Um espectáculo de birra!
É sempre agradável quando o Peste decide brindar-nos com berros num café cheio de gente.
Claro que o erro foi meu, quem manda levantar-me e ir ao balcão perguntar ao N. quanto era? Mas por que carga de água fui fazer tal feito? O que é que passou pela minha cabeça?
Só sei que começo a ouvir em alto som "Eu é que queria perguntar" seguido de um cruzar de braços e uns berros que se devem ter ouvido em toda a vizinhança. Todo o café estremeceu.
Perguntei-lhe se ele queria pagar, mas só berrava cada vez mais. Paguei.
O Pai saíu e eu fui andando para a porta e disse-lhe para vir. Berrava, berrava, com direito a lágrimas e tudo. Que drama!
Agarrou-se às minhas pernas (ai o que odeio que ele faça isto) a gritar "Mãe, mãe, mãe". Tudo olhava para nós.
Consegui sair do café e ele desata num pranto ainda maior e aos gritos diz: "Eu não arrumei a cadeira. Quero arrumar a minha cadeira". Ó senhores.......disse-lhe para ir, mas aos gritos pedia para eu ir também. Lá fui e ele arrumou o raio da cadeira.
Saímos, entrámos na papelaria e em dois minutos já nada se passava.
Estes espectáculos aos 4 anos e meio num corpo que mais parece ter 5 anos e meio não ficam nada bem, nada mesmo.
Ai que se eu hoje pudesse rifar alguém......
Raios partam as birras e a mania dele de GRITAR!








