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quarta-feira, 18 de março de 2009

Desabafo

O Picoé está a crescer depressa demais. Já nem falo no Peste. Mas é diferente. Ainda ontem o Picoé era pequenino, totalmente dependente de mim. E com o crescimento voraz dele nem deu para saborear o ter um bébé pequenino e levezinho ao colo.

Sinto-me nem sei como. Hoje reparei que a cabeça dele já ultrapassa os limites do ovo. O que significa ter de mudar de cadeirinha. Mais um passo no crescimento. Onde foi o meu bébé?
Não estou nada contente. Gosto de tê-lo ali ao meu lado. De vê-lo. De ver o ovo no meu carro, é sinónimo de bébé. Não que ele deixe de ser bébé, mas entendem?
O Peste mudou de cadeirinha quase com 11 meses. Aos 9 meses finalmente atingiu os 9kg, mas eu adiei mais um pouco a transição. O Peste berrava no ovo. Era preciso uma grande estratégia para fazer caminhos sem semáforos e stop. Chorava, chorava, chorava. Mudou de cadeira, passou a gostar de andar de carro. Comprámos uma cadeira que anda no sentido contrário ao da marcha e coloquei-o no banco da frente uns tempos. Depois foi para o banco de trás.

A cadeira está ali guardada. Mas lembro-me que ela à frente tira muita visibilidade. O que é contraprudecente. Acho que vou comprar um daqueles espelhos retrovisores, assim consigo vê-lo e ele a mim.
Não fosse a cabeça dele já saír do ovo não o mudava de cadeira. Ele gosta de lá estar e eu gosto de tê-lo lá.

Fui ao site da APSI e realmente indicam que se o bébé ficar grande para o ovo tem de mudar de cadeira para uma voltada para trás até aos 4 anos dizem. Eu pensava que era até aos 18 meses, agora dizem 4 anos. Se o Peste andasse voltado para trás...bom para já, teria a cabeça bem acima do encosto da cadeira e teria que ter as pernas bem, mas bem dobradas. Como querem crianças de 4 anos, com mais de 1 metro a andar nessas cadeiras?

Bom, já desabafei o meu descontentamento em mudá-lo de cadeira, já me sinto um pouco melhor...crescem tão depressa! E o Picoé é à velocidade da luz, não sei onde vai parar em tamanho! Daqui a nada apanha o Peste :p

domingo, 8 de março de 2009

Da ida à festa

Ele:

Portou-se bem, foi muito elogiado, tanto pelo comportamento como pela conversa que tem com adultos. Eu ainda achei que deviam estar confusos, não devia ser o meu, mas depois lembrei-me que com os outros ele porta-se sempre melhor e tagarela ele é.
Quando cheguei pediu para ficar mais um pouco e ficámos uns 30 minutos. Até estranhei que quando disse que era para ir embora ele veio sem fitas.
Despediu-se de todos os avós (4) e dos pais do M. para delicia de todos. Um beijinho e um abraço. É um beijoqueiro o meu filho e tenho de dizer que é um menino bem-educado, birras, amuos e disparates à parte, ele é muito querido.
Veio para casa com muito para contar. O M. chorou duas vezes, muito insistiu ele nisto, deve ter estranhado o amiguinho ter feito birras. Expliquei-lhe que fazer anos e partilhar as coisas todas pode ser muito complicado. Disse o que comeu, o que brincou, enfim divertiu-se até mais não e saber isso faz-me sentir feliz também.
Não se cala agora com a festa dele dos 5 anos, quantos meses e dias faltam, quando é que os outros amigos fazem 5 anos, enfim, mais um tema de conversa e perguntas até mais não.

Eu:

Eu saí da festa, o Picoé adormeceu e fui ao PD. O marido tinha ficado em casa a aspirar e lavar o chão. Fiz as compras e vim para casa. O Picoé mamou e saímos para lanchar e buscar o Peste. Aguentei das 15h30 até às 18h, até me portei bem.
Foi uma tarde esquisita, então quando fomos lanchar os três ainda foi mais. Mas passou-se e ainda bem que o deixei ir, ele estava tão feliz.
No entanto, quando lhe expliquei que ele ia, mas nós não, vi que ficou apreensivo, perguntou porquê e aí senti um pouco que esta ida ia fazer muito bem à auto-estima e confiança dele. E acho que fez.
Não vou dizer que se passou bem e que a próxima vai custar menos, porque não vai, vou sentir sempre um vazio quando ele não está, mas sabendo-o feliz, feliz estarei.

Obrigada a todas :)

sábado, 7 de março de 2009

Lá está ele...

A brincar com os amiguinhos, radiante da vida.
Fiquei lá cerca de meia hora e vim embora. Ele não me ligou nenhuma. Está um Homem!
Mas eu estou aqui feita um caco. Dar-lhe asas para voar pode ser bom para a independência, mas é péssimo para o meu coração mole de Mãe.
Nem sei descrever o misto de sensações que me envolvem, mas tenho a barriga com um nervoso miudinho que não me larga...

Algum dia tinha de ser dado este passo, ser o menino que não vai a festas é que não e o descanso relativo que sinto é por conhecer os pais...

Estou doida por ir buscá-lo, estarmos a três não me faz sentido nenhum....

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sobre namoradas....

Hoje engoli em seco várias vezes por volta das 17h.
Estava sentada à mesa a comer umas bolachas com leite, o Picoé ao meu colo e o Peste a falar, a falar, a falar ao pé de nós.


Peste - A minha namorada é a Diana.
Eu - Ai, sim? E porque não é a M.?
Peste - Porque ela é namorada do Martim.
Eu - E a N.?
Peste - Ela é namorada do I.
Eu - E tu sabes o que fazem os namorados?
Peste - Sei. Namoram e apaixonam-se.
Gulp
Eu - Sim, mas e fazem o quê?
Gulp
Peste - Beijam-se.
Gulp
Eu - Quem é que te ensinou isso?
Peste - Foi nas Winx, lá beijam-se e abraçam-se.
(raios partam as winx)
Eu - E tu beijas a Diana?
Gulp Gulp Gulp
Peste - Sim e abraço.
Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp
Eu - Mas não dás na boca! Sabes disso, não sabes?
Peste - Eu sei. Só dou na bochecha.


Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp Gulp ggggggggguuuuuuuuuulllllllllppppppppppppp!