À beira da loucura II
Ontem ia lendo os comentários que me deixaram, e agradeço todas as sugestões e conselhos, e ao mesmo tempo andava a pesquisar na net formas de contornar esta situação.
Comecei a pensar e ao ler o post "n" vezes achei que estava a dar demasiada atenção ao assunto e ele estava a conseguir "ganhar" uma guerra que nunca deveria, nem eu acho que seja uma guerra. Mas para ele provavelmente é, ou acha que é, uma forma de ver como pode pôr a Mãe louca logo pela manhã.
Encontrei na net este excerto que vou partilhar e que corresponde mais ou menos com a minha maneira de pensar :
"The basic advice is this: there's a clear line of responsibility between the parents and the child. The parents' responsibility is to provide nutritious food of sufficient quantity at the appropriate times. The child's responsibility is to eat, or not eat, the food presented to him/her by his/her parents. Thus, once you have filled your end of the bargain, it's time to let go.
A meal should last a fixed amount of time, then it's over. No fighting, no tricking with toys, NO BRIBING, no yelling, no fussing."
Ou seja, nós Pais temos a responsabilidade de lhes dar uma boa refeição e cabe a eles a responsabilidade de decidir o quê e quanto querem comer. Ora, isto SEMPRE foi respeitado cá em casa. Nunca stressei se ele não quer comer (o que só acontece quando está adoentado ou distraído) e como é bom garfo e não é esquisito também nunca tive de me preocupar com isso. Mas seria a primeira a não stressar, nem obrigar, porque sei bem o quão esquisita era em miúda! Levava a minha Mãe à loucura lololo!
Sugeriram que ele poderia não ter fome de manhã ou que não quisesse comer a quantidade que lhe ponho. Ora, fome ele tem, porque quer comer e vem para a mesa sem reclamar. Se não quisesse comer ele diria que não quer, tal como muitas vezes agora não lancha ou bebe só um iogurte porque não quer mais. Quanto a quantidades, eu ponho o que ele por norma come, há dias que come tudo, como há dias que diz que não quer mais e NUNCA é, nem foi, obrigado a comer tudo. Não quer mais, não come e pronto. Ele é que sabe.
Também é ele que escolhe o que quer comer, entre papas, cereais ou iogurtes.
Neste ponto não há problemas.
É no último parágrafo que me concentro portanto! Mas como saber em quanto tempo ele comeria? Devo perguntar à educadora quanto tempo ele demora a almoçar e aplicar para o pequeno-almoço e jantar? É que eu sei que na escola ele come depressa.
Hoje não gritei, não estou para me enervar, nem para enervar o Tomás, nem o David. Ajudei no início como sempre e fui tratar do Tomás. Enquanto mamava ia-lhe relembrando para pôr colheres na boca e para se lembrar do que aconteceu ontem. Comeu em 40 minutos. Foi papa. Amanhã será papa também. No fim-de-semana aplico o tempo. Não tenho coragem de o fazer num dia de escola. Sim, eu sei, ele não morre à fome e também sei que nenhuma criança passa fome de propósito, haveria de aprender. Mas eu vou fazê-lo no fim-de-semana, só eu sei como passei o dia de ontem após a manhã infernal e só eu sei como passaria um dia de m**** se o mandasse com fome para a escola. Com o pijama já seria o que seria, então com fome....não, no sábado aplico o tempo, ainda tenho de pensar na melhor maneira e na quantidade...o Maridão diz 10 minutos, eu digo que se ele comer em 20 minutos já fico contente....não sei, o que acham? Eu sei que depende de criança para criança, mas qual o tempo razoável para o pequeno-almoço?
E como fazê-lo entender a noção do tempo? Houve uma altura em que punha um relógio na mesa, mas aquilo enervava-o........
Mais um vez, sugestões aceitam-se!







