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quarta-feira, 18 de junho de 2008

O parto do Peste II

Da entrada na Maternidade até ao momento mais feliz da minha vida


Subimos até à Maternidade. Toda eu me contraía. As contracções não me largavam, acabava uma e começava logo outra. Mal tinha tempo para recuperar.
Entrei para o gabinete, uma médica fez-me o toque. 1 dedo. Eu sabia que tinha que chegar aos 10, bolas, tanto tempo e só tinha 1? Vim para o corredor. Mantive-me em pé, andava de um lado para o outro. As pessoas olhavam para mim com ar solidário. O Marido pouco podia fazer, aliás quanto menos falasse comigo melhor, porque eu já mal respirava quanto mais falar.
Mais ou menos 30 minutos depois entrei outra vez para novo toque. 3 dedos. A médica diz que vou fazer dilatação rápida e manda depilarem-me. Dão-me o clíster e a bata e wc comigo. Que bom foi saír do wc com pessoas no corredor e eu de rabo à mostra!

Deviam ser perto das 19h, fui para a sala de dilatação. Estavam lá duas. Uma gritava, berrava. As enfermeiras berravam com ela. Assustei-me.
Puseram-me o ctg e mandaram o marido saír. Que simpáticas. Disse-lhe para ligar para os meus Pais.
A outra não parava de gritar e eu e a que estava ao meu lado olhávamos uma para a outra e contorciamo-nos silenciosamente aquando de cada contracção. Passado pouco tempo a que gritava saíu para a sala de partos e teve a sua menina. Silêncio.

Os Maridos lá foram autorizados a entrar. Eu sabia que o meu estava farto de chatear um enfermeiro para entrar. LOL. Deviam ser uma 19h30 quando vêm fazer o toque novamente. Primeiro à outra, depois a mim. 3 dedos e meio. Se quer levar epidural tem de ser agora porque vou jantar. Ainda não sei. Não queria levar, acha que ainda demora muito? Você só tem o bébé lá para a madrugada. Tem a noite toda pela frente. Disseram o mesmo à outra que decidiu levar e foi-lhe administrada. Depois foi a minha vez, acedi perante o cenário de uma noite inteira assim, tive medo de perder forças. As dores eram insuportáveis e deitada na cama não me podia pôr como queria.

A anestesista demorou uns 30 minutos ou mais comigo. Comecei deitada. Toda eu tremia. Mandou-me sentar e a enfermeira segurou-me as pernas. Refilou que eu era muito magra, tinha os ossos da coluna muito salientes. Francamente. Acabou já passava das 20h. O maridão entrou. O cheiro a frango era insuportável. As enfermeiras deviam estar a jantar. Eu já estava bem, já não sentia dores, as contracções lá continuavam mas eu só sabia porque acusava no ctg.
Por volta das 20h30 sinto algo estranho. Uma vontade tremenda de evacuar, de fazer força. Afinal o que diziam da vontade de fazer força ser igual é mesmo verdade. Digo ao Marido para chamar a enfermeira, que algo se estava a passar.
Ela entra a rabujar, coitada, interrompemos o jantar. Viu a outra primeiro embora tenha sido eu a chamá-la e segue para a sala de parto. Vê-me a mim e sala de parto comigo.

É agora. Eu estava radiante. Não sabia o que me esperava, mas só pensava no meu Pestinca que finalmente ia conhecê-lo, cheirá-lo, senti-lo. O Marido pede para assistir. Recebeu um Não. A simpatia abundava.
Entrei já a outra estava numa cadeira e a gritar, estava vermelha e transpirada. Sentei-me na "minha" e agarrei-me aos ferros de suporte que tinha de lado. O suporte do lado direito estava partido, pelo que não fez efeito nenhum e o meu corpo escorregava para baixo pois não conseguia segurar-me em lado nenhum.

A enfermeira gritava comigo para eu não caír e me segurar. Eu gritava de volta que o suporte estava partido e não conseguia. Toda a minha tranquilidade desvaneceu, toda a serenidade que eu ansiava no momento que iria conhecer o meu filho foi-se....o que eu tinha idealizado não estava a acontecer com aquela bruta insensível...

Entretanto a outra à minha frente tinha uma médica a fazer-lhe o parto. Vi os fórceps e vi a bébé nascer. Tudo isto não facilitou em nada a minha concentração. Podiam ter tido a decência de ter fechado a cortina. Mas a simpatia continuava a reinar. O relógio marcava 21h15.

Eu já não sabia o que fazer mais, sem suporte para o braço direito, sem onde agarrar, não era fácil. E a epidural tirou-me a sensibilidade de onde fazer força. E as minhas pernas tremiam e de que maneira. A enfermeira chamou a médica e trocaram de lugar. Entrou uma auxiliar estagiária que ao ouvir-me berrar pela milésima vez que não tinha culpa de escorregar porque a cadeira estava partida, me ofereceu os braços dela para agarrar. Foi a única pessoa simpática que conheci durante a minha estadia naquele hospital. Era difícil ter de fazer força para o meu corpo não escorregar e fazer força para expulsar o Peste. Ainda por cima eram duas forças contraditórias, uma anti-gravítica e a outra não.

Às 21h25 nasceu. Foi puxado com ventosa, até hoje não sei a razão porquê. Na altura não me disseram nada. Só soube no dia seguinte quando vi escrito no berço dele e ninguém sabia responder porquê, a médica não estava de serviço...a simpatia abundava...

21h25, 4º feira, 29/09/04 aconteceu o milagre por que eu ansiava. Tinha tido o meu filho. Que alívio aquando da expulsão, que alívio sentir todo o seu corpo saír de dentro de mim. A primeira coisa que perguntei foi porque ele não chorava, tinha a ideia de que mal nascessem os bébés choravam. Assustei-me, mas foi por nem dois segundos pois ele acusou logo ter bons pulmões!
Que magia tê-lo em cima de mim, olhá-lo nos olhos, acariciar a sua pele e dizer-lhe as primeiras palavras "Halló, littla krútti pútt, ég er Mamma thín, littli ormurinn minn".....traduzido à letra "Olá, fofinho pequenino, sou a tua Mãe, meu minhoquinho"...
Senti o corte e costura mas nada interessava.............nada me tiraria, nem tira aquele momento, aqueles instantes. Eram momentos nossos e eu desejei tanto que o Pai ali estivesse para partilhá-lo....o que ele perdeu, aqueles instantes, os primeiros momentos fora do meu ventre...
3.390kg, um lindo e belo rapaz. Limpinho, pouco cabelo, claro, olho azul. Perfeito. Foi um recém-nascido bonito. Mesmo muito bonito. É um menino bonito.

Levaram-no para aquecer e eu fiquei em pânico. Trataram de mim e só queria que se despachassem para ir ter com ele. Passei no corredor. Vi toda a gente. O Maridão a primeira coisa que me diz é que o D. é lindo e parecido comigo. A minha Mãe diz que é igual a mim quando nasci. Toda eu rebentava de orgulho e sorria para todo mundo. Não podia estar mais feliz. Já nem me lembrava da brutidão com que fui tratada momentos antes. Nada interessava já. Tinha o meu bem mais precioso e queria-o ao pé de mim.

Fui para o quarto e trouxeram-no para mamar. Ele não pegou. Uma enfermeira veio ver se tinha leite, sem perguntar nada apertou-me a mama. Tinha leite sim. A teoria dela era que os rapazes eram muito preguiçosos para mamar. Estúpida. Foi buscar um mamilo de silicone e pô-lo no meu peito. Ele mamou. Eu triste e ela toda contente porque a sua teoria estava certa. Estúpida. Eu na minha santa ignorância e inexperiência de primeira vez, com as hormonas e o cansaço ao rubro de ter acabado de passar por um parto, deixei-a fazer aquilo. Bem que insisti para ele aprender a pegar no mamilo depois disso, mas ele simplesmente não mamava. E adormecia logo, com ou sem mamilo. A amamentação em exclusivo foi sol de pouca dura infelizmente. Tenho de atribuir alguma culpa às enfermeiras daquele hospital. Podiam ter-me auxiliado mais, podiam ter sido mais simpáticas, as coisas podiam ter corrido melhor. Da minha parte, lamento a inexperiência, a vulnerabilidade e o cansaço.

Levaram-no outra vez para o berçário para aquecer, limpar e vestir. Já era meia-noite. Eu pedia a toda a alminha que me tirassem o soro. Não podia ser. Mas porquê? Já nem deita nada, o saco está vazio, tirem-me isto por favor. Foi a parte que mais me custou durante todo o trabalho de parto, foi colocarem o soro e ter de ficar com aquilo. O tempo passava. Por volta das 2 da manhã levanto-me para ir buscar o meu filho já que nunca mais mo traziam. Quase que desmaiei e caí em cima da cama. Uma auxiliar que estava a passar diz-me que não me posso levantar assim sózinha. Mas eu quero o meu filho, porque não mo trazem? Só o trazem depois de ter tomado banho e ter andado pelo seu pé. Ahhhh, porque não me disseram isso logo?
Mais um pouco e fui tomar banho. Não quero sequer relatar aqui a nojeira que são aquelas casas-de-banho.

Trouxeram-no para ao pé de mim e fiquei acordada o resto da noite a olhar para ele. Deitei-o ao pé de mim, queria senti-lo, queria protegê-lo, queria que ele se sentisse amado, protegido, acarinhado, queria que ele me sentisse, afinal passámos 39 semanas e 5 dias juntinhos e tínhamos sido separados. No dia seguinte de manhã ouvi uns belos comentários do mal que estava a fazer com ele na minha cama, que ia habituá-lo mal, etc, etc, etc.
Mas o que é que têm a ver com isso? Habituá-lo mal? Nunca tinha ouvido disparate maior. Farei o que achar melhor para ele e para mim. Sempre foi assim. Sempre será assim. Nem respondi a tais absurdos comentários como é óbvio. Eu estava noutra dimensão. Estava apaixonada!

Na 6ª feira, dia 1/10 suplicava para ir para casa, Era o dia do meu aniversário e o último local onde o queria passar era ali. Só fui para casa no sábado antes de almoço. Chorei grande parte da minha estadia no hospital. O D. também. Berrava dia e noite e isso não se alterou nos primeiros meses de vida dele.
Mais tarde descobri que era um bébé irritável. Foram meses muito complicados, mas o que preservou a minha sanidade mental foi ele sempre dormir bem e longos períodos de noite. De dia se dormisse 20 minutos de cada vez era muito. O resto do tempo ou estava a comer (e comia tanto....aliás ainda come) ou estava a berrar!

O tempo que passei naquela maternidade foi horrível. Jamais terei lá outro filho. Esta decisão foi tomada ainda durante a estadia. O que vale foi eu ter aguentado até às últimas em casa até ir para lá e que entre o dar entrada na maternidade e ele nascer, passaram somente 3 horas. Ao menos isso!

É incrível que quando o vi pela primeira vez, quando o olhei nos olhinhos, quando o senti, não estranhei. Ele era exactamente como eu tinha imaginado e embora fosse a primeira vez que o visse, parecia que o conhecia desde sempre.

E foi assim que terminou a minha primeira gravidez e começou uma nova etapa na minha vida. A mais feliz e preenchida até agora.

Amo-te tanto, tanto, tanto Pestinca!

29 comentários:

Inês disse...

Eu tive lá o meu filho na semana anterior, por pouco não no encontrávamos e não tive problemas nenhums. Isto só para te dizer que a equipa é tudo, nem tanto o sítio, mas as pessoas. Não teria problema em ter lá outro filho, embora ache que as instalações são péssimas.
É verdade que no particular as pessoas têm outra disponibilidade, até porque têm menos pacientes.

No particular, se por um lado não adiam cesarianas ao máximo, (como acontece em geral nos hospitais públicos) também fazem as cesarianas e os partos induzidos em excesso, por motivos que nem sempre têm a ver com o bem estar do bebé e da mãe.

Quando tive a Rita eu era a única numa ala com 10 quartos, tinha toda a equipa só para nós, às vezes essa atenção também se torna demais, mas isso depende do feitio das pessoas, eu detesto entrar numa loja vazia, só com a empregada, parece que segue todos os movimentos que faço, quero ver qualquer coisa e sinto o olhar da pessoa; no hospital é a mesma coisa, às tantas queria ficar sozinha, queria chorar pelo facto de a minha princesa estar na encubadora sem que ninguém me viesse acalmar. Por outro lado quando tive que vir para casa e ela ficar lá senti-me tranquila (dentro do possível), com confiança nas pessoas.

Bem, acho que não ajudei nada. Esquece tudo isso, o sítio pouco importa, o que realmente interessa é que vais conhecer o teu bebé mais pequenino. E embora as coisas possam não correr exactamente como idealizaste mantêm-te calma até ao fim.

Bjs

sil disse...

Cada caso é um caso...

Tive os meus dois filhos no Amadora-Sintra, o Pai só não pôde assistir porque foram os dois cesariana... Fui super bem tratada... O JP tb não pegou na mama à primeira, mas as enfermeiras foram de uma paciencia extraordinária...avisaram-me sempre que ele tinha de sair dali a mamar e assim foi...

Do Afonso, como não tinha feito uma última análise antes de o ter, só me dariam alta depois do resultado da mesma...chorei muito quando vi as outras mães terem alta e eu não...mais uma vez as enfermeiras foram um espectaculo, sem eu saber de nada, telefonaram para o laboratório e disseram que eu estava muito mal e que tinham de ter os resultados com urgência...eram 23:30 estava eu a telefonar ao Maridão pois já tinha alta, tudo graças as enfermeiras, auxiliares e até ao médico que estava de banco (que elas foram buscar para me dar a alta)...

Vais ver que tb vais ter a mesma ou até melhor sorte com a equipa...

Estou desejosa que nasça o teu pezuquinho e que venhas aqui contar tudo...

Bjos
Sil

cvcsvg disse...

Bem.. mas que hospital é esse? Fazer de um dos momnetos mais bonitos da nossa vida um stress!!Estupidas enfermeiras..

Mas fora isso foi um relato muito bonito!

Já decidiste onde vai ser agora?

Beijocas grandes

me disse...

Só uma mãe pode escrever um texto destes e fazer transparecer tanto amor! Parabéns!

Em relação ao parto, cada caso é um caso! Os meus nasceram os dois de cesariana na Cuf, mas sempre com a minha médica que é um amor e escolheu a equipa que a acompanhou.

A ti, seja no público ou no privado, só te desejo muita sorte!

Bjokinhas

María disse...

Inês,

Eu fui para lá porque tinha amigas com bons relatos de lá e entre um público ou outro, optei pelo mais perto de casa....tive azar...mas também foi mesmo um grande azar em 2 dias e meio, ter apanhado equipas várias e todas, mas todas assim. Brutas, antipáticas....

A única pessoa de que me despedi e me tratou como pessoa foi aquela estagiária.

De resto senti-me como mais uma que estava ali a dar trabalho....e o mesmo sentiram as minhas companheiras de quarto :(

Bjnhos

regina disse...

O teu relato foi muito bonito, apesar das coisas menos boas que passaste nesse hospital, conseguiste dar a volta por cima e dar importância ao que realemnte era importante, o teu filhote! Não me imagino a ter um parto assim, nem a ser assitida assim. Espero que desta vez corra tudo pelo melhor e que tenhas uma hora ainda mais pequenina. Beijocas

Paula Sofia Luz disse...

Acreditas que não me lembro da cara de nenhuma das enfermeiras? Apanhei de tudo, em Leiria, mas não desgostei. O problema foram as dores (parto induzido), sem epidural, o que acabaria por terminar numa cesariana.Lembro-me dos médicos, que eram smpáticos.
Desta vez vou para Coimbra. Pelo menos há epidural sempre. De resto, acho que é mesmo uma questão de sorte. bj

Vendas disse...

Oh Maria, que lindo relato. Não fazia ideia que te tinham tratado assim, ele há profissionais em Hospitais que não deviam nunca ter lá entrado, enfim... O que interessa é que no fim tudo correu bem e vocês estão óptimos!

Bjs

Andreia disse...

Desculpa, mas o teu relato foi arrepiante... nem imagino os momentos de terror que deves ter vivido com aquela gente estúpida! :( Valeu-te o teu tesouro, tê-lo nos braços...

Adorei o teu relato, apesar dos moments que lá viveste!!!

Como te disse, tive a Joana no público e a minha experiência foi das melhores. A equipa era fantástica, até beijinhos me davam. Fui eu que tive o previlégio de tirar a Joana. A enfermeira perguntou-me se eu queria tírá-la e eu disse que sim! Foi um mmento único. Pegar por baixo dos ombrinhos dela e tirá-la, não dá para descrever. O pai assistiu a tudo e foi ele que cortou o cordão umbilical. Não levei um único ponto e fiquei logo pronta para outra... A Joana ficou logo a mamar ainda despidinha e tudo.

Como vês, cada caso é um caso e também acho que é uma questão de sorte!

Acredita que agora vais ter o teu bebé de outra forma, seja onde for... porque tu mereces isso, sabias?

Bejinhos

Inês disse...

E agora já decidiste?

Bjs

Zá disse...

Maria... estou arrebatada com o teu texto! Se há coisa que me deixa emocionada é o relato de um parto.

Mas realmente querida, não tiveste sorte nenhuma com a equipa. Gritar contigo? Grandes bestas!

Beijo grande, ansiosa por poder lêr aqui o relato do parto do Pilôncusa.

Anabela, Lara e Miguel disse...

vais ver que agora vao ser mais simpaticas

eu tb desesperei lá com certas opessoas, nao entendo hoje como nao fiz reclamação por escrito

Anabela, Lara e Miguel disse...

vais ver que agora vao ser mais simpaticas

eu tb desesperei lá com certas opessoas, nao entendo hoje como nao fiz reclamação por escrito

Unknown disse...

Fiquei emocionada com o relato. é pena k um dos momentos mais bonitos da nossa vida não seja acompanhada por profissionais mais humanos. Espero k desta vez tenhas uma equipa decente e k o maridao possa assistir.
De resto e como diria o meu avo, o que se quer é uma horinha boa e uma parteira alegre!
beijinhos,
maecris
maecris

sonho de bebé disse...

Que emocionante parto!
Ai como eu sei como tratam as pessoas nesse hospital! Ainda bem que só lá tive o meu segundo filho senão asseguro-te que ficaria traumatizada! A Camila nasceu lá por cesariana e o meu marido só soube que ela nasceu quando eu ia a passar para o quarto, ninguém lhe disse nada sobre o nascimento, é inadmissivel! E o facto do teu marido não ter assistido ao parto tb é inadmissivel. E as casas de banho só duas para aquela gente toda!Enfim!
O que vale é que agora vais ter outra experiência muito melhor!
O Pestinha nasceu bem e isso é o mais importante!
Beijinhos

Spoon disse...

(de lágrimas nos olhos...) Apesar de toda a estupidez desse pessoal médico, que não tem nada de humano, foi um momento lindo e agora muito bem contado... Obrigada por partilhares!

Eu nem pensar em público - só tenho maus relatos e más experiências...

Beijos!

Ana disse...

A Bárbara nasceu no privado porque tinha de ser cesariana e porque eu n confio no hospital publico da nossa área, que ainda para ajudar estava em obras.

Estive sempre acompanhada pelo meu marido e fui mt aparicada, só n gostei pq a Bárbara tb n pegou logo na mama e as enfermeiras foram buscar um biberão e deram-lhe...

Cada caso é um caso e o importante é q estás quase a ter o teu bebé juntinho de ti!!! E vai correr tudo bem!!!

BJs

T disse...

Credo, mulher, agora percebo as tuas hesitações. Chiça!
Eu, no meu primeiro parto, tive má experiência, na fase não de parto, mas de maternidade, mas, comparada com a tua, foi uma maravilha. E desta vez tive zero queixas... Mas com esse cenário... Chiça...

Inês de Castro disse...

Ai maria...que relato incrivel. e realmente podiam ter fechado as cortinhas da outra senhora..Enfim.
Adorei as primeiras palavrinhas, apesar de que se não tivesses colocado a tradução eu não perceber nada..mas isso agroa não interessa.hehe
Beijocas

Rita disse...

Eu, que acabei de fazer uma formação de Doula, estou chocadissíma com esta descrição de parto.

Perante tais condições, foste mesmo muito forte!!!!

Beijo

Lilly disse...

Linda mamã que tu és:))))

vais ver q desta vez vai correr melhor...
Já vais com a escola toda...

beijinhos

Docinho disse...

Sem palavras... fiquei a viver o relato...
A minha experiência na CVP correu lindamente... fiquei com uma ideia de que tudo é assim... fácil... vamos ver no próximo(a)...

Um beijo... a regressar

Carla - Vida a 5 disse...

Adorei ler este relato. Eu adoro ler relatos de partos.
É preciso ter muita sorte com a equipa que se apanha.
Do parto da Patrícia não tenho nada a apontar, a não ser a médica de serviço que só dava palpites sem fundamento, mas como o resto da equipa a ignorava eu também a ignorei.
Da Mariana as enfermeiras andavam contrariadas, mas até nem foi mau de todo.

Agora parir com outra mulher no mesmo quarto???
Isso nem os animais, que horror. Não me importo de ficar no quarto com meia duzia de mulheres, até é melhor assim quando vamos tomar banho ou comer está lá sempre alguém, mas no mesmo quarto a fazer a dilatação é que não.

Se o primeiro parto foi tão rápido, deste ainda vai ser mais. Vê lá se no dia já te decidiste, senão arriscas-te a ter a criança no caminho :)

Beijocas

Nucha disse...

Adorei saber os pormaiores :))
És uma mãe fantástica!!

De facto, o parto nesse hospital, não foi uma experiência muito positiva, mas o que interessa é o "resultado final" e esse sim, é muito bom!!

Como sabes, as minhas duas experiências foram no público e correram muito bem; mesmo a falta da epidural já está esquecida.

Mesmo assim, continuo a achar que, se tens alguma inclinação para o privado, vai. Para não ficares sempre a pensar que poderia ter sido melhor.

E também acho que seria melhor "programar" o parto para ser feito pela tua médica. Vais ver que estarás muito mais tranquila.

Um grande beijinho

Mónica disse...

Bem, que relato! Que filme de terror por que passaste. Só mesmo o desfecho- feliz- para salvá-lo!! (o filme, claro!)
E a indecisão continua...
:)
Bjinhos gds.

Paula disse...

Lindo! Adorei ler-te... Tenho é mesmo muita pena que tenhas passado o que passaste com a equipa, instalações e afins. Se desta vez optares pela CVP acho q não te arrependes, eu adorei, as pessoas foram do mais fantástico, apesar de cesariana (teve mesmo de ser, a cabeça do Gonçalo era gigantesca e para além disso, ele não descia), o pai esteve sempre comigo, ele desde que nasceu a até sair do hospital NUNCA teve sem um de nós com ele, só para eu ser cosida e tomar banho é que ficou com o pai. Estava a mamar 30 minutos após ter nascido (foi assim que cheguei ao quarto). Lá são completamente contra mamilos de silicone, chupetas e afins; nunca sequer insinuaram dar suplemento. Foram realmente fantásticas, de um carinho imenso connosco.
Qualquer coisa q precises por favor não hesites em falar comigo! ;O)

Beijo enorme e boas decisões.
Paula

missHoneyWhite disse...

Estes relatos trazem-me remniscências e fazem-me chorar..... Se me conhecesses saberias que eu nunca (ou muito raramente) choro, mas ando como tu, vulnerável, muito, muito sensível!...
Adorei ler o teu relato. Muuuuuuitos sentimentos idênticos. :)

Anónimo disse...

Onde é que tives-te o teu "peste" mesmo? Eu tive a Dani no público e adorei (excepto as dores claro). Foram todos impecáveis, tanto enfermeiras, como médico. Ok ... foi induzido para que fosse o obstetra a fazer o parto e não sei como seria se não fosse assim, mas...! O meu parto foi curto ... só 5 horas e passou a correr. Quando dei conta já estava na hora ... isto porque estava a contar estar lá umas valentes horas. Estive desde o início na mesma sala "particular" com o meu marido e música. Só não levei eu cd's porque não sabia que isso era possível. O marido esteve ao meu lado desde que entrei na sala ainda sem grandes contracções até ao fim. As enfermeiras foram impecáveis e muito comunicativas. As nossas conversas ajudaram a descontrair. Fiz a dilatação muito rápido e quando veio a anestesia já estava com vontade de evacuar e ninguém acreditava em mim ... acharam que eu estava a exagerar. Ou seja, quando a anestesia começou a fazer efeito já o bebé tinha nascido. Para a próxima nem sei se quero anestesia. Depois levei o comentário da anestesista (e que antes tinha falado comigo como se eu estivesse a exagerar) que o próximo filho nascia a meio do caminho ... hehehe! A única razão de queixa foi na enfermaria. Enfermeiras que achavam que tinhamos a obrigação de nascer ensinadas, pouco ajudaram ou poucos conselhos deram ... excepto uma que me deu um conselho que ainda hoje me lembro como se fosse ontem. E excepto umas estagiárias que lá estavam no dia que tivemos alta. Foram impecáveis, embora me tivesse sentido uma cobaia, pois estavam acompanhadas de estudantes do 2º ano se não me engano. Hehehe! Até cheguei a pedir um remédio (sem importância) que o obstetra mandou pedir à enfermeira e que nunca veio. Até nisso o obstetra foi impecável ... depois da hora de serviço foi ver as suas pacientes à enfermaria para ver se estava tudo bem com as mamãs. Ou seja ... pouco tenho a dizer de negativo para além das dores.
Vais ver que este parto vai correr tudo bem e vai ser bem melhor.
Beijinhos
Lurdes

Álefe Souza disse...

Ô, miga. É tão emocionante a história de nossos pimpolhos. Que bom que no fim deu td certo, apesar de toda a "simpatia" das "profissionais". Eu tive sorte de ser assistida por um médico, mas só pq a prima de meu marido e minha cunhada trabalham na maternidade, senão talvez até hj estivesse tentando ter o Yuri. rsrs.

Bjinhos