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sábado, 1 de maio de 2010

Vila Moleza


Fui eu e o Peste e gostámos muito. Dançámos, corremos, esquiámos, gritámos, batemos palmas!
Estivemos com as meninas da Dupla Maternidade e com a família do Hoje é.... Foi muito bom rever as primeiras e conhecer a segunda!
Pena não ter havido muito tempo e o Peste não me ter deixado manter um diálogo sem interrupções, enfim nada fora do normal...

terça-feira, 3 de março de 2009

Não sei o que lhe vai na cabeça

Cenário: Mãe e dois filhos no carro à espera do Pai que foi num instante ao sapateiro. Filho mais novo dorme e o mais velho não se cala para não variar. A dada altura:

Peste: Algumas mulheres não querem os homens ao pé delas, não é Mãe?
Eu: (ainda a absorver a informação) Haa?
Peste: Algumas mulheres não querem os homens por perto.
Eu: Quem te ensinou isso? (pensando-que-de-certeza-foi-alguma-conversa-na-escolinha)
Peste: Ninguém. Sou eu que sei na minha cabeça.
Eu: Mas que mulheres?
Peste: Tu.
Glup-glup-glup
Eu: (ainda a absorver a informação e totalmente chocada) Eu? Porque dizes isso?
Peste: Porque tu ralhas muito com o Pai.
Glup-e-juro-que-não-ralho-pelo-menos-muito.
Eu: Eu ralho com o Pai?
Peste: Sim, tu gritas com ele.
Sem glups! Eu não grito com o Pai aliás nós não gritamos um com o outro.
Eu: Não grito nada. Quando é que grito com o Pai?
Peste: Então só estás a falar alto?
Começo-a-achar-que-ele-tem-uma-família-imaginária-só-pode. Tudo bem que às vezes ralho com o Pai, mas não gritamos, falamos em tom zangado obviamente, mas daí ele fixar isto até parece que é todos os dias. Bolas!



O que se passa nessa cabeça é que eu gostava de saber! Adorava poder ver o mundo através dos teus olhos, nem que fosse por um dia. Estás tão giro, curioso até mais não.
Posso conservar-te assim? Até nem me importo que as birras/amuos venham incluídos, porque estas conversas que temos, as tuas inesgotáveis perguntas superam tudo o resto. És demais puto!


Nota 1 - Eu não ralho muito com o Pai! Que fique registado!
Nota 2 - Nada de usar isto para teu benefício Papys!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Parte-se-me o coração.....

Ontem estive a explicar ao Peste que quando o mano nascesse estaria 2 noites sem dormir em casa. Perguntou porquê e eu expliquei que tinha de ser porque os médicos tinham de ver se estava tudo bem com a Mãe e o mano. Desatou a chorar a dizer que não queria, que queria a Mãe em casa e não queria ficar só com o Pai.
Doeu tanto.......mas fui muito forte e não lhe mostrei a minha tristeza e os meus olhos nem brilharam. Disse-lhe que ia ser muito divertido ficar com o Pai e que ia-me visitar ao hospital. Lá animou um pouquito....

Passado um bocado, já com o Pai também começou a dizer que não queria que eu ficasse no hospital. Eu e o Pai lá lhe explicamos outra vez e na brincadeira conseguimos animá-lo e ficou a promessa que o Pai ao deitar conta duas histórias, a minha e a dele. Lá animou.....

Depois começou a choramingar a dizer que não queria ser o "Amigo da escola", que usa mochila às costas. Dizia que não queria. Já há uns dias tinha dito isto mas não sei porquê, a conversa não se prolongou, mas desta vez não descansei enquanto não me explicava o que era o "Amigo da Escola".
Ficámos então a saber que ele, além de Ecoponto Amarelo, também vai ser o "Amigo da escola" com mochila às costas e que tem de dizer uma coisa. Não percebi à 1ª o que ele tem de dizer, porque foi baixinho e quando pedi para repetir, gritou não sei o quê e virou costas, danado!
Puxei-o para ao pé de mim e disse-lhe que ele não tem de ficar nervoso e com vergonha, que se não quer dizer o que tem a dizer, para não dizer e pronto. Que não faz mal e ninguém vai ficar chateado, mas se ele conseguisse dizer que ia ser muito giro. Dito isto ele pede-me para falar com a L. (educadora do grupo dele na festa) para lhe dizer que ele só quer ser o Ecoponto Amarelo....

Depois perguntou se íamos estar os dois (Mãe e Pai) na festa, se o íamos ver porque ele quer que nós vamos e quer-nos ver lá à frente (leia-se plateia). Mais uma vez me parte o coração......disse-lhe que sim, claro que íamos e que a Amma e a Tia também iam. Mas disse-lhe também que se eu não fosse era porque o mano tinha nascido e a Mãe estava no hospital. Não refilou, parece ter aceite, mas se eu não estiver na festa vou-lhe partir o coração, eu sei....
Já sabe o nome do hospital para onde vou e antes de deitar perguntou se era hoje que eu ia. Disse-lhe que não, mas que não sabia quando ia ser, podia ser qualquer dia, o mano é que sabe quando quer nascer. Às vezes penso que tudo seria menos complicado se induzisse o parto numa data que desse jeito.....mas agora, agora, só dá mesmo jeito a partir da 2ª feira que vem................vamos ver o que o Piloncusa tem reservado para nós....

A prenda do Pilonquê para o Peste já está comprada há duas semanas e já está embrulhada e com autocolantes postos. É uma trotinete do Spider-Man que ele está farto de pedir!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A minha maneira de ser Mãe

Sou Mãe, com todos os sentimentos que este privilégio concede.

Sou Galinha, sim e admito que sou. O Peste é o que de mais importante tenho na vida, tenho pavor que algo lhe aconteça, tal como qualquer Mãe.

Sou Possessiva, sim. Mas também o sou com o Maridão. Já o sou com o Pilonquê. São meus. Ponto final.

Sou Super-Protectora. Não, não sou. Sou protectora q.b. Protejo nas alturas que acho que devo proteger. Se puder poupá-lo a algum sofrimento, poupo-o, qual a Mãe que não o faz? Mas não sou daquelas que ampara todas as quedas, não sou daquelas que anda atrás dele e passa o tempo a proibi-lo de trepar, brincar, correr só porque pode caír e magoar-se. Não, não sou assim. Aliás, pelo contrário, gosto que ele seja aventureiro e não tenha medo, eu era assim. Só me chateia a berraria que é quando se magoa e depois é tão vítima que coxeia ou não usa o braço onde se aleijou.

Sou Babada. Sim, muito! Tenho muito orgulho no meu filho. Tenho orgulho na sua inteligência, na sua sensibilidade, no seu sentido de justiça, na sua prontidão em ajudar o próximo. Tenho orgulho na sua aptidão para o desporto, na sua fragilidade, na sua perspicácia. Tenho muito orgulho no meu filho, muito mesmo!

Sou altruísta. Sim. Já fui mais egoísta ou possessiva ou lá o que lhe queiram chamar com ele. Lembro-me dele em bébé e a minha Mãe estar sempre a dizer que ficava a tomar conta dele se eu quisesse ir às compras, jantar fora ou ao cinema. Rara foi a vez que tomou conta dele até ele fazer 1 ano, 1 ano e meio. Sei lá porquê. Bom, sei, eu queria-o sempre ao pé de mim, queria senti-lo junto de mim e a Mãe era eu logo eu é que tinha de tomar conta dele. Escrevo era, mas sou assim ainda e penso assim, mas muito mais moderada. Aprendi a soltar-me e desde que ele fala e opina que lhe dou a escolher o que o faz mais feliz. Não o obrigo a vir jantar fora comigo e o Pai se ele prefere ficar com a Amma e o Afi. Que prefere quase sempre, sabe que brinca mais e tem um serão diferente. No Restaurante tem de portar bem e já não tem tanta piada. Compreende-se.
Aprendi a ser muito mais altruísta e não foi difícil, porque aprendi que ao deixá-lo escolher, ele está a fazer o que o faz ficar feliz. Ele fica feliz, vejo-o no brilho dos seus olhos e no sorriso traçado nos seus lábios. Sem contar na auto-estima que lhe incuto e construo ao deixá-lo escolher o que Ele quer fazer. Que mais quero? Qual a maior recompensa que posso ter como Mãe? Saber o meu filho Feliz!

Lógico que todo o tempo livre que temos passamo-lo com ele, claro. Temos os fins de tarde e os fins-de-semana sempre juntos. Os 3. Brevemente seremos 4. Mas eu não vou obrigar o Peste a ficar em casa em pleno Verão só porque eu ainda não recuperei do parto ou porque está demasiado calor para ir para a praia com o bébé. Não sou Mãe de achar que recém-nascido tem de ficar em casa. Nada disso, o Peste mal eu recuperei começou a passear. Mas convenhamos que se estiver demasiado calor e claro, depende do sítio escolhido para ir, eu provavelmente não irei com o bébé. Mas isso não impede o Peste de ir passear com o Pai. Não, nem pensar que sou egoísta/possessiva ao ponto dele ter de ficar em casa ao pé de nós, só porque nós não podemos saír. Não, não acho que a família TEM de estar junta. Acho até que irá ser um período em que ele vai criar um belo vínculo com o Pai e não tenho receio nenhum de perder algum vínculo com ele. Porque sei que não. Cada um de nós tem um lugar na sua vida e no seu enorme coração.

Aliás, vejo o quanto fortaleceu a relação dele com a minha Mãe, enquanto estive de muletas e não podia conduzir. A minha Mãe é que o ia pôr e buscar à escola e ele adorou esta quebra na rotina, até o caminho para a escola era diferente. Quando o tempo permitia a minha Mãe jogava à bola com ele no jardim, regavam as flores, davam de comer aos peixes e biscoitos aos cães. Eu estava por ali perto, tentava jogar à bola (louca!) mas ele não queria, dizia que só quando tirasse as muletas é que podia. Observava-os e ficava de coração cheio. Ele está feliz, está bem entregue. Não vou dizer que não sentia uma pontinha de cíume ou inveja, porque claro que queria ser eu a fazer aquelas coisas, mas depois pensava: porque é que ele não há-de ter estes momentos/rituais com a Amma? Porque é que hei-de vedar por puro egoísmo uma relação tão bonita entre Avó e neto, relação que os faz tão, mas tão Felizes?

Cresci, sim cresci muito e não tenho vergonha de o admitir. Vivemos aprendendo, eu estou em constante aprendizagem e esta lição aprendi. Não o posso ter numa redoma, não o posso proibir, nem quero!, de estabelecer estes vínculos tão fortes que ficarão com ele para a posteridade.
Agora estou bem, jogamos à bola todos os dias, mas se a minha Mãe aparece, ele convida-a logo para o jogo. E depois vão regar as flores e dar comida aos animais. É uma rotina deles e eu observo-os feliz!

Não digo que esteja preparada para o deixar ir para uma festa de anos sózinho por exemplo. Não estou, por enquanto e ainda bem que nem sequer surgiram ainda convites. Talvez aos 4 anos e depende de eu conhecer bem os pais ou não. Ah, pois, que isto hoje em dia não se confia em ninguém.

Não estou descansada com ele na praia, não por não confiar em quem toma conta dele, mas por não confiar em todas as restantes pessoas que por ali passeiam. E sim, todos os dias lá irei espreitar, porque só assim me sinto bem.

Não digo que não entro em parafuso cada vez que penso que vou estar 2 noites/dias quase sem ele quando for para a Maternidade, porque estaria a mentir. Fico com a mente ofuscada, forma-se uma névoa cada vez que penso nesses dias, mas sei que estará bem entregue, sei que terá quem lhe dê os mimos que não vou dar, sei que terá quem lhe dê os beijos de boa noite e lhe sussurre no ouvido que a Mãe o Ama Tanto, Tanto, Tanto.

E quando regressar a casa compensaremos os momentos perdidos, mimar-nos-emos como só nós sabemos e tudo ficará bem. Estou mais tranquila.

Sou Feliz. Sim, sou uma Mãe Feliz, ele faz-me feliz, ele dá sentido à minha vida.


Hoje, meu Pestinca lindo, Amor da minha vida, Paixão do meu Ser, Sol da minha Vida, completas 8 meses aos teus 3 anos que tanta felicidade me trazem. Amo-te Tanto, Tanto, Tanto!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Conversas na escolinha

Não mordas a camisola!

Estou a morder para vir o sangue!

Ah? O quê, mas qual sangue? (sabendo que ele entra em pânico com a mínima ferida não estava mesmo a perceber....)

O R. morde a camisola vermelha dele e diz que é para vir o sangue.

(Ah, assim fico esclarecida ?!)

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Mãe, o M. diz que a Mãe dele vai morrer.

Morrer? Não vai nada, que disparate.

Vai, vai ele disse.

Filho, o M. não sabe o que diz, a C. não vai morrer.

Mas eu quero morrer.

O quê? Não queres nada (como explico que não é bom morrer sem o fazer ter medo da morte?) morrer não é bom.

É, é, e eu vou morrer.

Não, não vais nem queres, tu tens de estar aqui sempre com a Mãe e o Pai e a mana para sermos felizes juntos.

Mas morrer é bom...

Não, morrer significa deixar de viver, ficamos sempre a dormir, não brincamos, nem estamos com as pessoas que gostamos (ok, não era bem assim que eu queria explicar, mas foi o que saíu, fiquei tão atarantada que já nem sei o que dizia e eu tenho pavor, pavor mesmo da morte...)

Pensou um pouco e disse:

Tu não vais morrer pois não, Mãe?

Não, meu Amor, não vou...

(espero eu que possa viver muito, muito tempo para te acompanhar sempre nesta caminhada que é a vida..)


Adenda: estão a correr bem as conversas com o meu filho, não estão? Ó céus.........que temas!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Como fazem o bébé?

Vinha eu no carro com o Peste, direcção casa após a escolinha.

Quem é o coração da Mãe, quem é? (pergunto-lhe isto milhentas vezes...)

Ninguém (envergonhado, sorriso maroto a gozar comigo)

Oohhh, ninguém?

Sou eu e a bébé!

(fico estupefacta e tão feliz com esta resposta, fico com aquele sorriso de orelha a orelha, sabem?)

Que lindo, Amor, és tão lindo! E tens toda a razão, o coração da Mãe és tu e a mana! Fico tão feliz por dizeres isso, amo-te muito muito!
E a mana vai ser o teu coração?

Acena que sim com a cabeça, com o sorriso matreiro dele meio envergonhado e diz:

Mas depois vai ser o mano o meu coração. Agora é a mana mas depois quero o mano, tá bem Mãe? Quero os dois!

Tá bem, mas agora vem a mana. A Mãe e o Pai depois fazem o mano, tá bem? (ai que estas palavras sairam e arrependi-me no preciso instante...)

Como?

Como, o quê? (faço-me de desentendida...)

Como fazem o mano?

(oh céus...) É a Mãe e o Pai que fazem....... (socorro...)

Onde?

Em casa.

E eu, também faço?

Não, só a Mãe e o Pai.

E eu estou aonde?

Também estás em casa.....olha, diz lá o que fizeste na escolinha??

Safei-me, nem sei como mas safei-me..............mas fiquei a pensar....primeiro porque gosto de lhe falar abertamente e de lhe explicar as coisas, segundo porque sei que fugi à pergunta e não o devia ter feito, mas estávamos no carro, eu a conduzir, ele atrás e eu a vê-lo pelo retrovisor....não gosto de ter este género de conversas sem estar a olhar bem para ele, ou para seja quem for com quem esteja a falar....uma coisa são banalidades, outras são assuntos sérios...esta conversa até está meio preparada para quando ele fizesse estas perguntas, só não estava à espera que fosse já!!!! Mas para a próxima explico-lhe, nem que pare o carro!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Este mau tempo convida

a uma soneca a dois! Ou melhor, a três!



O Peste acordou da sua sesta e como é hábito veio aninhar-se em mim no sofá. Não faltou muito tempo para estarmos ambos a dormir!

A noite anterior tinha sido de folia, jantar cá em casa com 3 casais amigos. O Peste e as meninas divertiram-se tanto! É engraçado que quando estão juntos não há discussões, não há birras, só há brincadeiras! Acho que se deve ao facto de serem de diferentes idades e sexos, a B. tem 8, o D. tem 3 e a C. tem 2. Ainda estava lá o V, mas só tem 6 mesitos!


Estávamos exaustos, como se nota e o Peste como tomou Actifed depois de almoço, foi tiro e queda para a moleza!
De resto está com tosse, mas com o STODAL não irá demorar a passar (espero eu).