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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sábado de manhã

decidimos saír e ir passear por Reykjavík.

Ao chegar ao carro o Maridão pela primeira vez na vida teve de fazer isto:


Ainda sentimos uns floquinhos de neve sobre a nossa face, mas foi só isso mesmo. Frio muito, gelo muito, neve muito pouca :(




Este monumento gigante é a Igreja de Reykjavík.



Um pouco diferente da nossa movimentada Av. da Liberdade em Lisboa, mas é o nosso Laugardagsvegur (trad: estrada de sábado) onde se passeia e se faz compras. No Verão digo-vos que é muito movimentada, só turistas e chineses e italianos então são mais que muitos. Neste dia estava particularmente frio e como se não bastasse estava um vento horrível que nos gelava a cara.
O Pestinha bem tapava a cara com o cachecol e as lágrimas saíam dos seus olhinhos de tanto frio que sentia....foi por isso mesmo que o nosso passeio foi curtinho, ele só pedia para ir para casa porque tinha frio na cara...tadinho...




Nota: podem clickar nas fotos para ampliar. Notem que está escuro mas eram umas 11 horas...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O resto da "trupe" chegou

na sexta-feira e houve logo uma jantarada em casa da Hanna Lóa, uma das filhas da Kristín e do Fridjón que são amigos da Amma e do Afi desde os tempos em que viviam na Islândia, ou seja, há mais de 40 anos. Eles têm 3 filhos que por sua vez são amigos da minha Mãe e do meu Tio Kalli. Têm 7 netos de quem se gabam muito e gozam muito com a Amma e o Afi que só me têm a mim, mas eu valho por 7 acreditem quer em birras, teimosia e inteligência, modéstia à parte ih ih ih!

Mal entrei na casa deles abracei a Kristín e ela levou-me para o quarto onde os netos brincavam. A minha Mãe estava atónita por eu ter ido. Eu quis mostrar que era um menino crescido e independente e fui.


Este é o quarto do Arnar.
Depois jantámos todos juntos e eu claro está, fui o palhaço de serviço. Mas foi só para os conquistar! Fazia palermices com a comida na boca para eles se rirem. Resultou pois brincaram imenso comigo e deixaram-me brincar com os brinquedos todos!

Reconhecem-me no meio dos loiros??? Eh eh eh passo bem por islandês, ou não?
O que mais gostei foi as espadas (ai a minha Mãe ia tendo um treco..) e da guitarra:


Brincámos muito e quando reparava que a minha Mãe olhava para mim dizia-lhe: não olhes para mim, olha para outro lado!! Ela não entendia nada....


Este é o quarto da Hekla.

A mesa dos adultos:


A minha Mãe é esta aqui de costas. O meu pai está a tirar a foto. Não lhes liguei nenhuma a noite toda. Só por 2 vezes (!!!!!) fui ter com eles: 1 para abrir um chupa e outra para fazer cócó! A minha Mãe só dizia que queria que eu nas festas em Portugal me portasse assim! ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah

domingo, 25 de novembro de 2007

Imagens da minha terra

São perto das 10 da manhã e lá fora é assim....





Agasalhamo-nos bem e vamos passear por Hafnarfjordur, a terra natal da minha Mãe. Tínhamos de ir ao banco trocar euros por coroas e comprar flores para ir ao cemitério visitar o Tio tão amado...





Quando chegámos perguntei à minha Mãe onde é que ele estava e ela explicou que ele tinha morrido e que agora esta era a sua linda casa...como ela já estava a chorar até parece que entendi que o assunto era muito sensível e nem perguntei mais nada, eu que costumo fazer 30 mil perguntas sobre tudo....mas há-que ser sensível e acho que estive à altura. Foi a 1ª vez que a minha Mãe visitou o cemitério já que quando ele faleceu eu estava na barriguinha e já tinha 20 semanas e ela não pôde viajar...



Não se vai à Islândia sem se comer um cachorro-quente é daquelas coisas que se tem de fazer. As salsichas são bem melhores e se vos disser que só houve 1 dia em que não comi um....não estou a mentir e a minha Mãe já baniu salsichas cá de casa por 1 mês!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Cheiros

Eu tenho e sempre tive um olfacto muito apurado. Tudo me cheira a algo e consigo distintamente imaginar o cheiro das casas (por ex.) dos meus familiares e amigos. Consigo sentir tão bem o cheiro da casa da minha Amma e Afi na Islândia e fiquei tão feliz quando lá fui e o cheiro é ainda o mesmo.

O Peste agora constantemente onde quer que esteja se lhe cheira a algo pergunta:

Que cheiro é este?

Começou na viagem para a Islândia, assim de um momento para o outro. Tudo tinha de ter um cheiro. Cada sítio onde entrasse e sinceramente havia alturas que tinha de lhe dizer que não sabia, há cheiros indescritíveis, então dizia que aquele sítio cheirava assim.

A minha dúvida é esta:

Terá o meu filho saído a mim com este olfacto apurado ou é uma fase característica da idade?

Mães na blogosfera, dêem-me a vossa opinião sobre estes cheiros!!!!!



P.S - sei que têm muita curiosidade em ver mais fotos da minha terra, só que este post tinha de saír hoje enquanto a memória não me falha! Os próximos posts terão as fotos mais lindas que já viram!!!!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Do aeroporto e aviões

Passámos em 3 aeroportos, Lisboa, Heathrow e Keflavík e andámos em 2 aviões em cada viagem.

O Peste ia com uma lavagem cerebral bem vincada de que teria de se portar bem nos aeroportos se não não o deixariam ir no avião. Não podia sair de ao pé de nós e teria de ter muita paciência e andar no carrinho dele para ser mais fácil para nós. O único problema aqui é que quando se aborrecia de estar parado no carrinho, tipo para fazer o check-in, e se eu não estivesse a segurar no carrinho, este ganha pernas! Ele já é tão comprido que chega com os pés ao chão e voilá, toca de fazer manobras!

Ele adorou tudo, estava tão excitado! Aqui está com a Tia e o Afi em Lisboa:


Já tínhamos sido revistados, que seca, tirá-lo do carrinho, dobrar o carrinho, pô-lo no tapete, tirar cinto e relógio e ainda estar com atenção ao miúdo! Tem de passar uma pessoa de cada vez e ele, nem sei como, ia logo a correr ter com o segurança do outro lado. Sentiu-se muito importante por ter sido revistado! Tão importante que ficou todo ofendido por o segurança em Heathrow não o ter revistado! Lá pedi ao segurança para o revistar e ele teve direito a 2 seguranças, um com o detector de metais e tudo! Que pena não ter a minha máquina na altura (estava a passar no tapete) mas haviam de ver a cara dele, de bracinhos esticados e 2 seguranças de volta dele! Pelo menos foram muito simpáticos, ao contrário do que se diz dos ingleses, o pessoal do aeroporto é muito simpático!


Já no avião não dispensou uma boa leitura, a Visão Junior, ih ih ih
Tenho de deixar aqui registado que a TAP é uma trampa com as crianças. Não lhes dão nada para os entreter. Na Iceland Air, dão às crianças, mal o avião descola, uma conjunto de coisas: livros e lápis para colorir, autocolantes para colar em livro, jogos, baralhos de cartas, mais um livro que não abri por dizer 6+ e ainda outra coisa que agora não recordo o que é. A TAP, nada. No voo para lá quando ele já estava farto das coisas dele perguntei à hospedeira se não tinham ofertas para as crianças e lá me trouxe um puzzle de peças pequenas que teve de fazer com a minha ajuda pois é dificil.


Em Heathrow ganhou este belo avião que deu para o entreter enquanto esperávamos pelo outro avião.
Aterrámos no frio, congelámos à procura do carro de aluguer e o Peste adormeceu no caminho de casa dos meus tios. Aliás, já estava a dormir no avião....
No dia seguinte acordámos na minha terra que embora longe dela há mais de 20 anos, continua a ser-me tão familiar...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Regressámos

Ontem ao fim da tarde.

Regressei sem vontade. Regressei sem saudades da nossa casa. Entrei sem saudades.

Estou com saudades de lá estar. Estou com saudades da minha gente. Estou com saudades da natureza. Estou com saudades das estradas, das pessoas, das lojas, das bonitas casas. Até tenho saudades do escuro.

Não tenho, nem tive, saudades de Portugal, das estradas portuguesas, do trânsito, do pouco civismo que cá existe. Não tenho saudades nenhumas e sempre que vou de férias para algum lado tenho saudades de casa. Mas quando estou na Islândia não tenho saudades nenhumas, de nada, sinto-me bem.

Tenho é saudades de lá mal entro no aeroporto e tenho de me vir embora. Aí sim, atinge-me uma sensação que não consigo explicar, uma sensação de vazio, de abandono, de saudade, de melancolia.....até porque nunca sei quando poderei regressar...

Deve ser por isto que estou tão mal-humorada hoje e coitadinho do Pestinha que hoje ficou em casa para recuperar da viagem, é que me atura.....

Ainda não descarreguei fotos, tenho muitos posts e muitas fotos para colocar e embora sabendo a saudade que isso me vai trazer, fá-lo-ei o mais breve possível enquanto a memória não me atraiçoa.

Só digo uma coisa: nunca nos 3 anos de vida do meu filho o vi tão independente (leia-se de mim) tão bem integrado, tão sociável com toda a gente, sem birras, sem choros por tudo e por nada (foi 1 semana de puro descanso mental para mim) mas regressámos e esta manhã não me larga as pernas e já fez birrinhas sei lá quantas vezes.....

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Fomos



Para aqui:


Até para a semana :)


Nota1: O Pai vai ficar sózinho em casa 2 dias! Deixa lá Mor, vai passar rápido e num instantinho estarás ao pé de nós outra vez :) Vamos ter saudades tuas nestes 2 dias!

Nota2: Fazer as malas com roupa quentinha soube muito bem (embora olhe para as camisolas do Peste e saiba que vão ficar com os pulsos à mostra ih ih) mas na minha mala de mão vou ter de levar roupa extra (collants, camisola interior, cachecol, gorro, luvas e kispo) para lhe vestir no voo para Reykjavík. É que não há condições: saír de 23º para chegar com -2º ! Choque térmico? Parece-me que sim!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A (des)vantagem de uma sala heterogénea

Talvez nem tenha aprendido com um menino maior. Talvez tenha sido com um da sua idade. Talvez até tenha sido fruto da sua própria imaginação, mas quando oiço o meu filho dizer estas palavras para o Afi:

Já não gosto mais de ti. Vou buscar uma faca e cortar-te.

Parte-se me o coração. Fere a minha alma e o meu espírito. Quem me conhece e aqui quem me lê assuidamente sabe que não lido bem com violência. Seja de que género for. Não lido mesmo.
Após uns segundos de digestão destas infelizes palavras que saíram da boca de meu pequeno filho, pergunto-lhe quem o ensinou a dizer uma coisa tão má.

Foi a Amma.

Responde prontamente. Pura mentira e explico-lhe que é muito feio mentir* , a Amma é muito boa e amiga e nunca ensinaria uma coisa dessas. A minha Mãe é tal e qual a mim, ou eu a ela, quanto menos tivermos de lidar com mentiras, injustiças ou violência, melhor. Queremos distância. Em duas frases apenas o meu filho conseguiu proferir duas das coisas que mais abomino: violência e mentira. Doeu e muito. Ainda doí. Digo-lhe:

Sabes que se tivesses uma faca e cortasses o Afi ias magoá-lo muito. Ias fazer-lhe uma ferida muito grande e ia deitar muito sangue e o Afi teria de ir para o Hospital...

O meu Pai rematou:

E depois o Afi não podia brincar contigo...

Vi no seu olhar que as nossas palavras o atingiram. Vi o seu corpo minúsculo ficar ainda mais pequeno e pareceu estremecer. Não emanou nem uma palavra. Deve ter digerido bem que o acto que tinha dito teria uma consequência muito grave. Segundos depois disse ao Afi:

Já gosto de ti outra vez. E tu gostas de mim Afi?

Onde é que ele aprende isto? Porquê? Para quê? É novo demais para dizer coisas destas. Coisas que ele nem sabe a proporção que têm. Sinto-me tão miserável por não o proteger destas nocividades. Mas como? Como o faço? Espero não voltar a ouvir tamanha barbaridade saír da sua inocente boca....

* bem que li num artigo da Pais&Filhos que segundo estudos recentes os bébés a partir dos 6 meses já mentem (obviamente que não sabem as consequências que têm, são inocentes só no sentido de se satisfazerem). Pensava-se (e eu também) que era a partir dos 4 anos. O meu filho com 3 anos já mente e esta não foi a primeira vez.

domingo, 11 de novembro de 2007

E eu tinha razão

das camisolas de manga comprida que ele tem estreado, só há 2 em que não fica com os pulsos à mostra :(
E há 2 que ainda não estreou, mas são 3-4 da Zara e acho que as mangas até estão um pouco compridas...a ver vamos....
Onde é que eu tinha a cabeça ao escolher o tam:98? Não sei, mas em Setembro o tam:104 parecia tão grande.................
Ainda por cima não há ninguém que não comente que o pobre miúdo tem as mangas curtas.....grrrrrrrrr
Não há por aí ninguém que tenha comprado camisolas grandes e queira trocar???? ih ih ih

sábado, 10 de novembro de 2007

Mais um mimo :)


De acordo com a Maria Pereira sou uma Mamã Babada :)
Não podia concordar mais com ela, aliás, somos todas umas babadas pelos nossos filhos, não é verdade? Sendo assim, nomeio todas as Mamãs que por aqui passam com este miminho :)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O Teste da Agulha

(para quem acredita...)

Até conhecer o meu marido (em 2000) a agulha dava-me sempre 4 rapazes e 1 menina.
Após conhecer o meu marido começou a dar 2 rapazes e 1 menina. A ele também.
Há 3 dias (a agorinha mesmo também) deu 3 rapazes e 1 menina. Como ele já andou a insinuar o porquê da mudança, hoje não escapa à agulha!

Uma coisa é certa: menina só terei 1!


Adenda: ao maridão também dá agora 3 rapazes e 1 menina :)

Perco-me

na Fnac, na secção infantil. Acabo sempre por ler 'n' histórias e compro sempre 1 ou 2.
À conta disso já nem vou à "minha" secção porque se não o orçamento familiar vai para a Fnac :)

Ontem fui buscar um que tinha encomendado "Dicionário por imagens do Corpo Humano" e acabei por trazer mais 2 que não conhecia mas que me cativaram ao lê-los.

São da Porto Editora:



Ensina tudo o que se pode fazer com as mãos sem ser bater, porque elas não são para bater, mesmo que nos batam. Adorei e pus-me a pensar no porquê de não me ter lembrado antes de usar esta estratégia com o Peste...


Fala exactamente do título! Muitos exemplos, imagens "quase" reais de crianças e o que gosto mesmo é que as situações em ambos são precisamente situações pelas quais os nossos filhos passam, quer seja em casa, na escola, no parque...aconselho! Mesmo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Amizade


A querida Cris, elegeu-me para uma das suas fiéis seguidoras do elo da amizade :)
As 10 meninas que se seguem, façam favor de não quebrar a corrente:

Alice
Andreia
Carla (Vidaa4)
Catarina
Claúdia(Jácheguei)
Cristina (A(Dupla)Maternidade)
Inês
Marta
Sil
Vera

Juro que qualquer dia deixo de pôr os links....que seca!

Não cantes Mãe!

Eu sei e tenho plena consciência de que canto mal. Sempre cantei mal, tenho uma voz horrorosa mesmo.

Desde pequena que adoro cantar. Lembro-me de cantar e dançar em frente à aparelhagem quando era miúda. Lembro-me de escrever as letras todas das músicas que mais gostava e cantá-las a olhar para a Lua que brilhava no céu. Lembro-me de desejar estar sentada na Lua e cantar para todo o mundo, queria espalhar a música, espalhar felicidade. Mas no meu sonho, eu cantava bem claro.

Não cantava à frente de ninguém, nunca cantei no karaoke, mentira, fui uma vez ou duas ao palco com várias amigas em grupo e com pena dos ouvintes, fiz playback! Ai Catarina, o que eu te invejava no 5ª Avenida....
Tenho consciência de que canto mal. Sei disso.

Tenho pena, muita pena, porque adoro cantar e se tivesse a voz com certeza faria tudo para fazer disso carreira. Quem me conhece ao ler isto é capaz de pensar, a María? Quis ser cantora? É verdade embora também não tenha jeito nenhum para dançar. Mesmo nenhum. Não tenho ritmo nenhum, mas isso aprendia-se. Adorava poder dar espectáculos, cantar para crianças, tipo Xuxa! Adorava ir ao karaoke e cantar para todos!

Mas se não acreditam em mim o Peste dir-vos-á:

Mãe, não cantes!

Criança não mente, nada há-de mais honesto do que as suas observações, verdade?

É que eu sou a única pessoa que ele não quer que cante! O Pai pode cantar (ainda por cima também canta mal que se farta, mas eu sou pior pelos vistos) a Tia, a Amma (canta imenso para ele) o Afi pode cantar e cantam os dois fado que é uma maravilha! Eu não posso e cada vez que começo:

Mãe, não cantes!

No carro ouvimos sempre um cd da Xuxa, ou outro dele, e o que eu gosto das músicas da Xuxa, opá, gosto pronto! E claro, no carro é quando também gosto muito de cantar e ele não me deixa! Todos os dias, várias vezes, tento e começo a cantar, até por distracção, já sei as letras e sai-me instintivamente e oiço logo:

Não cantes, Mãe!

Já percebi filho, mas podias deixar de vez em quando, por Amor à Mãe podias fingir que canto bem só de vez em quando que também não te quero massacrar ih ih ih ih

Criança não mente!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O Pai foi ver a bola

e nós regalá-mo-nos com uma bela massa vegetariana para o jantar!

O Pai é um chato e tenho de fazer sempre carne à parte grrrrrrrrrr e não se pode pôr ervilhas que não gosta grrrrrrrrrrr ainda bem que o filho não sai ao Pai!

Esparguete

Já não compro massinhas de letras porque ele tira-as uma a uma para ver e dizer as letras.

Agora vou ter de deixar de fazer esparguete! Não há paciência! Ainda por cima não conseguimos ralhar com ele porque só nos rimos das obras de arte dele e do que ele se lembra de fazer com o esparguete:

Olha, um barco, Mãe olha!

Olha, Mãe, Pai, fiz um S de Sandra!

Olha, fiz um N de Natacha!

Olha um Peixe, é um peixe, vês?

É um Caracol, vês? E agora é um S (ao virar o "Caracol" de posição) e agora um N (virou outra vez!)


É difícil ralhar para não brincar com a comida quando estamos a tentar controlar o riso, é que vocês não imaginam a cara que ele faz ao dizer estas coisas! Palhacinho!

Leituras minhas

Hayden, Torey
"A Criança que não queria falar."

Era uma criança de seis anos, insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento...até encontrar uma jovem e brilhante professora.


Acabei hoje de ler este livro. Li-o em menos de 1 semana. Amei e li as 237 páginas com um ávido entusiasmo e derramei muitas lágrimas também.

Não vejo a hora de ir comprar o que se lhe segue para saber o que aconteceu a Sheila:


A previsão serão com certeza mais umas lágrimas derramadas, porque até eu, mera leitora, comecei a gostar e a preocupar-me com aquela criança. Se o Pai lhe dava de comer, se lhe estaria a bater........porque me envolvo tanto? É por esta razão que não fui para assistente social e nunca me voluntariei para trabalhar em instituições de apoio a crianças carenciadas....não consigo me libertar...não consigo desligar...choro, choro...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cenário: wc (acabados de acordar...)

Mãe a fazer xixi. Enquanto o faz, "abre" um penso higiénico e coloca-o na bancada.
Filho atento (sempre) pergunta:

O que é isso?
(Ai que não me está nada a apetecer esta conversa......além do período, doí-me a cabeça que se farta, os olhos ardem-me......mas pronto, cá vai..)

É um penso higiénico.

Para pôr nas cuecas?

Sim.

Porquê? Tens uma ferida?

(Oh, céus.....)

Não, a Mãe não tem uma ferida.
(Pode ser que com respostas curtas ele desista....)

Então tens uma ferida no rabo, é?

Não filho, a Mãe não tem uma ferida no rabo.
(Porque é que eu me iludo?
Entretanto já tem o dito cujo na mão e está a explorá-lo.....)

É para quê?

Às vezes as meninas (devia ter dito senhoras, mas foi assim que saíu..) têm de pôr penso higiénico nas cuecas...

Porquê?

(Socorro.......)

Porque há alturas que tem de ser, para não sujar as cuecas.

Com o sangue?

Sim...

E os rapazes também têm de pôr?

Não, só as meninas...
(Ai, tenho a cabeça a explodir.....)

E os rapazes quando forem meninas têm de pôr? E as meninas quando forem rapazes já não põem?

Ah? O quê? Mas os rapazes não ficam meninas e as meninas não ficam rapazes. Os rapazes são rapazes e as meninas são meninas. Sempre.
(Podia lhe explicar as demais transformações a que o ser humano se sujeita por doença, mas não, ele é pequeno e hoje doí-me a cabeça.....chega de explicações....)

Olha, vamos abrir os estores?

Sim!

Ufa!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Acabadinho de acordar...

Mãe, que dia é hoje?

(todos os dias é assim)


É segunda-feira.

ao invés das demais perguntas que se seguem todos os dias, hoje sentou-se e disse:


Vou fazer a minha mala para ir para a Islândia!

Mas ainda não é hoje, ainda falta.


Não falta nada. É hoje!

À conta disto temos uma folha com quadrados a contar os dias que faltam e todos os dias ele vai riscando um. Hoje contámos 10 dias.


Não é nada Mãe. Faltam só 4 dias para ir!

Não havia tempo para continuar na teima, por isso deixei ficar assim.........

sábado, 3 de novembro de 2007

Para pequenos problemas,


grandes soluções!!


Foi assim que o Peste solucionou o facto de o Pai lhe dizer que não ia para o chão por este estar frio:



Foi à cama buscar a colcha!

Toma lá, Pai! Agora tens mesmo de vir para o chão brincar aos médicos!

Nota: o Pai queria brincar com ele, mas sentado no sofá.....ora que piada tem isso???