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quinta-feira, 22 de março de 2007

Crianças hipersensíveis

Algumas crianças recusam-se a desenvolver uma vida social plena.

Geralmente, dizemos que uma criança é hipersensível ou tímida quando manifesta comportamentos de falta de segurança, de confiança e retraimento nos seus contactos com outras pessoas.
Algumas crianças recusam-se a desenvolver uma vida social plena. Não querem ir aos aniversários, não cumprimentam as pessoas, custa-lhes integrar-se em lugares onde há muita gente…


A angústia do estranho


O primeiro momento em que se observa esta hipersensibilidade é normalmente por volta dos 8 meses, quando a criança começa a manifestar comportamentos que podem ser confundidos com timidez, mas que na realidade correspondem ao que chamamos “angústia do oitavo mês” ou “angústia do estranho”.
Algumas das manifestações podem ser de desagrado, choro ou ansiedade, na presença de estranhos. O que na realidade acontece é que a criança começou a distinguir a sua mamã das outras pessoas, e por isso também está mais consciente da sua ausência, o que a aflige.


Jogos de “esconde-esconde”


Outras manifestações da angústia do oitavo mês podem apresentar formas mais atenuadas, que incluem o facto de se esconder por detrás da mamã, tapar o rosto, baixar os olhos, etc. Como todos estes comportamentos também estão presentes nas crianças tímidas, existe a possibilidade de confusão.


A timidez


Por volta dos 2 anos, as crianças começam a desenvolver hábitos sociais. É provável que na interacção com outras crianças se observem indícios de timidez. Não é obrigatório que uma criança que seja tímida num determinado momento o continue a ser pelo resto da vida.
O que pode acontecer é o seu ambiente não a ajudar a gerir a ansiedade e estes momentos, em princípio isolados, converterem-se numa modalidade de comportamento que acompanha a criança no seu crescimento, limitando o seu desenvolvimento social.
A timidez é uma coisa que todas as pessoas sentem algumas vezes e, na maioria dos casos, corresponde a situações passageiras. Também devemos ter em conta que é de esperar um certo grau de timidez nas crianças, sobretudo quando são mais pequenas e perante situações desconhecidas.


Sem amiguinhos


O sinal de alarme existe quando uma criança em idade de se socializar não consegue fazer amigos, aprender adequadamente na escola, pedir ajuda quando necessita, falar em frente de outras pessoas, ou quando só se sente segura junto da mãe e tem grandes dificuldades em separar-se dela.
Nestes casos a timidez coloca a criança numa situação de isolamento que, quanto mais se consolidar, mais dificilmente poderá ser modificada.
Nas escolas é fácil detectar as crianças que têm estas dificuldades, porque geralmente não brincam no recreio e não participam nas aulas. Muitas vezes este comportamento retraído não corresponde ao comportamento da criança em casa.


O mutismo


Nas situações mais complexas pode chegar a haver mutismo, ou seja, a criança não fala quando está fora de casa.


Como ajudar a criança?


- Criando sentimentos de confiança;
- Evitando rotulá-la como tímida e não permitindo que outros o façam;
- Não pressionando para que mude;
- Animando-a e motivando-a a desenvolver situações sociais, por exemplo, convidando amiguinhos para casa;
- Não protegendo em demasia, pois isso só reforçará o seu comportamento retraído e o sentimento de incapacidade;
- Estimulando-a a falar sobre as suas emoções, sem a forçar nem repreender quando não o consegue;
- Não falando por ela, pois se aquilo que representa uma dificuldade para a criança é tão facilmente solucionado pelos pais, ela não sentirá um grande incentivo para modificar;
- Elogiando as suas vitórias.


A caminho da independência


Porque a confiança e a segurança que uma criança tem em si própria são construídas a partir de situações reais, conflitos e desafios que no decorrer de cada dia se vão apresentando, à medida que as crianças crescem, devem a pouco e pouco distanciar-se saudavelmente dos seus pais, para progressivamente se integrarem e desenvolverem no mundo dos adultos.
Estimulá-las e apoiá-las nos seus progressos são condições fundamentais para fortalecer os sentimentos de confiança e de segurança em si próprias… uma herança essencial para a vida.


Balanço: acho que não me devo preocupar por enquanto e ter esperança que seja uma fase passageira, porque é somente nos parques e com crianças estranhas que ele fica inibido e não brinca. Na escola é social e aprende tudo; em casa e com amigos também. Vai a festas e embora demore a socializar, acaba por o fazer. Agora cabe a nós, pais, tal como já tinha escrito aqui incentivá-lo, elogiá-lo e aumentar a sua confiança e segurança. Será que devo deixá-lo mais vezes com os meus pais? É que ele está sempre comigo, é raro deixá-lo...sei que o tema já é maçador, mas para mim isto é uma questão preocupante e todos os conselhos e opiniões são sempre bem vindos e ajudam....Dia 3 vamos à pediatra...

9 comentários:

Anónimo disse...

Olá

Estive a ler com interesse o teu post.

Tb acho que não te deves preocupar em demasia, por como dizes ele brinca na escola e tudo.

Quanto a deixa-lo mais com os avos... olha eu sinceramente acho que não passa por ai.. mas como eu tenho uma opinião um pouco difernte sobre o papel dos avos... é melhor leres outras sugestoes.

Acho que deveriam voces pais,sairem com ele, irem ao jardim e tentar convidar um ou outro menino lá para casa.

bjs

alice+duarte

Cláudia disse...

Joga bastante com ele... Aqueles jogos tipo cabra-cega, etc.
Vai introduzindo pessoas/crianças nos jogos, aos poucos...
bjs

Anónimo disse...

olá..tantas novidades...
olha eu acho que lhe vai passar ,não te deves preocupar muito..o Di por exemplo anda muito assustado ultimamente a educacdora até comentou que or vezes basta chamar por ele que ele se assuta...eu acho proprio da idade..como tu dizes cabe a n´s fazer com que passe com aclam..
beijinhos

Maria disse...

Compreendo perfeitamente a tua preocupação, mas acho que é normal algumas crianças serem mais tímidas do que as outras. Mas ninguém melhor do que o pediatra para te ajudar! :)

Beijinhos grandes!

Unknown disse...

Obrigado pela partilha!
Já sabes que tenho uma assim,lá em casa, foi bom confirmar a idéia que tinha de como lidar com a stuação :)
Beijocas

viviana disse...

nao te preocupes em demasia!!! jokas fofas e um bom fds

Cristina disse...

Tens que dar tempo ao tempo, sem pressionar. Podes pensar que é selectivo...:)
O importante é na escola e em casa ele estar socialmente adaptado. E é o que acontece...

Bjos

Cristina

Anabela & Lara disse...

nao te deves preocupar em demasia
eles passam por fases, e essa pode ser uma fase

jocas e bom FDS

maria-joão disse...

Lembro-me perfeitamente que quando me chamavam timida ou envergonhada, aí então é que eu já não abria mesmo a boca. A palavra timida... ainda hoje não consigo aceita-la. Considero-a mesmo ofensiva. Sei que não é... mas é como sinto.