde o 1º dia. O Peste acaba sempre por ir ao mar e querer andar nas ondas, mas é ao fim de vários dias de praia. Este ano, nem foi preciso ser conosco, foi com os amiguinhos. Parabéns Fiilhote :)

Dramas à parte, o balanço da 1ª semana de praia é muito positivo !

sábado, 7 de junho de 2008

Maria Pereira

Este post é para ti e para a tua família :)

Meninas, vamo-nos unir virtualmente e gerar uma onda positiva para a nossa querida amiga Maria Pereira.
Não vou entrar em pormenores, ela tem o relato no blog, mas não posso deixar de deixar aqui um grande, grande beijinho e um forte e sentido xi-coração para ela e sua família!

É desta, sinto-o, é desta que vão alcançar o seu segundo sonho! É sim! Eu acredito que sim e vamos todas acreditar que sim e criar um pensamento positivo para atraír o mais positivo de todos!!!!

Ela merece, é uma Mãe maravilhosa, uma Mulher fantástica!


Estamos a torcer por ti e pelos congeladitos :))))))))

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Coisas minhas

  • Esqueço-me que não posso andar o dia todo de um lado para o outro porque o corpo já não aguenta, mas eu vou e vou e vou e depois fico de rastos, tal como fiquei ontem à tarde. Só me sentei por mais de 10 minutos às 18h.
  • Esqueço-me que tenho uma barriga de 8 meses e desato a correr a jogar à bola com o Peste....depois a barriga fica rija, rija, rija e eu caio em mim e lembro-me.
  • Não durmo nada de jeito de noite é um facto, mas o Tomás já dorme. Já não acorda comigo a levantar-me para o xixi. Ainda bem que entrou nas nossas rotinas, espero que se mantenham! As culpadas de eu não dormir agora são as ancas :p
  • Já tenho a certeza (ufa) de que ele continua cefálico. Já voltou a pôr as mãozinhas na cara e a dar toquinhos na dita cuja (LOL). Agora os pés dele é que não páram!


Recadinho para a nossa Grande Selecção:


Em 2004, grávida de 25 semanas o Peste ia nascendo com os nervos que foi o jogo com a Inglaterra; se os jogos forem do mesmo calibre, com a mesma emoção não sei se o Tomás não nasce aí pelo meio de algum :p

Isto só para dizer que eu ando com um feeling (e não passa disto mesmo) que ele vai nascer no final deste mês.
Não que eu queira, porque nem 38 semanas terei, mas tal como tive o feeling que o Peste nascia em Setembro e não Outubro, tenho o feeling que o embutido nasce em Junho e não Julho. Não sei porquê.

"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case."

By WOODY ALLEN

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sei que faz parte da idade

Mas não gosto nada desta nova mania de em quase todas as brincadeiras sair-se com:

"Agora ele vai-te matar!" , "Pummmm, morreu. Eu matei-o!" , "Vou matar a formiga com o meu pé", "Pai, mata a aranha, mata!".

E afins. Os bonecos com cara de mau, o Spider man e afins só ajudam nestas brincadeiras, mas não é só, os carros agora batem violentamente uns nos outros e matam-se. E não há por aqui pistolas (há uma espada guardada numa caixa que ele raramente mexe) nem ele vê tv violenta, deve ser mesmo da idade e do que (des)aprende na escola....

Mas quando toca a pessoas ou animais que não sejam insectos chora compulsivamente com a ideia da morte.
Já pensei em explicar que o que ele faz com os bonecos e os carros é igual, a morte é a mesma, mas não quero dar demasiada importância à morte em si....será que estou a fazer bem?

Sei que faz parte da idade, mas não gosto nada. E acho que fica tão, mas tão feio frases tão monstruosas num corpo de 1,05mt e uma cara tão bonita, mas também sei que ele está a testar o poder da palavra em si nas diversas situações, percebe-se pelo olhar....tal como quando às vezes diz: "És feia Mãe!" e fica com aqueles olhos arregalados à espera de ver a minha reacção....normalmente nem tenho tempo de dizer nada que ele diz logo: "Não és nada, és linda!". Às vezes para gozar diz: "Não és feia, és um bocadinho bonita!".

Fora tudo que é cócó ou porcaria de cócó , só porque o M. da escola fala assim. Já lhe disse várias vezes que nós não falamos assim e que o M. se calhar não tem ninguém que lhe explique que é feio falar assim e bla bla bla, mas o que o M. diz tem muito mais impacto que a Mãe, não é? lol

Mais uma vez, é esperar que passe, não é verdade?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

34 Semanas + 2 anos de Blog

Ao jantar no outro dia:

Eu: Mor, mudaste a mesa de sítio quando aspiraste?
Ele: Não...porquê?
Eu: A cadeira agora fica no limiar do tapete....não estou a perceber porquê...dantes não ficava, mas não tenho espaço para puxar mais para a frente........................................
(...)
Eu: Daaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..................................a barriga cresceu outra vez, só pode :p

Para quê medir a barriga na médica, se tenho em casa um método tão eficaz? lol

Continuo desconfiada que ele se sentou outra vez, mas pode ser falso alarme, já que a barriga entorta ainda para o lado direito que é onde ele tinha a coluna...se ele se sentasse, supostamente ficaria com as costas para o lado esquerdo.....digo-eu-a-tentar-convencer-me-de-que-ele-continua-cefálico :p


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BLOG DE PARABÉNS!

Foi há 2 anos que esta aventura começou. Foi há 2 anos que conheci este mundo e tenho amigas que me visitam há 2 anos, como por exemplo a Cláudia.
Estes 2 anos têm um saldo muito positivo, muito mesmo. Tenho conhecido pessoas fantásticas, algumas já tive o privilégio de conhecer pessoalmente, outras sei que hei-de conhecer.
Gosto de escrever, gosto de vos ler, gosto de receber os vossos conselhos, as vossas opiniões sinceras, gosto desta partilha virtual deste mundo fantástico da Maternidade.

Obrigado por estarem desse lado! Eu estou aqui para o que precisarem!

Sirvam-se:

terça-feira, 3 de junho de 2008

A maior desilusão do Pai


Mas o Peste vibra! Agora para jogar à bola tem de vestir o equipamento!
Ele andava há meses a pedir, comprei-lhe o da Selecção (de algodão na Zara, mas anda todo chateado porque não tem meias) porque sei que o Pai era contra. Mas ele pedia, pedia, pedia o equipamento do Benfica. Um dia disse-me assim: "Oh, Mãe, porque é que eu nunca mais posso ter o equipamento do Benfica?". Disse-lhe para pedir ao Pai quando chegasse. Mal o Pai chega, ele pede na esperança de um sim e o Pai diz-lhe logo que não compra, que não gosta do Benfica bla bla bla............Se vissem como ele ficou, chorou com o coração destroçado, tadinho do meu menino e veio a correr ter comigo..........prometi-lhe nesse instante que iria procurar o equipamento e depois íamos comprá-lo. O Pai ficou a sentir-se mal, não sabia que o desejo era assim tanto e desconhecia a nossa conversa de manhã.

A semana passada fomos os dois comprar o equipamento. Falo a sério quando digo que ele estava nervoso, parecia ter o coração aos pulos tamanha era a alegria! Entregou a caixa à empregada, deu o meu cartão e quando lhe entreguei o saco após pagar ele sai-se com um "Obrigado, Mãe!" mais ternurento que alguma vez me disse. A rapariga da caixa ficou embevecida!

Mas claro que há drama associado ou não estivesse eu a falar do Peste! Quando joga na relva e cai, ou melhor, atira-se para o chão porque diz que é assim que fazem na TV, e fica sujo de relva nos joelhos é um drama! Drama ao ponto de deixar de jogar, vir para casa para se limpar e pronto, é assim! Por mais que eu e o Pai lhe digamos que é assim, brincar é sujar-se, os jogadores também se sujam quando caem, etc etc etc e afins não dá! Talvez daqui a umas semanas deixe de se importar! Mas é o meu Pestinca, é assim e eu Amo-o como todo o meu Ser!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Curtas, soltas e longas

  • Estou com uma dor de costas descomunal resultado de ficar acordada a dançar até perto das 2 da manhã ao som dos meus Bon Jovi!
  • O Pilonquê não sei se gostou ou se gostou demais, mas não parou o tempo todo e mal me sentava reclamava, portanto tive mesmo de ficar de pé a tentar abanar qualquer coisita LOL
  • O Peste não acordou perante o som alto da TV o que é um bom sinal para o caso do mano ser chorão durante a noite.
  • Ouvi-os ao vivo pelo telemóvel em várias músicas e tenho centenas de fotos e dezenas de vídeos :)
  • O Peste está um pouco ranhoso; à conta do medo da operação fui buscar o Nahrinel e não
    é que ele adora? Até parte dele dizer que precisa de ser aspirado e vai buscar o tubinho! Não estávamos à espera, esperávamos drama, mas ainda bem que assim é e espero que se mantenha!
  • Estou com uma leve desconfiança de que alguém muito mal comportado se sentou outra vez. Espero estar errada.
  • Ontem vibrei ao som das Just Girls. LOL. O que uma Mãe faz por um filho. Era ele de microfone e eu de guitarra do Noddy e a cantar em alto e bom som: " bora lá és capaz, tu não vais desistir...."
  • A Caderneta do Euro já está bem composta, não faltam muitos cromos. O Peste é um pedinchas lol, pedincha cromos aos meus pais e à Tia com uma lata que só visto. Mas vibra com os cromos, adora colá-los e faz-nos dizer os nomes dos jogadores todos!
  • Hoje começa a praia, não foi de calções sequer. Se forem vão só brincar um pouco para a areia.
  • As costas estão a dar cabo de mim, bem que a médica me avisou que uma gravidez só iria piorar a artrose..
  • Vou visitar a Cruz Vermelha finalmente! Hoje há poucas grávidas, pode ser que me ajude a decidir.....lol

domingo, 1 de junho de 2008

Dia da Criança

Um Feliz Dia a todas as crianças é o que desejo! Que sejam amadas, acarinhadas, respeitadas e felizes! E que brinquem, brinquem muito!

O Peste perguntou, aquando do Dia da Mãe, se havia algum dia para as crianças. Expliquei-lhe que era o dia 1 de Junho e ele perguntou se podia ter uma prenda.
Claro que disse que sim e ele disse que queria o Faísca (Cars) como o do Hugo. Não como o que ele tem (plástico) mas igual ao do amiguinho que é de metal. Fixe, uma prenda baratinha!
Lá conseguimos encontrar um na Disney do Colombo.

Mas há umas semanas que me pede uns bonecos horrorosos e desde hoje que habitam na nossa casa:


Cada um mais feio que o outro!
E eu pensava que ele só fosse gostar destas coisas a partir dos 4 ou mais...mas não, fartou-se de pedir os bonecos com cara de maus, que só usam cuecas, sabes Mãe, aqueles que vimos no Panda!

Daqui a nada são os Action Man, os Power Rangers, as Tartarugas Ninja e afins, não é assim?

Tenham um bom dia !!